Sport na Série B: como joga taticamente o Londrina

Por: Felipe Holanda e Mateus Schuler

Arrecife. Com casa cheia, o Sport recebe o Londrina para encurralar o Tubarão e se reaproximar do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. A bola rola às 16h deste sábado (9), na Ilha do Retiro, em confronto válido pela 17ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos azulinos.

O TIME

Quatro retornos. Recuperados de lesão, os laterais Samuel Santos e Eltinho, o volante Jhonny Lucas e o atacante Gabriel Santos voltam a ficar à disposição para Adílson Batista, que não tem desfalques da vitória ante a Chapecoense. Comandante irá realizar mudanças pontuais na escalação inicial, apesar de manter o 4-3-3.

Possível escalação dos paranaenses diante dos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Mesmo jogando de maneira reativa, o Londrina aparece entre os times que mais chuta na competição, com 216 finalizações no total. Dessas, 77 foram certas, o que representa pouco mais de 35% de aproveitamento, sendo um dos melhores no número de acertos, marcando 18 gols e figurando como um dos ataques de maior rendimento.

Laterais, zagueiros e volantes iniciam transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Quando tem a bola no pé, saem jogando num 4+2, com a dupla de volantes dando suporte à linha defensiva, fazendo um jogo apoiado e trabalhando a posse até o setor ofensivo. Ao chegar no ataque, o Tubarão forma um 4-2-3-1 e tenta fazer a construção por dentro buscando a amplitude dos extremos, alargando o campo para dar mais profundidade.

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Construção geralmente flui pelas beiradas (Imagem: Brasileirão Play)

“Londrina usa muito o lado do campo, seja pelos laterais ou extremos. Com as voltas de Samuel Santos e Eltinho à lateral direita e esquerda, respectivamente, que são muito técnicos e velozes, o time terá sua arma principal reforçada para atacar o Sport”

Guilherme Lima, repórter na Rádio Paiquerê

COMO DEFENDE

Dono de uma das defesas mais vazadas da parte superior da tabela, com 17 gols sofridos, o time paranaense vive uma contradição em fase defensiva. É também a segunda equipe que menos sofreu finalizações na competição, tendo 183 chutes realizados em sua meta, sendo apenas 62 certas; 33,88% do total.

Compactação defensiva em blocos médio/altos (Imagem: Brasileirão Play)

“Adílson costuma fazer uma linha baixa defensiva, para tentar roubar a bola e explorar a velocidade pelos lados ao contra-atacar. Sobretudo com Caprini, único jogador titular em todos os jogos disputados até aqui e peça essencial nas transições, tanto ofensiva como defensiva”

Lúcio Flávio, repórter na Rádio Paiquerê

O desenho mais frequente do LEC, ao ficar sem a posse, é o 4-5-1 com blocos médio/altos, tentando fechar o máximo de espaços, principalmente quando o adversário cria por dentro. Outra alternativa é performar seu 4-3-3 de base, deixando uma aproximação maior entre as duas últimas linhas buscando ter os lados preenchidos para evitar infiltrações.

Trio de ataque também tem obrigações de defender (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Samuel Santos (LD) – Pilar. Ainda que os zagueiros consigam consistência, o lateral-direito tem ajudado no setor. Com 21 interceptações, perde somente para Saimon no critério, mas é em fase ofensiva que tem agregado melhor. Além de dar duas assistências diretas para gol, criou duas grandes chances a seus companheiros.

Caprini (PD) – Principal referência. Tecnica ou taticamente, o jogador é quem mais se destaca na equipe azulina durante a presença no ataque. Caprini já criou quatro grandes oportunidades e colaborou dando três assistências. Ele é o único atleta do Tubarão a participar de todos os jogos até agora, sendo o líder de desarmes dos paraenses, com 25.

Douglas Coutinho (ATA) – Cria do Athletico, o atacante nunca conseguiu se firmar onde passou, apesar de bons números quando atuou no Operário-PR, marcando nove gols em 40 jogos. Pelo LEC, vem conseguindo manter o bom desempenho, marcando sete vezes e servindo seus companheiros em outras três ao longo de 28 partidas.

Créditos da foto principal: Ricardo Chicarelli/LEC

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