Nem oito, nem oitenta: Análise dos primeiros seis jogos do Central na Série D

Por: Mateus Schuler

Nem mesmo o torcedor mais pessimista ou otimista do Central esperava que a campanha tivesse tais números. É por “Empatativa” que pode ser chamado o time neste início de Série D do Campeonato Brasileiro. Sem empolgar, mas também sem tanto sofrimento, a Patativa ainda não deixou sua torcida feliz, porém não a decepcionou, uma vez que foram seis empates em seis jogos.

O – talvez – fato mais curioso acerca da equipe é fora das quatro linhas. Desde o começo da competição, há pouco mais de um mês, o técnico Sílvio Criciúma foi demitido três vezes, contudo o elenco bateu o pé e a diretoria o manteve no cargo. Na última, nesta semana, houve ameaça de greve do plantel também por problemas internos. Nesta análise, o Pernambutático procura explicar como foi a postura para não haver nem vitórias, nem derrotas, com auxílio do setorista Fagner Andrade.

Nos quatro primeiros confrontos, o treinador centralino manteve o 4-2-1-3 utilizado no Campeonato Pernambucano, com apenas a entrada do jovem Lucão na zaga no lugar de Janelson. A indefinição entre os 11 ficava somente na cabeça de área, com Gustavo Henrique e Hebert disputando a única vaga em aberto, com Hebert sendo escolhido: Jerfesson; Leanderson Polegar, Lucão, Filipe Costa e Evandro; Janderson Maia e Hebert; Doda; Leandro Soares, Leandro Costa e Adaílson.

Time alvinegro iniciou a Série D no 4-2-1-3 (Feito no Tactical Pad)

Uma das partidas com o esquema acionado foi contra o Itabaiana, na 2ª rodada. Na ocasião, foi notável como havia uma bagunça tática do meio ao ataque, sem os jogadores conseguirem mostrar posicionamento fixo. Nessa ocasião, os atacantes de beirada estavam recuados e em linha, tal como os volantes, já o meia armador e o centroavante ficaram fora da posição; na partida, a Patativa ficou no empate em 2×2 no Lacerdão.

Patativa foi a campo no 4-3-3, mas desordenado do meio para frente (Imagem: MyCujoo)

Uma das principais armas do alvinegro caruaruense é o lateral-esquerdo Evandro, cria da base do Sport. Ao contrário de Leanderson Polegar, que vem tendo um 2020 mais apagado que 2019 e atua pelo lado direito, o ala formado no Leão vem chegando mais intenso ao ataque, apesar dos erros serem mais frequentes no último setor do campo.

Não por acaso, foram cinco gols marcados nos seis compromissos, sendo três – um com assistência direta – vindo do lado esquerdo do campo; um foi de pênalti e o outro veio de escanteio pela direita. No jogo com os sergipanos ficou bem evidente, com dois passes originados justamente por esse espaço no setor ofensivo.

Lateral-esquerdo Evandro é um dos principais nomes do Central na competição (Imagem: MyCujoo)

Mesmo com a ausência de muitas jogadas pela direita, em alguns momentos houve a tentativa. A fase ruim de Polegar, inclusive, foi o motivo dessa insistência pelo lado oposto. Diante do Vitória da Conquista no Lacerdão, na última rodada em casa, o lateral dos caruaruenses apoiou mais quem estava caindo na beirada que criou o lance em si.

Em má fase, Polegar foi pouco acionado em jogadas ofensivas (Imagem: MyCujoo)

Nas duas últimas partidas, sentindo a falta de criatividade ofensiva, Sílvio viu a necessidade de mudar a estrutura do time. Sacando um dos homens da frente e povoando mais o meio, promoveu a entrada de Aruá na vaga que era ocupada por Adaílson, dando maior dinâmica e mobilidade ao meio-campo.

Time mudou ao 4-2-2-2 para dar mais criatividade no ataque (Feita no Tactical Pad)

Com a modificação, Doda ganhou um companheiro na armação de jogadas e a equipe ganhou na criação. A dupla de ataque, por outro lado, ficou sem tantas obrigações na marcação, voltando menos para recompor e o sistema defensivo ficando com duas linhas de 4; tal postura foi vista principalmente no último confronto, contra o Freipaulistano, no empate sem gols.

Equipe alvinegra passou a se fechar com duas linhas de 4 com a mudança tática (Imagem: MyCujoo)

O próximo confronto do Central será neste domingo (18), cheio de polêmicas extracampo, frente ao Coruripe pela 7ª rodada fechando o primeiro turno da competição. Sem Evandro e Doda, cumprindo suspensão, o comandante da Patativa deve definir os 11 com: Jerfesson; Leanderson Polegar, Lucão, Filipe Costa e Wendell; Janderson Maia, Hebert, Gustavo Henrique e Aruá; Leandro Soares e Leandro Costa. A equipe ocupa a 7ª posição, com seis pontos, e um triunfo a aproxima do grupo de classificação à próxima fase.

A Cobra tá on: Análise de Treze 0x1 Santa Cruz

O Santa Cruz está praticamente imparável nesta primeira fase da Série C. Líder geral do certame, a Cobra Coral venceu o Treze por 1 x 0 em Campina Grande, pela 11ª rodada, e “tá” mais on do que nunca.

Marcelo Martelotte mandou ao campo o Santa num 4-2-3-1, tendo Leonan aberto pela esquerda, Lourenço na direita e Didira flutuando por dentro, com Pipico mais à frente, André e Bileu de volantes e a tradicional linha de quatro.

Disposição tática dos Corais contra o Galo da Borborema (Feito no Tactical Pad)

Logo nos primeiros minutos, o Mais Querido fechou os espaços para as investidas ofensivas do Treze, postando no 4-3-2-1, com um dos pontas recompondo.

Santa postado defensivamente (Imagens: DAZN)

Bem defensivamente, o Tricolor tratou de marcar o principal destaque do Galo da Borborema: Douglas Lima. Desta forma, o Santa se postou numa espécie de 4-5-1.

Outra postura defensiva da Cobra (Imagens: DAZN)

Com o empate, Martelotte passou a utilizar ainda mais os laterais, com Peri e Leonan dobrando pelo lado esquerdo. Mesmo assim, algumas jogadas nasciam dos pés de Toty, que também dava seu apoio pela direita.

Toty encarregado de iniciar a transição ofensiva (Imagens: DAZN)

Até que o Santa chegou ao gol após Didira cobrar falta precisa e Lourenço completar para o fundo das redes. Foi o sétimo tento de bola parada dos 17 que o Santa marcou na Série C, mais de 40% – sem considerar pênaltis. Além disso, foi o primeiro de Lourenço.

O gol do Santa diante do Treze (Imagens: DAZN)

Com a Cobra Coral à frente, Pipico recebeu cruzamento de Peri teve a chance de fazer seu 33º gol pelo Santa, mas foi parado por linda defesa do goleiro do Treze.

Satisfeito com o placar, porém, o time de Martelotte passou a trocar passes e utilizar uma saída de três com o goleiro Jornan, Célio Santos e Danny Morais. Desta forma, não deu mais chances ao Galo da Borborema e chegou à vitória.

Saída de 3 do Santa (Imagens: DAZN)

O próximo compromisso do líder será domingo, diante do Botafogo-PB, no Arruda, pela 12ª rodada.

Por: Anderson Santana e Felipe Holanda
Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Como joga taticamente o Treze, próximo adversário do Santa Cruz na Série C

Comandado por Márcio Fernandes, o Treze é um dos candidatos ao acesso à Série B – assim como o Santa Cruz. O time é o adversário coral neste sábado (17) no Amigão, em Campina Grande, pela 11ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro.

Neste análise, o Pernambutático disseca como joga o Galo da Borborema, destacando pontos positivos e negativos, mostrando os caminhos que o Santa pode aproveitar para chegar a mais uma vitória sob o comando de Marcelo Martelotte.

A formação base do Treze é um 4-2-2-2, com muita amplitude nas pontas, sempre por fora, principalmente com as subidas de Douglas Lima, mas pouca criação no meio de campo. A dupla ofensiva, que por vezes vira trio, é o ponto forte da  equipe do técnico Márcio Fernandes.

Disposição tática do Treze (Feito no Tactical Pad)

PONTOS FRACOS

Nesta formação tática, o Treze costuma dar espaços pelas laterais, principalmente nas costas do lateral-direito Léo Pereira. Foi o que aconteceu no último compromisso do Galo na Série C, quando venceu o Imperatriz em jogo atrasado.

Treze dando espaços pela lateral (Imagens: MyCujoo)

Atuando às vezes no 4-2-3-1, o centroavante Gilvan costuma voltar para buscar a bola. Assim, o time de posta numa espécie de 4-3-1-2, tentando encontrar espaços na defesa adversário desde lá de trás. Além disso, o Treze com a presença frequente do lateral-direito Léo Pereira no campo de ataque.

Treze postado no 4-2-3-1 (Imagens: My Cujoo)

 Na defesa, o Galo costuma se postar corretamente, porém, não vem utilizando com frequência o apoio dos laterais, já que Gilmar, único lateral-esquerdo de origem, está sem ritmo de jogo por voltar de lesão e não vem jogando. Deve retornar diante dos corais.

Marcação do Treze (Imagens: MyCujoo)

Sem precisar se incomodar muito com os laterais, o Santa Cruz pode justamente responder na mesma moeda: utilizando as subidas, principalmente de Toty pela direita. No último jogo, diante do Paysandu, o camisa 2 coral fez boa jogada pelo setor e cruzou na cabeça de Pipico, que marcou o primeiro gol na vitória por 2 x 1 em cima do Papão.

Gol de Pipico em cima do Paysandu (Imagens: DAZN)

OLHO NELE

O grande destaque do Treze é Douglas Lima, um dos artilheiros do time na Série C com dois gols marcados. O último contra o Imperatriz-MA, com um chutaço de longe.

A torcida coral não guarda boas lembranças de Douglas. No Arruda, em agosto, o atleta marcou um gol olímpico. Na ocasião, o Santa venceu por 3 x 2.

Ficha do Jogo

Santa Cruz: Jordan; Toty, Danny Morais, Célio Santos e Peri; Bileu, André e Didira; Leonan, Pipico e Jáderson. Técnico: Marcelo Martelotte.

Treze: Andrey; Gustavo, Ítalo, Nilson Júnior e Gilmar; Robson, Vinícius Barba, Bruno Mota e Douglas Packer; Douglas Lima e Gilvan. Técnico: Marcio Fernandes.

Árbitro: José Henrique de Azevedo Júnior (MA)
Auxiliares: Djavan Costa da Silva e Raphael Max Borges Pereira (ambos do MA)

Por: Felipe Holanda

Resgate, deslanchada e declínio: análises dos primeiros 11 jogos de Jair Ventura no Sport

Jair Ventura passou por altos e baixos nos 11 jogos que comandou o Sport na Série A do Campeonato Brasileiro. No início de sua passagem, o treinador conseguiu resgatar o brio leonino. Depois, deslanchou e acabou levando o time às primeiras posições do Brasileirão. Num recorte recente, porém, o rubro-negro já apresenta um declínio tático e organizacional.

Nesta análise, o Pernambutático disseca este primeiro periódo de Jair Ventura no time da Ilha do Retiro, apontando alguns pontos positivos e negativos, além de destacar como o Sport pode evoluir e reencontrar o bom futebol de outrora.

O RESGATE

Em pouco mais de um mês e meio no Sport, Jair Ventura acumula cinco vitórias, um empate e cinco derrotas, com um aproveitamento de 48%. Sua estreia foi diante do Coritiba, no Couto Pereira, pela sexta rodada da Série A. Na ocasião, o Leão acabou derrotado por 1 x 0, mas conseguiu demonstrar um bom futebol e renovar as esperanças da torcida.

Diante do Coritiba, o Sport entrou em campo num 4-3-3 defensivo, buscando ser reativo, mas sem valorizar muito a posse. Pelas pontas, Jonathan Gómez e Marquinhos revezavam bastante de lado e o time às vezes se formava num 4-4-2, com Élton por dentro.

Escalação do Sport diante do Coritiba (Feito no Tactical Pad)

Quando o Coxa tinha a bola, o Sport de Jair se postava numa espécie de 4-4-1-1, com Marquinhos e Elton mais à frente, posicionados para um possível contra-ataque. Dessa forma, o Leão marcava por zona e preenchia bem os espaços pelos lados do campo, travando os paranaenses.

Sport postado em campo (Imagens: Premiere FC)

Ofensivamente, Jonathan Gómez era o principal encarregado da armação de jogadas no meio de campo. Além disso, o Sport contava com Ricardinho aparecendo como elemento surpresa na direita, com Marquinhos dando opção no lado oposto. Ricardinho quase marcou na sequência do lance. Wilson defendeu.

No ataque, Sport conseguia levar perigo ao Coxa (Imagens: Premiere)

O Sport teve a grande chance de marcar graças ao talento de Lucas Mugni. O argentino aproveitou que o Coritiba marcou por zona e deu lindo passe para Élton, que acabou desperdiçando grande chance. No fim, custou caro, com o Coxa marcando o único gol do jogo após pênalti infantil de Mailson.

Sport tem grande chance, mas Élton desperdiça (Imagens: GE)

A primeira grande atuação do Sport de Jair Ventura foi diante do Grêmio, na vitória por 2 x 1 em Porto Alegre. Na ocasião, o rubro-negro se postou no 4-3-2-1, utilizando muito as subidas dos laterais, principalmente Patric pela direita.

Dispostição tática do Sport contra o Grêmio (Feito no Tactical Pad)

Foi justamente numa investida de Patric que o Sport furou o bloqueio do Grêmio e abriu o placar. Betinho deu lindo passe, quebrando linhas, e o capitão leonino chegou para marcar um belíssimo gol na Arena.

Lance do primeiro gol do Sport na Era Jair Ventura (Imagens: Premiere)

Atuando no 4-3-2-1, o Sport costuma deu poucos espaços para os homens mais perigosos do ataque do Grêmio. Em especial, Diego Souza. O ex-camisa 87 do Leão teve atuação apagada, com Adryelson sendo absoluto na marcação, enquanto Maidana se aproximava mais de Thiago Neves.

Sport bem postado diante dos gremistas (Imagens: Premiere)

Bem defensivamente, o Sport chegou ao segundo gol no jogo. Marcando alto e pressionando a saída de bola gremista, Barcia foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti, que Maidana converteu. Antes do apito final, o Grêmio ainda diminuiu com Pepê.

Leão pressiona a saída e conseguiria um pênalti (Imagens: Premiere)

Contra o Goiás, na Ilha, Ventura repetiu a mesma escalação e variou entre o 4-3-2-1 e o 4-3-3, continuando com muita amplitude dos laterais. Dessa vez, foi Juba quem apareceu bem no ataque: lançou para Marquinhos em profundidade e o gol por pouco não saiu.

Postura tático do Sport ante o Goiás (Feito no Tactical Pad)

Vendo o espaço para quebrar as linhas do Esmeraldino pela esquerda, Juba fez grande jogada e deu sua primeira assistência para gol no Brasileirão. Driblou o marcador, cortou para a perna de direta, e Barcia, mesmo sem ângulo, marcou um belo gol para inaugurar o placar.

Lance do gol de Barcia (Imgens: Premiere)

O gol de empate veio numa falha de quem menos se espera: o centroavante, que tem o ofício de marcar gols a favor. Na ocasião, marcou contra, mesmo com os jogadores do Goiás distantes, com nove homens do Sport contra cinco do Esmeraldino na grande área.

Momento do gol contra de Élton (Imagens: Premiere)

A vitória veio após mais uma boa participação de Barcia, que iniciou a jogada do 2 x 1. O uruguaio recebeu de Ricardinho e, mesmo com a marcação dobrada, acionou Patric, que cruzou para o gol de Marquinhos. Mais uma subida expressiva dos laterais, a síntese dos primeiros jogos de Jair Ventura no Sport.

A derrota para o Fortaleza custou pontos, mas serviu para dar um alento ao Sport. O Leão não se postou bem defensivamente, atuando no mesmo esqueleto tático (4-3-2-1), mas com Barcia no lugar de Gómez pela direita do ataque.

Escalação do Leão contra o Fortaleza (Feito no Tactial Pad)

Defensivamente, o Sport chegou a formar praticamente uma linha de cinco inicial, com Betinho recuando. Frequentemente bem postado, o Leão só foi vazado com um gol de pênalti, que selou o resultado.

Sport com uma primeira linha de cinco (Imagens: FCF TV)

  A DESLANCHADA

O Venturismo começou a ganhar corpo no Sport após a boa atuação diante do Palmeiras, no empate em 2 x 2.  Em campo, com Mugni no meio, o Leão chegou a se postar no 4-5-1 para minimizar as investidas do alviverde.

Disposição tática do Leão contra o Palmeiras (Feito no Tactical Pad)

O Leão abriu o placar numa aula de amplitude com os laterais. Sander avançou pela esquerda e Patric acabou derrubado na grande área: pênalti. Maidana cobrou e fez.

Laterais dando apoio no Sport (Imagens: Premiere)

Após duas falhas defensivas do Sport, o Palmeiras virou a peleja, com Willian e Zé Rafael. Mesmo assim, o time de Jair Ventura chegou ao empate e deu indícios de uma reação que estava por vir.

Jair chegou ao seu primeiro jogo sem sofrer gol pelo Sport na vitória pelo placar mínimo ante o Fluminense, na Ilha. Na ocasião, o time atuou num 4-3-3 em bloco baixo, com pontas jogando por fora.

Escalação do Sport diante do Flu (Feito no Tactical Pad)

Maidana abriu o placar em cobrança de pênalti e mesmo assim o Sport continuou pressionando a posse de bola do Flu no campo de ataque. Hernane apertou e por pouco o Leão não fez o segundo gol no jogo.

Sport pressionando a saída de bola carioca (Imagens: Premiere)

À frente no placar, o Leão de Jair Ventura se fechou com todos os jogadores no campo de defesa, marcando por zona e utilizando triangulações para minimizar as investidas do tricolor carioca.  

Sport marcando por zona, com triangulações (Imagens: Premiere)

No confronto com o Corinthians, o Sport contou com a estreia de seu principal reforço para a temporada: Thiago Neves. Com o camisa 30, a equipe de Ventura se postou no 4-2-3-1 como base, tendo Neves e Hernane por dentro, Gómez e Mugni por fora e Marcão e Ricardinho como volantes.

Disposição tático do Leão diante co Corinthians (Feito no Tactical Pad)

Nas pontas do Leão, Mugni e Gómez revezavam bastante de lado no momento da recomposição defensiva, tentando diminuir os espaços e minimizar as subidas dos laterais do Corinthians.

Mugni auxiliando na recomposição (Imagens: Rede Globo)

A primeira chance de Thiago Neves veio em boa jogada pela direita, com Patric. O camisa 30 recebeu em boas condições para o arremate, mas foi bloqueado pela defesa do Timão. No lance seguinte, o árbitro marcou pênalti e Maidana cobrou mais uma vez com categoria para abrir o placar na Ilha.

Chance de gol de Thiago Neves (Imagens: Rede Globo)

Com a vantagem, o Sport se fechou ainda mais no segundo tempo, se postando no 4-5-1 defensivamente, com o meio de campo bastante povoado. Dessa forma, o Leão chegou aos três pontos.

Sport postado no 4-5-1 (Imagens: Rede Globo)

Após duas atuações seguras e sem sofrer gols, o Sport chegou em alta para o embate com o rival Bahia. No campo, o Leão se postou no mesmo 4-2-3-1 de base, tendo Mugni auxiliando Thiago Neves na criação de jogadas e Marquinhos, por vezes, fazendo a função de segundo atacante.

Postura tático do Leão diante do Bahia (Feito no Tactical Pad)

O Sport abriu o placar em mais uma boa investida de Patric pela direita. O lateral-direito ficou com o rebote, entrou na grande área e sofreu pênalti. Na cobrança, Hernane bateu no canto esquerdo de Douglas e fez 1 x 0.

Patric investe pela direita e conseguiria um pênalti (Imagens: Premiere)

Melhor em campo, a equipe de Jair Ventura ampliou com a primeira assistência de Thiago Neves pelo Leão. O camisa 30 cobrou falta na área, Marcão conseguiu vencer a marcação e testou para o gol.

Lance do gol de Marcão (Imagens: Premiere)

Com a dianteira no placar, o Sport voltou a marcar por zona, utilizando triangulações como aconteceu contra o Fluminense. O Bahia respondeu e conseguiu diminuir, mas a reação não passou daí.

O DECLÍNIO. INEVITÁVEL?

Quando o Sport vivia sua melhor fase no Brasileirão, aparecendo na quinta colocação, o aperreio começou para a torcida leonina no confronto com o Flamengo. Diante do rival de 1987, o time de Jair repetiu a escalação e o mesmo 4-2-3-1.

Disposição tática do Leão contra o Fla (Feito no Tactical Pad)

Nas quatro linhas, o Leão não viveu noite inspirada taticamente. Deu muito espaços pelas laterais e foi justamente por lá que o rubro-negro carioca começou a construir os caminhos da vitória.

Sport dando espaços nas costas de Patric (Imagens: GE)

O primeiro gol do Fla nasceu de uma jogada de Isla pela direita. A defesa leonina se posicionou mal, Bruno Henrique escorou e Pedro bateu firme para vencer Luan Polli e abrir o placar no Maracanã.

Momento no primeiro gol do Flamengo (Imagens: GE)

A equipe da casa ampliou com Gustavo Henrique, de cabeça, e frustrou um esboço de reação do Sport. O golpe final veio em mais uma falha defensiva leonina. Pedro aproveitou o espaço dado pela marcação e deixou mais um, selando o 3 x 0.

Pedro fecha a contagem no Maraca (Imagens: GE)

Tentando se recuperar da derrota para o Fla, o Sport recebeu o Botafogo na Ilha postado no mesmo 4-2-3-1. A novidade na escalação de Jair Ventura foi o retorno de Barcia entre os titulares, com Thiago Neves mais uma vez de falso 9.

Escalação do Leão contra o Bota (Feito no Tactical Pad)

Com TN30 atrás de Hernane, o Leão chegou a se postar no 4-4-1-1, com duas linhas de quatro que tentavam frear o ímpeto do Botafogo no meio de campo. Por outro lado, o time tinha uma transição ofensiva muito lenta e não conseguia levar perigo à meta de Cavalieri.

Sport posicionando 4-4-1-1 (Imagens: Premiere)

O Bota conseguiu abrir o placar numa falha medonha do goleiro Luan Polli. O camisa 27 tentou sair jogando com os pés, mas deu um presente para Honda. Frio e calculista, o japonês finalizou com categoria de canhota e estufou as redes leoninas.

Lance do gol de Honda (Imagens: Premiere)

O Sport continuou dando espaços na marcação e quase os cariocas fizeram o segundo. Honda aproveitou a falha na marcação leonina, recebeu bela enfiada de bola e por pouco o gol não saiu.

Mais um vacilo defensivo do Sport (Imagens: Premiere)

Ofensivamente, o Leão era pouco produtivo. Numa das poucas chances que teve, Marquinhos recebeu belo passe de Thiago Neves na esquerda e bateu cruzado, mas a zaga do Bota fez o corte.

Boa jogada do Sport, que quase marcou (Imagens: Premiere)

O balde de água fria para o Leão veio em mais um vacilo defensivo. Caio Alexandre foi acionado, pisou na grande área e bateu na saída de Polli para fazer 2 x 0. Ainda houve tempo para Thiago Neves marcar seu primeiro gol com a camisa do Sport, mas de nada adiantou.

Segundo gol do Bota no jogo (Imagens: Premiere)

A atuação mais preocupante do Sport de Jair Ventura foi na última rodada, quando o time foi derrotado impiedosamente pelo Internacional por 5 x 3. Diante do Colorado, o Leão voltou a se postar no 4-2-3-1.

Postura tático do Sport ante o Inter (Feito no Tactical Pad)

O Sport voltou a apresentar linhas tortas na defesa e não demorou para o Inter chegar ao primeiro gol. Patrick, ex-Leão, avançou pela esquerda, fez grande jogada e fuzilou para a meta leonina para fazer 1 x 0.

Momento do gol de Patrick (Imagens: GE)

A equipe gaúcha ampliou em mais um cochilo da zaga rubro-negra. Abel Hernández aproveitou a desorganização da marcação do Sport na grande área após cruzamento da direita e fez o segundo do Inter.

Inter chega ao segundo com Hernández (Imagens: GE)

Na sequência, Marquinhos e Rodrigo Moledo fizeram de cabeça, marcando o primeiro do Sport e o terceiro do Inter, respectivamente.

O Leão conseguiu fazer uma boa triangulação ofensiva para chegar ao segundo gol no jogo. Após troca de passes entre Marquinhos e Mugni, Barcia bateu firme no ângulo de Marcelo Lomba e diminuiu.

Em boa jogada, Leão diminui (Imagens: GE)

Com o gol, o Sport cresceu ofensivamente e quase chegou ao empate. Defensivamente, porém, a noite era desastrosa e Patrick guardou mais um após assistência de Thiago Galhardo, que havia saído do banco de reservas.

Patrick deixa mais um (Imagens: GE)

No fim, Yuri Alberto ampliou e o atacante Mikael, da base leonina, descontou para os pernambucanos, fechando a contagem e 5 x 3 para o Colorado.

Neste domingo (18), o Sport de Jair terá mais um duelo duro na Série A, contra o Bragantino, no Nabi Abi Chedid, pela 17ª rodada do Brasileirão. Atualmente, o Leão é 10º colocado com 20 pontos ganhos.

Por: Felipe Holanda

32 vezes Pipico: Análise dos gols do artilheiro do Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Pipico vem a cada jogo escrevendo seu nome na história do Santa Cruz. Principal esperança de gols do Tricolor na Série C, o atacante já é o terceiro maior artilheiro da Cobra Coral na década, atrás apenas de Dênis Marques (41) e Grafite (34) – Pipico está ao lado de Léo Gamalho, com 32 bolas nas redes adversárias entre 2011 e os dias de hoje.

Nesta análise, o Pernambutático disseca todos os gols de Pipico com a camisa do Santa Cruz, mostrando algumas das qualidades que o colocam como um dos grandes atacantes que já passaram pelo Arruda nos últimos dez anos.

Pipico é um matador nato que sabe ir às redes adversárias como poucos, tendo um leque de possibilidades para marcar. Desses 32 gols, ele anotou a maioria de perna direita, 14, além de sete de pênalti, sete em cabeçadas, um em cobrança de falta e um gol contra dado a seu favor.

Como Pipico chegou aos 32 gols pelo Santa (Arte: João Rodrigues)

Gols 1 e 2 – ABC 0x3 Santa Cruz 1/7/2018

Os pontos mais fortes de Pipico são o posicionamento e a frieza para tomar decisões dentro da grande área. Contra o ABC, recebeu lindo passe de Robinho e só precisou de dois toques na grande área para chegar ao primeiro gol com camisa do Santa Cruz: dominou com o peito, tirando do zagueiro, antes de bater rasteiro no canto direito.

Além do posicionamento, Pipico é um oportunista, sempre aproveitando falhas da defesa rival. O camisa 9 aproveitou o rebote do goleiro e finalizou mesmo de longe para ampliar a vantagem coral ante o ABC no Frasqueirão.

Oportunista, Pipico marca o segundo no jogo (Imagens: Esporte Interativo)

Gol 3 – Santa Cruz 2×0 Remo 8/7/2018

Sempre se posicionando bem, Pipico costuma aproveitar muito bem os cruzamentos, seja por cima ou por baixo. Dominante na pequena área desde sua chegada ao Arruda, ele se movimentou bem para receber o cruzamento preciso de Robinho e, de peixinho, mandar para o gol do Remo.

O primeiro gol de cabeça de Pipico pelo Santa (Imagens: TV Coral)

Gol 4 – Santa Cruz 1×1 Globo 14/7/2018

Pipico mostrou mais uma vez o ótimo posicionamento no gol contra o Globo-RN. Se desvencilhou dos marcadores e cabeceou para o fundo das redes após bom cruzamento de Allan Vieira.

Pipico aproveita cruzamento de Allan Vieira e marca (Imagens: TV Coral)

Gols 5 e 6 – Santa Cruz 4×0 Confiança 28/7/2018

Mesmo próximo aos defensores rivais, Pipico é dificilmente bem marcado e sabe aproveitar cruzamentos na área, marcando outra vez de cabeça contra o Confiança, no Arruda. O camisa 9 também foi às redes cobrando pênalti no mesmo confronto, fechando 2018 pelo Santa com nove jogos e seis gols – um a cada 76 minutos em campo.

Pipico vence a marcação a cabeceia para o gol (Imagens: TV Coral)

Gols 7 e 8 – Náutico 2×2 Santa Cruz 9/2/2019

Pipico voltou a se destacar logo no início de 2019, quando marcou duas vezes no Clássico das Emoções, realizado nos Aflitos. No primeiro gol, o artilheiro aproveitou a brecha deixada pela defesa do Náutico, ajeitou e arrematou para vencer Bruno.

Em seu segundo tento no jogo, Pipico contou com grande jogada de Elias pela esquerda do ataque, que teve amplitude e habilidade para puxar a marcação Timbu. Na sequência, Elias bateu cruzado e o camisa 9 completou para o gol alvirrubro.

Pipico recebe na grande área fuzila de esquerda para o gol (Imgens: Live FC)

Gol 9 – Sinop 1×2 Santa Cruz 14/2/2019

Decisivo, Pipico marcou de pênalti na vitória em cima do Sinop-MT pela Copa do Brasil daquele ano. O camisa 9 decidiu o triunfo depois de Elias abrir o placar para os corais, com Igor descontando para os mato-grossenses já nos últimos minutos de jogo.

Gol 10 – Santa Cruz 1×0 Náutico 20/2/2019

Pipico tem um jeito peculiar de bater em gol. Não precisa de muito espaço e finaliza mesmo “desengonçado”. Após erro da defesa, ele contou com o desvio para marcar mais uma vez em clássicos contra o Náutico.

A marcação do Náutico falha e Pipico aproveita como de costume (Imagens: Rede Globo)

Gol 11 – Moto Club 0x1 Santa Cruz 2/3/2019

Mais uma vez bem posicionado e letal para as defesas adversárias, Pipico marcou cabeça no confronto com o Moto Club-MA, em São Luís. Na ocasião, a Cobra Coral venceu por 1 x 0 com gol dele.

Oportunista, Pipico marca mais um de cabeça (Imagens: Copa do Nordeste)

Gol 12 – Santa Cruz 1×1 CSA 10/3/2019

Finalizador e dominante na grande área, Pipico também já foi às redes em cobrança de falta. Não lembra? O atacante marcou um dos gols no empate em 1 x 1 com o CSA, pelo Nordestão de 2019, no Arruda.

Gols 13 e 14 – Santa Cruz 3×0 ABC 10/4/2019

Em cobranças de escanteios, Pipico tem um ótimo aproveitamento para botar a bola nas redes, como aconteceu diante do ABC, pela Copa do Brasil, no Arruda. Na ocasião, ele levou vantagem mesmo sendo mais baixo que os defensores e mandou de cabeça para o gol. Também diante dos potiguares, o camisa 9 marcou de pênalti na vitória por 3 x 0 do Santa Cruz.

Mesmo mais baixo que os defensores, Pipico acha espaço e cabeceia para o gol (Imagens: Rede Globo)

Gol 15 – Santa Cruz 2×0 Fluminense 25/4/2019

Além de finalizar em gol mesmo bem marcado, Pipico sabe aproveitar o vacilo das defesas para ir às redes. Na vitória heroica em cima do Fluminense, também pela Copa do Brasil, ele aproveitou o rebote do goleiro Rodolfo e marcou o gol que levou a decisão da vaga para os pênaltis.

No rebote, Pipico marca o gol que levou a decisão para os pênaltis (Imagens: TV Coral)

Gols 16 e 17 – Botafogo-PB 1×1 Santa Cruz (13/5/2019) e Santa Cruz 2×1 ABC (25/5/2019)

Pipico marcou mais dois gols de pênalti que ajudaram na Série C de 2019. Primeiro, no empate em 1 x 1 com o Botafogo-PB, em João Pessoa. Na sequência, foi às redes na vitória por 2 x 1 em cima do ABC, no Arruda.

Gols 18 e 19 – Santa Cruz 3×1 Confiança 9/6/2019

Reiterando o ótimo posicionamento na grande área, Pipico recebeu grande passe de Misael e mandou para o fundo das redes sem tomar conhecimento da defesa do Confiança.

Pipico recebe na grande área e marca (Imagens: DAZN)

Já nos minutos finais, o atacante tricolor pressionou a saída de bola dos sergipanos, conseguiu o desarme e foi às redes para selar a vitória coral por 3 x 1.

Esperto, Pipico pressiona a marcação, rouba a bola e chegaria ao gol (Imagens: DAZN)

Gols 20 e 21 – Globo 3×3 Santa Cruz 17/6/2019

Pipico chegou ao seu vigésimo gol com a camisa do Santa Cruz de maneira bem inusitada. Ele dominou na grande área e, antes que conseguisse o arremate, o marcador do Globo se antecipou e mandou para as redes. Na súmula, porém, o árbitro Philip Georg Bennett deu o tento para o atacante do Mais Querido.

Após diminuir, Pipico ainda marcou mais um no apagar das luzes em Ceará-Mirim, mais precisamente aos 48. Com muita frieza, o camisa 9 dominou de costas para o gol, girou e bateu firme de perna direita para selar o placar em 3 x 3.

O gol de Pipico contra o Globo (Imagens: DAZN)

Gol 22 – Santa Cruz 1×0 Náutico 22/6/2019

Pipico mostrou mais uma vez seu faro de artilheiro apurado em clássicos na vitória em cima do Náutico pelo placar mínimo. Ele aproveitou o erro grosseiro do zagueiro Lombardi, se antecipou à marcação e tocou na saída do goleiro Jefferson para anotar o único gol do jogo.

Pipico aproveita a falha de Lombardi e chegaria ao gol (Imagens: DAZN)

Gols 23 e 24 – Santa Cruz 3×0 Petrolina 18/1/2020

Pipico voltou a deixar sua marca logo no primeiro jogo da temporada 2020. O atacante marcou duas vezes de perna direita na vitória por 3 x 0 em cima do Petrolina, no Arruda, pelo Pernambucano. Na primeira, se posicionou muito bem na cobrança de escanteio e mandou para o fundo do barbante.

Na Outra, Pipico recebeu ótimo passe de Paulinho e, com a marcação da Fera Sertaneja espaçada, teve o tempo de dominar próximo a marca da cal e bater no canto do goleiro Tigre para assegurar o triunfo do Santa Cruz.

Zaga cochila e Pipico manda para as redes (Imagens: TV Coral)

Gols 25, 26 e 27 – Santa Cruz 1×0 Vitória (2/2/2020), Santa Cruz 2×1 Salgueiro (11/2/2020) e Santa Cruz 3×0 Botafogo-PB (12/3/2020)

Pipico voltou a marcar de pênalti nos confronto com Vitória-PE e Botafogo-PB, ambos no Arruda, chegando a sete gols de pênalti pelo Santa. Já o gol diante do Salgueiro foi um verdadeiro golaço. O artilheiro teve habilidade para se livrar do marcador e mandou uma bomba de fora da área, no ângulo direito de Tanaka.

Gols 28 e 29 – Sport 1×2 Santa Cruz 19/7/2020

Ainda sem ter marcado em clássicos contra o Sport, Pipico balançou as redes duas vezes na vitória emblemática dos corais por 2 x 1 em plena Ilha do Retiro. No primeiro, observou bem a movimentação dos companheiros de equipe e da marcação adversária, recebeu passe antológico de Didira e venceu Luan Polli para abrir o placar.

O segundo gol veio para lavar a alma dos tricolores. Quase aos 50 minutos de jogo, no último lance, Pipico recebeu cruzamento de Célio Silva e cabeceou no contrapé do arqueiro leonino para selar a vitória coral, chegando ao sexto tento em clássicos em seis partidas disputadas. Dessa forma, se tornou o maior artilheiro do Santa Cruz em confrontos com Sport e Náutico na década, ao lado de Léo Gamalho, que tem números idênticos. (6/6).

Célio Santos cruza e Pipico cabeceia no contrapé de Polli (Imagens: TV Globo)

Gol 30  – Ferroviário 1×3 Santa Cruz 4/10/2020

O 30º gol de Pipico pelo Santa Cruz foi fruto de uma parceria de sucesso com Toty. O lateral-direito observou a movimentação do camisa 9 e cruzou no ponto futuro, com o artilheiro chegando para ir às redes na vitória por 3 x 1 em cima do Ferroviário, em Horizonte-CE.

Pipico aproveita passe de Toty e fuzila para o gol (Imagens: DAZN)

Gols 31 e 32  – Santa Cruz 2 x 1 Paysandu 11/10/2020

Pipico recebeu mais uma boa assistência de Toty no último final de semana, na vitória por 2 x 1 em cima do Paysandu, no Arruda. Aproveitou o bom cruzamento e mandou de cabeça para dentro da meta de Gabriel Leite.

Pipico marca em mais um passe de Toty (Imagens: DAZN)

No segundo gol diante dos paraenses, Pipico mostrou que o posicionamento é mais importante que a altura ao marcar mais um de cabeça após cobrança de escanteio de Leonan, que deu sua primeira assistência com a camisa do Santa.

Pipico se infiltra entre os marcadores e faz seu 32º gol pelo Santa (Imagens: DAZN)

Neste sábado (17), Pipico tem a chance de ampliar sua marca e ultrapassar Léo Gamalho, se tornando o terceiro maior artilheiro do Santa Cruz na década. A Cobra Coral enfrenta o Treze, em Campina Grande, pela 11ª rodada da Série C.

*Com informações do analista Anderson Santana