Sport na Série B: como joga taticamente o Operário

Por: Mateus Schuler

Para construir caminho de volta ao G-4. Embalado pela vitória na última rodada, o Sport visita o Operário querendo manter a pegada e seguir na cola do grupo de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Duelo será disputado nesta quinta-feira (14) no Germano Krüger, em Ponta Grossa, às 18h30 pela abertura da 18ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alvinegros.

O TIME

Mudanças à vista. Além do técnico Claudinei Oliveira, suspenso, o Fantasma vai a campo com duas novidades da derrota para o CRB e um desfalque já certo. Sob o comando do auxiliar Luciano Gussi, apenas o zagueiro Alemão, que teve uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, é ausência, já Fabiano deixa o time para entrada de Raphinha, assim como Silvinho retorna do departamento médico no lugar de Fabiano.

Possível escalação dos paranaenses diante dos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Jogando e deixando jogar. Apesar de ser um dos times com maior média de posse, o Operário tem apresentado muito equilíbrio, já que os números giram em torno de 50%, buscando trabalhar a bola sempre que a detém. Assim, fez 18 gols e possui o segundo ataque mais positivo, dividindo ainda a marca ao lado de Criciúma, Bahia, Londrina, Sampaio Corrêa e Tombense; todos ficam atrás apenas do Cruzeiro, que marcou 21 vezes.

Peças buscam proximidade durante transição ofensiva (Imagem: Brasileirão Play)

Trabalhando desde a defesa em jogo apoiado, saem jogando num 4+2, com a dupla de volantes ajudando a linha defensiva, além de aproximar mais as peças do meio em diante no 4-2-3-1 de base. Outra opção no setor ofensivo é a formatação de um 4-3-3, recuando um dos volantes, já o outro se junta ao meia armador e aos extremos.

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Construção alterna entre beiradas e meio (Imagem: SporTV/Premiere)

“Nesses últimos dois jogos, Claudinei alterou o sistema tático no intuito de melhorar a transição ofensiva da equipe, já que a bola demorava para sair da defesa ao ataque. Primeira ideia foi usar três zagueiros, dando liberdade aos alas, enquanto a segunda, com linha de quatro, buscou a construção mais por dentro”

Letícia Cabral, repórter na Rádio Lagoa Dourada

COMO DEFENDE

Problemas. Dono da defesa mais vazada desta Série B ao lado do Náutico, com 21 gols sofridos, o time paranaense vive caos durante a fase defensiva. Além disso, teve 88 finalizações contra sua própria meta, sendo a equipe de maior número no quesito junto ao CRB. Principal ponto falho é a quantidade de espaços que são cedidos para chutes adversários, tal como a construção de jogadas no campo ofensivo.

Compactação defensiva em blocos médio/altos quando mandante (Imagem: SporTV/Premiere)

“Inicialmente, a proposta de atuar com três zagueiros foi para poder minimizar erros defensivos, principalmente infiltrações entrelinhas. A volta da linha de quatro, forçada por conta da lesão de Thales, foi insuficiente para corrigir os problemas de antes”

Letícia Cabral, repórter na Rádio Lagoa Dourada

O desenho mais frequente dos alvinegros, ao ficarem sem a posse, é o 4-3-3 de blocos médio/altos, buscando assim fechar espaços a seus adversários, principalmente quando o adversário cria por dentro. Alternativa é performar num 5-4-1, deixando assim aproximação maior entre as duas últimas linhas para ter os lados preenchidos e evitar infiltrações.

Postura mais retraída dos paranaenses (Imagem: Brasileirão Play)

PARA FICAR DE OLHO

Reniê (ZAG) – Pilar defensivo. Apesar dos inúmeros problemas apresentados pelo setor, o zagueiro é quem vem conseguindo ter melhor desempenho. Nos 16 jogos que disputou pelo Operário, totaliza 72 cortes, figurando no top 10 do quesito, além de ser pouco faltoso, cometendo somente 1,2 faltas por partida em média.

Tomas Bastos (MC) – Garçom. Com duas assistências, é o líder da equipe no critério, dando ainda 12 passes decisivos, mesmo sem ser o meia armador de origem. É também o homem da bola parada, cobrando escanteios ou faltas de média distância, marcando dois gols e tendo ainda 14 finalizações no total ao longo da competição.

Silvinho (PE) – Experiente. Um dos mais rodados no atual elenco alvinegro, o ponta esquerda se recuperou de lesão, mas segue sendo uma das principais referências técnicas, pois ainda tem a velocidade e o drible como armas em fase ofensiva. Não por acaso, balançou as redes duas vezes, deu 13 dribles e chutou 16 vezes na direção da meta adversária.

Créditos da foto principal: André Jonsson/OFEC

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