Sport na Série B: como joga taticamente o Tombense

Por: Mateus Schuler

Ambiente perigoso. O Sport vai até Muriaé buscando quebrar sequência invicta do Tombense como mandante nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto do Leão contra o Gavião-Carcará será realizado nesta quinta-feira (18) no estádio Soares de Azevedo, às 21h30, válido pela 25ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alvirrubros.

O TIME

Para a partida com os leoninos, duas ausências já estão certas: o volante Rodrigo, pelo terceiro amarelo, e o atacante Keké, expulso diante do Vasco, cumprem suspensão. No meio-campo, a expectativa gira em torno da entrada de Nenê Bonilha, que deve ser a única novidade entre os 11 dos mineiros após derrota para o Vasco.

Provável formação inicial do time de Tombos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Regularidade. Dos 24 jogos disputados até o momento na Segundona, foram 23 gols marcados, o que demonstra a efetividade ao atacar. Os números são refletidos ainda no total de finalizações, pois o Tombense é o time que menos finalizou, seja certo (82) ou geral (232); é também o sexto aproveitamento na competição, acertando 35,3% dos arremates.

Início da transição ofensiva dos mineiros (Imagem: Premiere)

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A tendência, em fase ofensiva, é a manutenção do 4-3-3 de base usando as chegadas dos laterais para ajudar na criação, que flui mais por dentro numa saída 4+3. Outra opção é o time se postar num 4-2-3-1, com a trinca jogando entre cabeça de área e centroavante, na maioria das vezes tendo transição num jogo apoiado.

Centroavante costuma auxiliar meio-campistas fazendo pivôs (Imagem: Premiere)

“Os jogadores de meio-campo fazem a circulação da bola e o goleiro Felipe pode participar das saídas. É um time que troca muito passes para sair da defesa ao ataque, tendo pressão do adversário ou não, utilizando a velocidade nesses passes para se desvencilhar”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com

COMO DEFENDE

A defesa também é dor de cabeça ao técnico Bruno Pivetti. Dos 23 duelos até o momento, o Gavião-Carcará sofreu 23 gols — média exata de um — e saiu sem ser vazado por sete vezes. Além disso, é o quinto time que teve o maior número de finalizações contra sua meta, um total de 330, sendo 104 certos e 31,5% de aproveitamento dos adversários.

Compactação em blocos médio/baixos para gerar contra-ataques (Imagem: Premiere)

Ao ficar sem a bola, os alvirrubros costumam se fechar em duas linhas de 4, sendo o 4-1-4-1 mais comum para bloquear melhor os espaços entrelinhas e tendo somente o centroavante na pressão da saída rival. A alternativa é dar sequência à postura, mas tendo dois jogadores mais adiantados e deixando os blocos levemente espaçados.

Manutenção das duas linhas de 4 em fase defensiva (Imagem: Premiere)

“Há constante variação da postura da equipe sem a bola, que depende da característica dos jogadores que estão atuando. O mais comum é a formação das duas linhas de 4, tendo dois jogadores caindo pela beirada junto a dois meio-campistas e um deles podendo auxiliar o centroavante”

Bruno Ribeiro, repórter no globoesporte.com

PARA FICAR DE OLHO

Roger Carvalho (ZAG) – Experiente. Ao lado de Ednei, faz uma dupla de zaga com muita experiência e vem se destacando na linha defensiva, usando sua rodagem no futebol, inclusive no exterior. Roger é o líder da equipe em cortes totalizando 68, figurando ainda entre os principais jogadores da Segundona no quesito.

Zé Ricardo (VOL/MC) – Promissor. Formado na base do Fluminense, o meio-campista é o pilar do setor, seja em fase defensiva ou ofensiva. O atleta tem demonstrado bom controle de bola e posicionamento, sendo o que mais fez desarmes — 52 — e interceptações, 38, pela equipe mineira nesta Série B; ao atacar, já marcou dois gols e deu uma assistência.

Ciel (ATA) – Artilheiro. Pernambucano de caruaru, o centroavante é irmão de Nildo, um dos grandes ídolos da história do Leão, e a referência do ataque do Gavião-Carcará. Com 35 finalizações na competição, balançou as redes por sete vezes, convertendo 20% do que tentou. Por outro lado, desperdiçou cinco grandes chances, mas mostrando muita movimentação no ataque.

Créditos da foto principal: Victor Souza/Tombense FC

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