Como joga taticamente o Botafogo-PB, próximo adversário do Santa Cruz

Por: Anderson Santana e Felipe Holanda

O Santa Cruz tem mais um compromisso importante na Série C do Brasileiro: recebe o Botafogo-PB, no Arruda, pela 12ª rodada. Separamos para a torcida coral tudo sobre o próximo adversário: provável escalação, jogadores para ficar de olho e muito mais.

Comandado por Rogério Zimmermann, o Belo deve ir a campo diante do tricolor no 4-2-2-2, flertando com o 4-3-3 defensivo, tendo o meio povoado, os pontas dando amplitude e acionando os homens de frente, mas priorizando as primeiras linhas.

Disposição tática dos paraibanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Uma das principais armas ofensivas é a investida dos laterais, que sobem para cruzar na área, enquanto os pontas centralizam. Quem chega mais para o apoio é o lateral-direito Marcos Martins, velho conhecido da torcida coral; no frame abaixo, o reserva Kellyton estava no lance.

Investida ofensiva do Belo (Imagem: DAZN)

Na saída de bola, o time paraibano costuma utilizar uma esquema 3+3+1, verticalizando a posse para encontrar possíveis espaços na marcação adversária.  

Saída de bola dos tricolores (Imagens: DAZN)

O Botafogo é um time que sabe valorizar a posse de bola e trocar passes com calma, cansando a marcação em muitas vezes e podendo, assim, ter superioridade, postado no 4-3-1-2.

Belo no início na transição ofensiva (Imagem: DAZN)

COMO DEFENDE

O ponto fraco defensivo do Botafogo-PB é a exposição após as subidas dos laterais. Dessa forma, a equipe paraibana dá espaços que podem ser aproveitados pelos próprios laterais ou pontas do Santa.

Espaço dado pelos paraibanos (Imagem: DAZN)

No lado direito da defesa, o caso é ainda mais grave, onde o espaço costuma ser ainda maior. Pego no contra-ataque, os comandados de Zimmermann tendem a errar.

Zaga do Botafogo-PB exposta (Imagem: DAZN)

PRA FICAR DE OLHO

Ramon (ATA) – Jogador tem três gols em nove jogos nesta série C e é o principal goleador da equipe desde da saída de Lohan para o América-MG. A defesa coral vai ter que dobrar as atenções para o goleador do belo.

Marcos Martins ( LD ) – Uma das suas qualidades é a batida na bola. Ele teve uma boa passagem pelo Santa Cruz em 2019, atuando em 30 jogos e, com sete assistências para gol, foi o jogador que mais serviu companheiros.

Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz

Higor Leite ( Meia ) – Um dos principais articuladores do Belo, que tem como características a criatividade, enfiada de bolas aos atacantes e busca por aproximação à área adversária, com chutes de média e longa distâncias.

Quem não joga: Fred e Rogério. Luís Gustavo, Marcos Martins, Vitinho e Erivelton estão pendurados.

Como joga taticamente o Cruzeiro, próximo adversário do Náutico

Por: Mateus Schuler

O Náutico tem, neste domingo (25), um confronto direto na parte de baixo da Série B do Brasileiro: o Timbu recebe o Cruzeiro às 16h, nos Aflitos, pela 18ª rodada. Separamos para a torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário: provável escalação, jogadores para ficar de olho e muito mais.

Treinada por Felipão, a Raposa era tratado como um dos times mais fortes da competição logo no início, pois é um dos multicampeões nacionais, mas a sequência negativa o deixou no Z-4. Contra a equipe da Rosa e Silva, deve ir a campo no 4-2-3-1, tendo o setor ofensivo como principal preocupação para Gilson Kleina; em especial, Régis, ex-Sport.

Time celeste deve ir a campo no 4-2-3-1 diante do Timbu (Feito no Tactical Pad)

Daniel Guedes, que cumpriu suspensão diante do Operário-PR, está de volta à titularidade após ser substituído por Rafael, cria da base do Sport. Outras novidades cotadas entre os 11 são na lateral-esquerda e do meio para frente: Giovanni entra na lateral, enquanto que Machado faz a cabeça de área com Jádson, ex-Santa Cruz; no ataque, Airton ganha vaga de Marquinhos Gabriel e Sassá a de Marcelo Moreno.

COMO ATACA

Por ser apenas o segundo duelo de Felipão à frente dos mineiros, ainda não há um padrão de jogo definido, porém uma característica foi bem vista na estreia do comandante. O centroavante mostra boa movimentação ao abrir espaço na defesa adversária, recuando ao meio-campo, o que dá liberdade a um dos pontas para infilitrar na entrelinha defensiva.

Movimentação ofensiva da Raposa levou perigo ao Fantasma (Imagem: GE)

Frente ao Fantasma, Régis viu Arthur surgir ao trocar de posição com Marcelo Moreno e deu bom lançamento por cima da marcação. O ponta cruzeirense avançou livre e bateu com perigo à meta adversária, o que é um dos alertas à defesa alvirrubra.

Outro ponto que o sistema defensivo do Timbu precisa se atentar é com bola trocada na entrada da área. Na última partida, Airton disparou tranquilo, sem intervenções, e aproveitou a fragilidade da linha de defesa para servir Arthur; o ex-jogador do Santa Cruz explorou a falha de posicionamento e soltou o pé para marcar o único gol do jogo.

COMO DEFENDE

Na sua defesa, porém, a Raposa também tem dado descuidos. Contra os paranenses, o lateral-esquerdo deu brecha e um dos volantes precisou fazer a cobertura. Com isso, o zagueiro pela esquerda expôs a marcação, fazendo o setor ficar vulnerável para penetração do ataque adversário; caso tenha peças de velocidade, como ocorreu diante do Oeste, o Timbu poderá obter êxito.

Sistema defensivo da Raposa deu brechas diante do Fantasma (Imagem: GE)

PRA FICAR DE OLHO

Régis (MEI) – Autor de duas assistências, é um dos atletas cruzeirenses que mais esteve em gols na Segundona, pois marcou dois gols, acumulando 25% de participação direta; além disso, tem ajudado bastante na armação das jogadas ofensivas, já que é o meia-armador da equipe e quem mais encosta nos homens de ataque

ARTHUR (ATA) – Artilheiro da Raposa na Série B, com três gols, o ex-jogador é outro com 25% em participação direta nos tentos dos celestes; a última vez que marcou foi justamente na últma rodada, além de ter deixado sua marca contra Ponte Preta e América-MG. Sua única assistência foi diante do Vitória, com gol marcado – coincidentemente – por Régis

Quem não joga: Léo, Manoel (Covid-19), Henrique e Stenio no DM; Raul Cacéres (transição) e Maurício (seleção Sub-20)

O Timbu tenta se apegar aos números, nos Aflitos, como motivação para poder vencer a Raposa, que busca quebrar esse retrospecto negativo. As equipes se enfrentaram no Eládio de Barros Carvalho oito vezes: seis vitórias alvirrubras, um empate e um triunfo cruzeirense, somado em 2007; a última vez que duelaram foi em 2013, na Arena de Pernambuco, com goleada dos mineiros por 4 x 1, enquanto a primeira foi na semifinal da – extinta – Taça Brasil de 1967, com resultado positivo aos celestes por 2 x 1.

Leão segura melhor ataque do Brasileirão: análise Atlético 0x0 Sport

O esquema defensivo de Jair Ventura no Sport deu certo. O rubro-negro segurou o melhor ataque do certame, contra o Atlético-MG, e somou um ponto importante na caminhada pela Série A neste sábado (24), pela 18ª rodada; a sequência de quatro derrotas consecutivas foi quebrada em grande estilo.

Com o empate sem gols, os leoninos ficam na 11ª colocação e somando agora 21 pontos ganhos. O próximo adversário, em partida que fecha o 1º turno, será o Athletico-PR na Ilha do Retiro. O confronto será no domingo (1º) e o treinador do Leão contará com os retornos de Iago Maidana e Marcão, suspensos pelo terceiro amarelo.

Postura tática das equipes (Feito no Tactical Pad)

O JOGO

Desde o início, já era sabido por todos que a proposta do comandante do Leão era manter a cautela defensiva, buscando atacar pouco e focar mais na defesa. Durante praticamente todo o primeiro tempo, houve alternância tática, mas sempre mantendo uma linha de cinco; a variação se deveu mais ao encaixe do Galo ao atacar.

Leão chegou a se postar no 5-3-2 ainda no início do jogo (Imagem: SporTV/Premiere)

Com isso, houve momentos em que o time ficava no 5-4-1 – algo recorrente na partida – e às vezes ia ao 5-3-2. Ainda assim, em alguns momentos teve descuido e os atleticanos levaram perigo, como aconteceu mais no final da etapa inicial por duas vezes. Na primeira, Savarino aproveitou espaço dado pela cabeça de área e chutou firme para boa intervenção de Luan Polli; em sequência, Keno passou para Jair na entrelinha, que soltou o pé e o goleiro afastou.

Apesar da pressão sofrida, os rubro-negros não se encurralaram e buscaram usar o contra-ataque como principal arma. No primeiro tempo, o Leão pouco apareceu, contudo um dos raros lances mostrou que o posicionamento para criação era bem tímido; a equipe leonina apostou em uma saída de três e os volantes

Rubro-negros tentaram sair ao ataque com linha de três e apoio na lateral (Imagem: SporTV/Premiere)

Na etapa final, o “abafa” dos mineiros seguiu ainda mais intenso, porém sem êxito pela atuação grandiosa do camisa 1 do Sport, que fez defesas de suma importância para o placar não ser alterado. E foi justo no segundo tempo que o 5-4-1 ficou mais visível nas quatro linhas, principalmente com a entrada de Marquinhos na vaga de Thiago Neves. Leandro Barcia, que às vezes ficava na referência, fixou de vez pelo lado direito na faixa central.

Mesmo sem dar chances aos pernambucanos de chegarem ao ataque, os atleticanos ainda cederam três finalizações contra 26 a favor. Dessas, nove foram em direção à meta leonina, que tiveram interceptações de Polli e da trave; nem mesmo os 76% de posse de bola deram resultado, muito menos os 17 arremates dentro da área.

Sport terminou o jogo se fechando no 5-4-1 com Marquinhos isolado no ataque (Imagem: PFC)

Ficha do jogo

Atlético-MG: Everson; Guga, Réver, Junior Alonso e Guilherme Arana; Jair e Alan Franco (Zaracho); Keno, Nathan e Savarino; Eduardo Sasha (Marrony). Técnico: Jorge Sampaoli

Sport: Luan Polli; Patric, Rafael Thyere, Adryelson, Chico e Raul Prata (Júnior Tavares); Ricardinho (Marcos Serrato), Márcio Araújo (Ronaldo) e Mugni; Leandro Barcia e Thiago Neves (Marquinhos). Técnico: Jair Ventura

Imagem principal: Bruno Cantini/Atlético

Como joga taticamente o Atlético-MG, próximo adversário do Sport

Por: Felipe Holanda

O Sport tem neste sábado (24) uma parada duríssima na Série A do Brasileiro, diante do Atlético-MG, no Mineirão, pela 18ª rodada. Separamos para a torcida rubro-negra tudo sobre o próximo adversário: provável escalação, jogadores para ficar de olho e muito mais.

Treinado por Jorge Sampaoli, o Galo é um dos times mais fortes da competição. Contra o Leão, deve ir a campo no 4-1-4-1, tendo os pontas como principal preocupação para os comandados de Jair Ventura; em especial, Keno, ex-Santa Cruz.

Provável escalação dos mineiros (Feito no Tactical Pad)

A única dúvida é a utilização de Réver, capitão, que volta de lesão. Se ele não jogar, quem entra é Igor Rabello, ex-Náutico. Outro que pode aparecer nos titulares é o argentino Matías Zaracho, regularizado. Com Zaracho, Nathan sairia do time.

COMO ATACA

No ataque, os atleticanos são um dos mais incisivos no Brasileirão. O Galo forma uma espécie de pirâmide ofensivamente como nos primórdios do futebol. Assim, investe no 2-3-5, com muitas infiltrações.  

Atleticanos com cinco homens no ataque logo aos 10 minutos (Imagem: GE)

Na equipe de Sampaoli, alguns papéis se invertem. Em algumas situações, por exemplo, os pontas atuam por fora dando amplitude, com os laterais por dentro para receber o passe e entrar na grande área adversária.

Investia pela direita do time de Sampaoli (Imagem: GE)

Com a posse no terço final do campo, o Atlético-MG costuma espalhar os jogadores perto do grande área. O objetivo desta estratégia e confundir e dificultar a marcação rival para finalizar em gol. A equipe, inclusive, é líder de arremates por jogo na Série A: 278, com média de 17,38 a cada 90 minutos.

Postura ofensiva dos alvinegros (Imagem: GE)

Iniciando a transição ofensiva, os mineiros já cometeram alguns equívocos na saída de bola, como aconteceu no gol do Bahia, na rodada passada. Na ocasião, a equipe se posicionou no 3-1-5-1.

Vacilo defensivo do Galo gera gol dos baianos (Imagem: GE)

Outro que chega bem no ataque é Nathan. Ele “pisa” bastante na área e geralmente surge como elemento surpresa entre as linhas. O Galo é o líder em gols marcados dentro da área pelo Brasileirão, com 17 em 16 jogos – média de 1,06 por partida.

Meia chegando na área (Imagem: GE)

COMO DEFENDE

Os comandados de Sampaoli têm tendências de marcação por zona, formando um 4-1-2-3. O déficit da defesa é a dificuldade em lidar com lançamentos em profundidade, geralmente às costas da linha defensiva. Isso ocorre pois a linha geralmente joga adiantada e os zagueiros, por serem lentos, não reagem a tempo contra atacantes rápidos.

Falha defensiva do Galo (Imagem: GE)

No Sport, uma arma importante deve ser os lançamentos dos meias para os homens de ataque nas costas da dupla de zaga mineira. Extremos e atacantes velozes costumam causar sérios danos à marcação do Atlético.

O Galo já mostrou pontos fracos quando é pego no contra-ataque. Em algumas ocasiões, já se se defendeu no 3×3 dentro da grande área. Se o Sport souber aproveitar, pode levar vantagem e criar chances de perigo para chegar à meta de Éverson.

Descuido da defesa dos atleticanos (Imagem: GE)

PRA FICAR DE OLHO

Keno (PE) – O ex-jogador do Santa é o grande destaque do time de Sampaoli. Atuando aberto pela esquerda, costuma infernizar as defesas adversárias com muita intensidade. Keno é disparado o artilheiro do Galo do Brasileirão, com oito gols, além de duas assistências. A zaga do Leão que se ligue.

Bruno Cantini/Agência Galo/Atlético

Guilherme Arana (LE) – Arana é um lateral-esquerdo que apoia constantemente e deve preocupar bastante Patric. Ocupa bem o espaço e se apresenta, se apresenta no campo de ataque e é incisivo. É o líder do time ao lado de Keno com dois passes para gol. Além disso, marcou dois gols.

Jair (VOL) – Já se destacou pelo Fluminense ano passado, agora é peça-chave para o funcionamento do time de Sampaoli. Volante moderno, consegue qualificar a transição ofensiva com passes verticais e também é importante subindo para pressionar. Bronca para Marcão e Ricardinho.

Quem não joga: Sem desfalques e com o retorno de Réver, Sampaoli tem força máxima contra o Sport.

Aposta caseira: análise de Marcos Vinícius, reforço do Náutico

Por: Felipe Holanda

O Náutico faz uma aposta caseira para reforçar o elenco na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Trata-se de Marcos Vinícius, revelado na base do Timbu. Preparamos à torcida alvirrubra tudo sobre o meia: números na carreira, pontos fortes e fracos e muito mais.

A cria da base alvirrubra surgiu nos Aflitos em 2011 e é uma das principais revelações do Náutico na década. Meia pensador, que tem qualidade nos passes e potencial de progredir a posse de bola, ele vinha treinando com o elenco para recuperar a condição física desde o fim de setembro, sendo anunciado oficialmente no início desta semana.

O QUE ESPERAR TATICAMENTE DE MARCOS VINÍCIUS NO NÁUTICO?

No Náutico de Gilson Kleina, Vinícius não tem garantia de titularidade, mas pode protagonizar boa dupla de meias com Jean Carlos no decorrer das partidas, jogando aberto pela direita, mais por dentro, caso o time se poste no 4-4-2. Com Jean em nítida queda de rendimento e Ruy ainda tentando se firmar no time, o prata da casa tem boas chances de jogar e pode ser importante para o Timbu nesta Série B. No elenco alvirrubro, outro meia que vem jogando com frequência é Dudu.

Possível time do Náutico com Marcos Vinícius (Feito no Tactical Pad)

Apesar da contratação poder ser justificada pela valorização das categorias de base, Vinícius teve números péssimos em 2020. No Botafogo-SP, seu último clube, atuou em apenas dez minutos com a camisa do Pantera, na derrota para o Oeste, no Paulistão.

Noutro Botafogo, o do Rio, o meia teve sua última temporada bem abaixo da média. Disputou seis jogos no alvinegro, sendo apenas um como titular, quando saiu machucado aos 40 minutos do primeiro tempo diante do Ceará, pelo Brasileirão. Nesse jogo, fez seu único gol em 2019.

Um ano antes, uma leve melhora nos números. Vinícius figurou em boa parte dos jogos no banco de reservas. Em cinco partidas como titular, marcou apenas um gol, contra a Portuguesa, pelo Carioca, saindo do banco de reservas.

A grande temporada de Marcos Vinícius no time da Estrela Solitária foi 2017. Diante do São Paulo, por exemplo, ele marcou dois gols. Primeiro, bateu de canhota no início da grande área. Depois, com a marcação do Tricolor bem encaixada, arriscou de longe e anotou mais um.

Lance do gol de Vinícius contra o São Paulo (Imagens: Premiere)

Na Série A de 2017, Vinícius também foi às redes contra Avaí, Fluminense e Sport, chegando a cinco no total em 23 jogos – média de 0,22 por jogo. Além disso, deu uma assistência.

No Fogão de Jair Ventura, hoje no Sport, o prata da casa alvirrubro atuava frequentemente como uma espécie de falso 9, atrás do centroavante. Naquele time, Vinícius fez uma dupla interessa com Kieza, com quem vai se reencontrar no Náutico.

MV como uma espécie de falso 9 (Imagens: Premiere)

Antes da passagem pelo Botafogo, ele se destacou pelo Cruzeiro. Inicialmente, chegou para atuar no Sub-20. Mas, em 2015, assinou contrato profissional, válido por quatro anos. Lá, recebeu suas primeiras chances no time de cima com Vanderlei Luxemburgo.

Naquela equipe, Vinícius atuou mais como meia e era uma das cabeças pensantes no esquema 4-4-2 convencional. À época, o técnico Mano Menezes já havia assumido o comando da Raposa.

Disposição tática do Cruzeiro com Marcos Vinícius (Feito no Tactical Pad)

Nesse ano, ele atuou em 24 jogos (13 como titular) e marcou três gols. Um deles foi uma verdadeira pintura, contra o Sport. A equipe celeste roubou a bola e lançou a cria da base do Náutico, que deu linda arrancada e tocou na saída do goleiro Danilo Fernandes.

OS PRIMEIROS PASSOS NO TIMBU

No Náutico, teve sua primeira chance como profissional em 2011, quando entrou durante o segundo tempo no 3-5-2 imposto por Zé do Carmo no confronto com o Vasco, em São Januário, pela Copa do Brasil. Na ocasião, o meia tinha apenas 16 anos e assumiu a função de criar jogadas no Timbu.

Como o Náutico esteve em campo no 1º jogo de Vinícius como profissional (Feito no Tactical Pad)

Seu primeiro gol com a camisa do Náutico foi em fevereiro de 2012, sob o comando de Waldemar Lemos. Marcos Vinícius recebeu passe na grande área e estufou as redes para marcar o único gol da vitória em cima do Serra Talhada, no Pereirão, pelo Pernambucano.

Lance do primeiro gol de MV pelo Náutico (Imagens: Rede Globo)

No ano seguinte, a cria da base Timbu começou a ser mais aproveitada, iniciando a temporada como titular sob o comando de Alexandre Gallo. Pelo Estadual, seu jogo de mais destaque foi diante do Ypiranga, quando marcou um gol deu uma assistência. Primeiro, fez boa tabela com Dennys e deixou o companheiro na boa para marcar. Depois, bateu cruzado e contou com a falha do goleiro para fechar o placar em 3 x 1.

Passe de Vinícius contra o Ypiranga (Imagens: Rede Globo)

Marcos Vinícius também foi utilizado na caminhada do Brasileirão, na qual o Náutico terminou rebaixado com a pior campanha. Atuou em 13 jogos e marcou um gol, contra a Portuguesa, no empate em 2 x 2. Na ocasião, treinado por Silas Pereira, Vinícius contou com a sorte na jogada e finalizou firme para deixar tudo igual, no jogo que marcou a despedida do Timbu nos Aflitos; time voltou a sediar partidas no estádio em 2018, após cinco anos na Arena de Pernambuco.

Momento de mais um gol de MV no Timba (Imagens: Rede Globo)

Na temporada seguinte, o meia conseguiu continuar sendo um dos destaques do Náutico iniciando alguns jogos como titular sob o comando de Lisca. Vinícius marcou mais uma vez num lindo gol, diante do Guarany de Sobral, apostando na habilidade e acertando um chutaço para estufar as redes cearenses. Golaço.

O tento seguinte foi ainda mais plástico, diante do Porto, na Arena, pelo Hexagonal Final do Pernambucano. Ele não tomou conhecimento da marcação, rasgou as linhas da equipe caruaruense e finalizou com muita categoria para abrir o placar.  

Naquele time, Marcos Vinícius atuava quase como um ponta, aberto pela esquerda e jogando mais por fora no 4-2-3-1 de Lisca.

Formação tática do Náutico de 2014 com MV (Feito no Tactical Pad)

Homem de confiança do treinador alvirrubro, Vinícius já decidiu alguns jogos saindo do banco de reservas. Foi o que aconteceu no Clássico dos Clássicos, quando ele anotou o único gol na vitória do Timbu sobre cima do Sport, na Ilha do Retiro.

É importante destacar que o meia teve dificuldades para se firmar no time da Rosa e Silva por problemas de saúde. Sofrendo de asma, ele não conseguia cumprir as orientações dos técnicos e acabava substituído. Um fato marcante foi no confronto com o Vasco, pela Série B de 2014, quando ele deixou o gramado, extenuado, aos 28 minutos do primeiro tempo.

Mesmo assim, suas qualidades não o impediram que ele fizesse o que mais gosta, que é jogar futebol. Não por acaso, em 2014, Marcos Vinícius despertou o interesse do Cruzeiro, que o contratou. Seis anos depois, ele está de volta para casa.