Sport na Série B: como joga taticamente a Ponte Preta

Por: Mateus Schuler

Sobre águas turbulentas. Em momento inconstante na briga do acesso, o Sport busca seguir vivo e evitar a turbulência diante da Ponte Preta. Partida do Leão contra a Macaca será realizada nesta quarta-feira (7) no Moisés Lucarelli, em Campinas, às 19h, válida pela 29ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos pontepretanos.

O TIME

Para o duelo frente aos pernambucanos, o treinador Hélio dos Anjos promove quatro mexidas da derrota para a Chapecoense. A ausência do volante Léo Naldi, suspenso pelo terceiro amarelo, abre lugar para Rithely. Já o zagueiro Mateus Silva, o lateral-esquerdo Artur e o meio-campista Wallisson, por outro lado, voltam de suspensão, substituindo Thiago Lopes, Jean Carlos e Leandro Barcia.

Provável formação inicial dos pontepretanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Nem lá, nem cá. Com 25 gols e média inferior a um gol por jogo, a Ponte Preta tem um dos ataques menos positivos da Série B, o que reflete na campanha irregular, pois venceu nove vezes e perdeu 10. Além disso, tem produtividade abaixo do volume imprimido, já que a Macaca deu apenas 96 chutes certos — segunda menor marca — e 324 no total, sendo o quinto de baixo para cima no quesito.

Volantes ajudam laterais durante a transição (Imagem: SporTV/Premiere)

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Apesar de não demonstrarem poder finalizador, os alvinegros costumam ter muito volume no campo ofensivo, algo já tradicional dos times de Hélio dos Anjos. Dessa maneira, o mais comum é formarem o 4-3-3 de base, apoiados pelos laterais na criação. A alternativa é a manutenção do apoio pelos lados, porém formando um 4-2-3-1, com a trinca mais próxima do centroavante e a cabeça de área tendo poder criativo.

Manutenção da tática-base com apoio constante pelos lados (Imagem: Premiere)

“A Ponte Preta chega com qualidade pelos lados do campo e todas as jogadas passam pelos pés de Elvis, principal reforço nesta última janela de transferência. Desde a sua chegada, a bola parada tem sido uma arma bastante utilizada, tendo os volantes como elemento surpresa”

André Esmeriz, repórter no Futebol Interior

COMO DEFENDE

Se hoje a Ponte ocupa o meio da tabela, muito se deve ao sistema defensivo. Foram sofridos os mesmos 25 gols feitos, possuindo a melhor defesa — junto ao Brusque — da segunda metade da classificação, sendo apenas quatro na condição da mandante; tais números fazem os paulistas dividirem a marca positiva ao lado do próprio Sport, bem como Cruzeiro e Vasco.

Marcação atuando mais adiantada ecom meio-campo povoado (Imagem: Premiere)

O mais frequente é ver os pontepretanos bloqueando o máximo de espaços para infiltrações dos adversários, formando assim um 4-5-1 deixando ainda o meio povoado. Ao descer mais os blocos, principalmente quando buscam o contra-ataque, podem compor duas linhas de 4 mais próximas à pequena área, deixando dois jogadores adiantados visando fazer uma transição veloz.

Compactação feita para neutralizar investidas rivais (Imagem: SporTV/Premiere)

“A dupla de zaga, formada por Mateus Silva e Fábio Sanches, encaixou e a Ponte Preta sofre poucos gols quando eles atuam juntos. Hélio aposta numa marcação alta, principalmente com ajuda da dinâmica trinca de volantes, que preenche o campo quase todo. Os adversários costumam explorar a deficiência que o lateral-direito Igor Formiga tem deixado na marcação”

André Esmeriz, repórter no Futebol Interior

PARA FICAR DE OLHO

Fábio Sanches (ZAG) – Sustentação. Responsável pelos números positivos do time alvinegro na defesa, o experiente zagueiro é quem dita o ritmo no setor. Não por caso, lidera os paulistas em interceptações (44) e cortes (75), tendo também bom posicionamento nos respectivos rankings desta Segundona. O defensor foi, ainda, titular em todas as 21 partidas que disputou até agora.

Walisson (VOL/MC) – Constante. O meio-campista é um atleta que merece ter uma atenção especial. Além de ajudar na marcação, dando 53 desarmes e sendo o líder da equipe no critério, tem ainda liberdade para entrar na área adversária, aparecendo muitas vezes como elemento surpresa. Desse modo, já marcou quatro gols e tem 1,2 finalizações de média por jogo.

Lucca (ATA) – Artilheiro. Vestir a camisa da Ponte Preta é sinônimo de gols ao atacante. Apesar de ter aparecido no futebol como destaque do Criciúma, é na Macaca que ele se transforma num goleador. Na primeira passagem, em 2017, balançou as redes por 24 vezes, sendo 13 apenas na Série A; na ocasião, foi o terceiro que mais marcou, ficando atrás de Jô (Corinthians) e Henrique Dourado (Fluminense), com 18, e André (Sport), que fez 16; nesta temporada, fez 18 tentos em 32 partidas.

Créditos da foto principal: Diego Almeida/Ponte Press

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