Sem veneno: análise Santa Cruz 0 x 0 Tocantinópolis

Por: Ivan Mota

Coral falsa. O Santa Cruz perdeu grandes chances e empatou sem gols contra o Tocantinópolis neste domingo (7). Mesmo diante do Arruda lotado, o Tricolor não conseguiu abrir vantagem no duelo de ida das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A volta ocorrerá também às 16h no próximo domingo (14), no Ribeirão, em Tocantins.

Marcelo Martelotte armou o Mais Querido com duas alterações em relação à vitória por 2 x 1 sobre o Retrô. Sem as presenças do volante Arthur, suspenso, e do meia Wescley, vetado pelo departamento médico, o técnico promoveu as entradas de João Erick e Matheuzinho no time titular, mantendo o habitual 4-2-3-1.

Formação inicial dos corais para primeiro confronto das oitavas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Primeiro tempo de poucas emoções. Apesar de mais volume de jogo durante os primeiros minutos, o Santa Cruz não conseguiu levar real perigo ao gol do Tocantinópolis. As melhores chances começaram por meio das jogadas de Hugo Cabral, que se livrava da marcação na esquerda do campo e buscava seus companheiros.

Aos 12 minutos, o camisa 10 foi muito bem após boa troca de passes tricolor, deixando Raphael Macena em grandes condições para abrir o placar, mas o atacante se complicou e não finalizou corretamente. Nas poucas vezes que os tocantinenses conseguiram chegar ao ataque, esbarraram na marcação dos pernambucanos, fechados no 4-5-1, com o centroavante voltando para fechar pela esquerda, deixando Hugo Cabral na referência.

Santa Cruz se fecha no 4-5-1 nos raros avanços visitantes (Imagem: InStat TV)

Saindo para o jogo, o Santa adiantou a primeira linha, jogando próxima aos dois volantes e iniciando as jogadas, que não encontraram o caminho do gol no terceiro terço do campo. Muito se deu pela marcação do Papagaio, além da falta de criatividade do meio-campo, gerando poucos lances do meio em diante.

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Com o time do Tocantins só conseguindo chegar ao campo de ataque em raros contra-ataques, porém também sem sucesso, a reta final da primeira etapa foi de pouquíssima emoção. As duas equipes apostaram nos lances de bola parada e mantiveram o zero no placar ao intervalo, deixando assim a situação indefinida.

Linhas dos anfitriões jogaram distantes no setor ofensivo (Imagem: InStat TV)

A segunda metade do duelo foi marcada por muitas paralisações e chances perdidas pelos mandantes. Marcelo Martelotte retornou mais ousado, tirando o volante João Erick para dar vez a Chiquinho, dando mais ofensividade. Mas voltou atrás minutos depois, colocando Elyeser na vaga de Anderson Ceará, retornando ao sistema de dois volantes de origem. Com isso, saiu ao ataque num 4-3-3, tendo ainda as duas linhas distantes durante boa parte do jogo, dificultando as chegadas.

A grande chance aconteceu aos 24 minutos, quando a bola sobrou livre para Matheuzinho após chute de Chiquinho desviado na marcação; camisa 11, no entanto, finalizou para fora, apesar do goleiro do Verdão vencido. Depois, foi a vez de Hugo Cabral chutar colocado e Jefferson espalmar. No fim, a partida ganhou ares dramáticos após a expulsão de Daniel Pereira. Dessa maneira, o time alviverde passou a chegar mais vezes, tendo até um gol anulado já nos acréscimos, contudo não tirou o zero do placar, deixando decisão para volta.

Mesmo mais ofensivos, pernambucanos não foram efetivos (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Evelyn Victoria/Santa Cruz

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