Sport na Série B: como joga taticamente o Guarani

Por: Mateus Schuler

Procurando afinação. Há três jogos sem vencer e distanciado do G-4, o Sport busca recuperar o bom futebol na estreia do técnico Claudinei Oliveira frente ao Guarani de Mozart. Confronto do Leão diante do Bugre ocorrerá nesta quinta-feira (28) na Ilha do Retiro, às 21h30, pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos paulistas.

O TIME

Os alviverdes enfrentarão os leoninos com uma mudança já certa, enquanto outra está incerta. Titular, o zagueiro Derlan cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo e substituído por Ernando, assim como o atacante Lucão do Break, que é reserva. Por conta da atuação frente ao Brusque, na última rodada, Lucas Ramon pode ser sacado e ter Diogo Mateus na sua vaga. Já o zagueiro Ronaldo Alves e meia Giovanni Augusto, se recuperando de lesão, permanecem vetados pelo departamento médico.

Paulistas ainda possuem uma dúvida para definir escalação (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Estar brigando contra o rebaixamento não é por acaso. Inoperante, o Guarani tem o pior ataque da Segundona com somente 12 gols marcados, dividindo a marca junto a Operário e CSA, que também estão dentro do Z-4. Mesmo sem balançar muito as redes, as finalizações são direcionadas, acertando 105 das 255, o que representa 41,2%.

Laterais são apoiados pelos volantes na transição ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Geralmente atuando num 4-3-3 de base, o Bugre tem poucas variações com a bola, o que costuma não incomodar o adversário. O início das transições é na formação de uma saída em 4+2, tendo volantes mais marcadores caindo para ajudar a linha defensiva. Do meio para frente, para tentar atacar sendo intenso, performa um 4-2-3-1 ou tendo a própria tática inicial se preciso.

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Bugrinos chegam com poucas peças no campo ofensivo (Imagem: Premiere)

“Mozart vem tentando colocar uma linha com três atacantes, mas acaba deixando o meio de campo desguarnecido. O que falta para o Guarani é um meia amador. A bola não chega e os atacantes voltam para tentar algo. Não à toa possui o pior ataque da Série B”

Kim Belluco, repórter no Futebol Interior

COMO DEFENDE

Se o ataque é bastante produtivo ao menos para criar, a defesa deixa muito a desejar. Foram 22 gols sofridos — quarta marca mais negativa — até agora, com média superior a um por duelo, bem como tem 94 chutes certos — 33% — contra sua meta, sendo o sexto time no critério, apresentando problemas de fragilidade.

Compactação defensiva em duas linhas de 4 dos campineiros (Imagem: Premiere)

“Tem muita fragilidade pelo meio e os atacantes ficam mais recuados, formando duas linhas de 4, mas muito também se deve ao momento ruim do clube. Psicológico do time também está bem abalado sem conseguir reagir nas vezes que fica em desvantagem”

Kim Belluco, repórter no Futebol Interior

Ao ficar sem a bola, os alviverdes possuem mais de uma alternância, mesmo demonstrando tantos problemas. Quando joga com sua torcida, os paulistas apostam na formação de duas linhas de 4, sendo o 4-4-2 o desenho que se repete por mais vezes. Outra opção é preencher o meio e ficar desenhado no 4-5-1, deixando o centroavante no primeiro combate, enquanto os extremos ficam ao lado dos meio-campistas.

Alviverdes podem adiantar linhas para evitar troca de passes na criação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Kozlinski (GOL) – Paredão. Com 57 defesas, o goleiro do Bugre está entre os melhores da posição na Segundona, ficando seis partidas de 17 que disputou sem ser vazado. De todas as intervenções realizadas na campeonato até o momento, 29 foram dentro da área, o que representa praticamente metade dos números.

João Victor (ZAG) – Sustentação. Apesar dos inúmeros pontos falhos do time campineiro na defesa, o zagueiro é o principal destaque. Criado na base do Vitória, o defensor passou pelo Santa Cruz e tem bom desempenho na Série B, pois lidera a equipe bugrina nos cortes, com 73 no total; além disso, tem 23 interceptações e 12 desarmes.

Bruno José (PD) – Salvação. Em meio a tantos problemas ofensivos, já que o ataque é o pior da competição, é quem mais tem produzido no setor. Foram cinco grandes chances criadas, além de uma assistência e um gol marcado em 18 jogos realizados; é ainda o terceiro maior finalizador da equipe, dando 24 chutes.

Créditos da foto principal: Thomaz Marostegan/Guarani FC

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