Náutico na Série B: como joga taticamente o Cruzeiro

Por: Mateus Schuler

*Com informações de @BernardoL99 e @stochiero_

A uma légua da terra firme. O Náutico tem um Cruzeiro pela frente a fim de fincar permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. Para navegar em águas mornas, os alvirrubros precisam apenas de um empate; duelo está marcado para este domingo (24), às 16h, no Independência, pela penúltima rodada da Segundona.

A Raposa vem embalada pela permanência na Segundona, apesar da meta principal ser o retorno à elite. Separamos para a torcida do Timbu tudo sobre o próximo adversário: provável formação tática, informações exclusivas de setoristas, números no campeonato, jogadores para ficar de olho, pontos fortes e fracos, e muito mais sobre os cruzeirenses.

Sem poder contar apenas com o volante Filipe Machado, que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, Felipão deve promover a entrada de Jadson no setor. De resto, a tendência é a repetição da base titular, bem como o 4-2-3-1 utilizado frequentemente, ainda com a possibilidade de jovens formados nas categorias de base possam ser acionados.

Cruzeirenses devem ir a campo com apenas uma mudança (Feito no TacticalPad)

Apoie nosso site e não perca nada sobre os times do futebol pernambucano

COMO ATACA

Com uma média muito abaixo das expectativas, marcando pouco mais de um gol por partida, a Raposa até cresceu de produtividade com a chegada de Rafael Sóbis e William Pottker. Sóbis, não por acaso, é o jogador que mais finalizou com a camisa celeste na Segundona – deu 39 chutes a gol – e é o artilheiro, balançando as redes por seis vezes em 14 jogos disputados.

Ainda assim, preza pela objetividade ao ter a posse na zona ofensiva. Com o contra-ataque como arma, usa muito a velocidade dos pontas e a chegada intensa dos meio-campistas, tendo maior presença no campo adversário. O camisa 23, inclusive, atua como um falso 9, o que frequentemente confunde a marcação, já que há alternância frequente entre 4-3-3 e 4-2-3-1 ao atacar.

“Ofensivamente, a equipe celeste busca ser objetiva. Usando jogadores de velocidade pelos lados e Sóbis centralizado, o time busca concluir as jogadas com menos toques. Por ser reativo, ataca de maneira rápida para pegar a defesa adversária exposta e mais vulnerável”

Lucca Stochiero, fundador do Cruzeiro Stats
Com trinca ofensiva, Raposa é objetiva ao atacar (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

Na defesa, porém, os mineiros possuem uma postura mais bem definida, já que é a terceira menos vazada da competição ao sofrerem 32 gols ao lado do Brasil-RS. Assim como boa parte dos adversários que o Timbu teve pela frente, a Raposa se posta com duas linhas de 4 em blocos médios-baixos, o que faz contra-atacar rapidamente quando bem definidos.

A faixa central dos cruzeirenses, inclusive, sentirá a falta de Machado; junto a Adriano, forma uma cabeça de área segura, além de sair muito para o jogo. Apesar disso, os erros individuais no sistema defensivo comprometem muito a compactação, pois frequentemente há infitração do ataque rival e grande parte das oportunidades são criadas entrelinhas.

“O time busca fazer uma marcação individual no setor, com o defensor pressionando o adversário que entrar na sua zona de atuação. Os laterais, normalmente, pressionam alto e com cobertura dos volantes, que também perseguem quem entra em sua zona. Muitas vezes a perseguição mal sincronizada ou erros individuais de marcadores gera espaço para o adversário criar chances”

Lucca Stochiero, fundador do Cruzeiro Stats
Apesar de pouco vazada, defesa celeste tem falhas na compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Manoel (ZAG) – Retornou ao clube no meio do campeonato, mas tem sido o jogador responsável pela solidez defensiva. Após empréstimo para o exterior, voltou já assumindo a titularidade na zaga ao lado de Ramon, formando um dos setores mais entrosados do Cruzeiro nesta temporada. São 24 partidas, com cinco gols e duas assistências, ambas no último jogo, contra o Operário.

Adriano (VOL) – Um dos destaques no meio-campo celeste, o volante está mais encaixado com Machado, mas tem ajudado nas transições defensiva e ofensiva mesmo na ausência do companheiro. Criado na base da Raposa, o meio-campista foi titular em 16 dos 19 jogos confrontos que atuou durante a Segundona.

Rafael Sóbis (CA) – O atacante voltou ao Cruzeiro depois de passagens por Internacional e Ceará. Em 14 partidas, todas como titular, marcou seis gols e ainda contribuiu com uma assistência. Rapidamente se tornou artilheiro da equipe, evidenciando a fragilidade ofensiva dos celestes ao longo de toda a temporada.

*Bernardo Lopes e Lucca Stochiero são mineiros e fundadores do @CruzeiroStats

Créditos da foto principal: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Velho roteiro, novo revés: análise Corinthians 3×0 Sport

Por: Mateus Schuler

Pouco criativo. Em mais uma atuação fraca atuando fora de casa, o Sport voltou a decepcionar a torcida e perdeu para o Corinthians por 3×0 nesta quinta-feira (21), na Neo Química Arena, em jogo válido pela 31ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Foi o terceiro revés seguido do Leão, que já volta a se atormentar com o Z-4.

Com mais uma derrota, os rubro-negros ficam cada vez mais próximo da zona de rebaixamento ao caírem à 16ª colocação, ficando nos mesmos 32 pontos do Vasco, à frente por conta do saldo de gols.

Usando um esquema mais cauteloso, o Leão se posicionou originalmente no 4-3-2-1, alternando um pouco do habitual. Apesar de reforçar mais o setor de marcação, Jair Ventura perdeu muito na criação, deixando o time sem intensidade do meio para frente.

Rubro-negro foi a campo com time mais cauteloso (Feito no TacticalPad)

Com três volantes em campo, o Sport iniciou o jogo buscando povoar o meio para tentar segurar os ímpetos do Corinthians. A proposta foi bastante semelhante a de outras vezes fora da Ilha, alternando entre o 4-1-4-1 e o 5-4-1 ao se defender.

Quando formava a linha com 5 peças, Raul Prata caía mais como um terceiro zagueiro, enquanto Sander ficava na lateral-esquerda e Patric pela direita. A aposta ofensiva, por sua vez, era o contra-ataque, mas faltou criatividade e o time só teve uma chance de abrir o placar: Dalberto foi lançado e tentou driblar Cássio, porém mandou para fora; o lance já havia sido impugnado por impedimento.

Em uma investida bem trabalhada, o Coringão explorou uma falha na compactação defensiva rubro-negra e saiu à frente. A jogada começou com Mateus Vital, que infiltrou pela esquerda e passou no meio para Cazares; o camisa 10 viu Gustavo surgir em liberdade e lançou para boa conclusão do ponta direita na saída de Luan Polli.

Sistema defensivo do Leão falhou no gol alvinegro (Imagem: SporTV/Premiere)

No momento em que o Leão esboçava uma reação, com a entrada de Bruninho e a saída de um dos volantes, veio o segundo golpe paulista. Mateus Vital evitou a saída de bola, aproveitou o cochilo de Maidana e bateu no canto esquerdo de Polli para ampliar a vantagem dos donos da casa. Sem baixar a cabeça, a equipe visitante ainda conseguiu responder, mas Cássio fez grande defesa.

Mantendo a mesma toada, a estratégia foi foi os arremates de longa distância. Num deles, Thiago Neves pegou bem na bola e por muito pouco não diminuiu. Para piorar, o Corinthians ainda fez o terceiro e selou o placar, carimbando o revés.

Uma das poucas investidas dos pernambucanos (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Gustavo Amorim/Sport

Sport na Série A: como joga taticamente o Corinthians

Por: Felipe Holanda

*Com informações de @rafaelbrayan_

Mais um adversário que vem mordido na rota do Sport. Após goleada massacrante frente ao maior rival, o Corinthians mira recuperação imediata, enquanto o Leão quer aproveitar chance para abrir margem do Z-4; embate acontece nesta quinta-feira (21), às 21h, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

Destrinchamos para a torcida rubro-negra tudo sobre o próximo adversário: prováveis formações táticas, números no campeonato, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais sobre o Coringão.

Timonado por Vágner Mancini, velho conhecido por passagens pela Ilha do Retiro como jogador e treinador, o alvinegro vai com mudanças para o confronto. No time, Mancini tem dois desfalques certos: o volante Gabriel, expulso no Dérbi, e o zagueiro Gil, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Nas lacunas, entram Xavier e Bruno Méndez, respectivamente; Otero, em isolamento por Covid-19, também não joga.

Provável formação inicial corintiana (Feito no Tactical Pad)

Apoie nosso site e não perca nada sobre os times do futebol pernambucano

COMO ATACA

Quando aposta suas fichas no terço final do campo, o Corinthians de Mancini tende a ser perigoso. Munido de movimentações e apoio constante dos laterais, as opções são vastas. Uma delas é ter Cazares recuando para buscar a bola, formando um 4-2-1-3 com as infiltrações dos extremos.

Posicionamento ofensivo dos paulista contra o Porco (Imagem: Premiere)

“O Coringão usa muito o lado esquerdo para construir contra times mais fechados. Fábio Santos, Gil, Cantillo e Mateus Vital se aglomeram com passes curtos, chamam os marcadores e o colombiano acaba invertendo a jogada para Fagner mais aberto na direita ou Gustavo Silva, infiltrando no meio da defesa rival.”

Rafael Brayan, editor no Corinthians Scouts

Cazares também é uma peça importante para o encaixe nos dois momentos de ataque, sempre com poucos toques, mas fazendo o jogo ir para frente. Apesar de estar abaixo técnica e fisicamente, Jô ainda se posiciona bem e pode ser decisivo caso esteja mal marcado.

Lance do primeiro gol assinalado diante do Fluminense, quando Jô foi às redes (Imagem: GE)

COMO DEFENDE

Quando pressionado pelo oponente, o Corinthians marca por encaixes com muita compactação, sabendo se adaptar ao rival e fechar espaços que podem gerar perigo à meta de Cássio. Diante do alviverde, entretanto, o alvinegro foi varrido em campo, abusando de falhas nas primeiras linhas.

“Mancini gosta de ver o Corinthians encaixando os jogadores mais avançados em pressão no defensor rival. A equipe sobe a linha de marcação, joga na maior do tempo com bloco alto e compactado em menos de 60 metros. Jemerson e Mendez fazem boas interceptações quando precisam se antecipar ao adversário e cortar um potencial contra-ataque.”

Rafael Brayan, editor no Corinthians Scouts

Se essa bola passa da pressão dos jogadores mais ofensivos, o adversário encontrará um bom sistema com quatro defensores atrás. Xavier e Cantillo protegem a entrada da área fazendo perseguições curtas em quem aparece nas entrelinhas, enquanto Gil e Jemerson têm excelente leitura para desarmes. Mateus Vital auxilia Fábio Santos, assim como Gustavo, que retorna para jogar ao lado de Fagner, montando duas linhas fortes de quatro marcadores.

Coringão posicionado no 4-4-2 (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Fagner (LD) – Um dos líderes do time, o lateral é primordial para o funcionamento da equipe, sempre apoiando bem e guarnecendo quando necessário. Fagner tem dois tentos marcados e dois passes para gol nesta Série A.

Cazares (MC) – Mesmo sem estar 100%, é com sobras o jogador mais técnico do time. Arma bem as jogadas com poucos toques na bola e tem um incrível aproveitamento nos arremates de longa distância. Olho no equatoriano!

Jô (ATA) – Experiente, Jô consegue se movimentar bem na grande área, sempre infernizando a vida dos marcadores. Neste Brasileirão, o camisa 77 acumula cinco bolas nas redes adversárias, além de uma assistência. Merece muita atenção da dupla de zaga rubro-negra.

*Rafael Brayan é paulista, estudante de jornalismo e Editor do blog do @sccpscouts

Créditos da foto principal: Rodrigo Coca/Corinthians

Vacinados contra a Série C: análise Náutico 4 x 1 Oeste

Por: Felipe Holanda

A vacina contra a Série C parece ter chegado ao Náutico. Em jogo de caráter decisivo diante do Oeste, o Timbu fez o dever de casa e venceu por 4 x 1 nesta quarta-feira (20), nos Aflitos, pela 35ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Agora, precisa de apenas mais uma dose para disseminar de vez o “vírus” do rebaixamento.

Chegando a décima vitória no certame, os pernambucanos encaminham a permanência, seguindo na 15ª posição e agora com 42 pontos, igualados ao Vitória, mas à frente por vencer uma vez mais. A dois jogos do fim, a distância para o Figueirense, que abre o Z-4, é de três pontos.

Sem poder contar com um jogador de origem, Hélio dos Anjos optou por ir com Bryan na lateral-esquerda, assim como promoveu Jhonnatan na cabeça de área. Além disso, contou com os retornos de Hereda, Rhaldney e Vinícius, recuperados da Covid-19, mas manteve o tradicional 4-2-3-1.

Apoie nosso site e não perca nada dos times do futebol pernambucano

Formação inicial dos pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O Náutico entrou em campo bem ligado, buscando abrir o placar desde cedo. A primeira boa chance veio dos pés de Jean Carlos, que bateu firme de canhota, mas parou na boa defesa do goleiro Caique França, desviando para escanteio.

Na sequência, contudo, não teve jeito. Erick deu belo passe para Hereda, que se livrou dos marcadores, antes de arrematar no canto direito para estufar as redes paulistas e inaugurar a contagem a favor dos alvirrubros. No lance, o Timbu de Hélio dos Anjos explorou o 4-2-3-1, tendo Kieza na referência.

Postura Timbu no primeiro tento da peleja (Imagem: Premiere)

Apesar de fazer bem o pivô, K9 voltava constantemente para buscar a bola e confundir a marcação do Oeste. A estratégia surtiu efeito e o segundo não tardou. Após vacilo na saída de bola paulista, Jean Carlos finalizou, contando com o desvio da zaga para fazer 2 x 0.

Mantendo a mesma toada, o terceiro parecia questão de tempo. E foi. Em mais uma boa investida pela direita, Hereda cruzou para Kieza, que foi mais rápido que a defesa rival para ir às redes, fazendo seu oitavo gol nesta Série B, aparecendo como o artilheiro isolado da equipe no certame.

Nas poucas subidas do Rubrão, a aposta era o 4-1-4-1, com Rhaldney à frente da primeira linha, além de Erick e Vinícius auxiliando na recomposição, dificultando ainda mais a vida dos comandados de Roberto Cavalo, que não se encontravam em campo.

Anfitriões recompondo bem na defesa (Imagem: Premiere)

Com o resultado muito bem encaminhado, a missão era melhorar o saldo de gols na tabela, algo que pode ser valioso para os alvirrubros num futuro próximo. Até que Erick fez o quarto, em boa jogada, coroando sua bela atuação no jogo.

Do outro lado, Pedrinho, grande destaque do adversário, aproveitou o vacilo da marcação pernambucana e diminuiu, fazendo o tento de honra dos visitantes após finalização na entrada da grande área.

“Mordido”, o time da Rosa e Silva passou a pressionar a saída de bola, principalmente após as entradas de Ruy e Dadá Belmonte; saíram Jean e Vinícius. Mesmo com as substituições, a trinca de meia se manteve ativa; Matheus Trindade também saiu do banco, ocupando o posto de Jonnathan.

Erick, na direita, Ruy centralizado, e Dadá, pela esquerda, apertam a construção de bola do Oeste (Imagem: Premiere)

Apesar de algumas boas chances para os donos da casa, o placar não foi mais alterado. Obrigação cumprida para Hélio dos Anjos e braço mais erguido do que nunca pela luta para se manter na Série B.

FICHA DO JOGO

Náutico 4 Anderson; Hereda, Rafael Ribeiro, Camutanga (Ronaldo Alves) e Bryan; Rhaldney, Jhonnatan (Matheus Trindade) e Jean Carlos (Ruy); Vinícius (Dadá Belmonte), Erick (Jorge Henrique) e Kieza. Técnico: Hélio dos Anjos. 


Oeste 1 Caíque França; Raí Ramos, Maurício, Caetano e Rael (De Paula); Betinho, Caio Vinícius (Matheus Índio) e Diogo (Kalil); Léo Ceará (Bruno Miguel), Pedrinho e Bruno Lopes (Ramon). Técnico: Roberto Cavalo. 

Local: Estádio dos Aflitos

Árbitro: Alexandre Vargas de Jesus (RJ)Assistentes: Lilian da Silva Fernandes e Thiago Rosa de Oliveira (ambos do RJ)

Gols: Hereda aos 4/1ºT, Jean Carlos aos 20/1ºT, Kieza aos 30/1ºT e Erick aos 7/2ºT (Náutico); Pedrinho aos 17/2ºT (Oeste)Cartões amarelos: Diogo, Caio Vinícius, De Paula (Oeste)

Créditos da foto principal: Thyago Marques/Náutico

Náutico na Série B: como joga taticamente o Oeste

Por: Mateus Schuler

Faroeste alvirrubro. Precisando “deixar o marasmo da fazenda” e voltar a vencer na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico aposta muitas de suas fichas no confronto contra o já rebaixado Oeste nesta quarta-feira (20), às 19h15, pela 36ª rodada, com um único objetivo: seguir fora do Z-4; partida será disputada nos Aflitos.

Separamos para a torcida do Timbu tudo sobre o próximo adversário: provável formação tática, números no campeonato, jogadores para ficar de olho, pontos fortes e fracos, e muito mais sobre o Rubrão.

O adversário vem literalmente a cavalo, mesmo com o rebaixamento já decretado antecipadamente. Sob o comando de Roberto Cavalo, a equipe paulista vai a campo com duas ausências: zagueiro Vitão e volante Yuri, que cumprem suspensão; enquanto na zaga Caetano ganha a vaga, Betinho deve entrar na cabeça de área.

Mesmo rebaixado, Rubrão deve ter base titular mantida (Feito no TacticalPad)

Apoie nosso site e não perca nada sobre os times do futebol pernambucano

COMO ATACA

O pior ataque da Segundona com 26 gols, ao lado do Botafogo-SP, vive um momento até positivo nas últimas partidas, apesar da queda decretada. Dos cinco jogos que disputou antes da confirmação do descenso, marcou quatro vezes, sendo três de peças ofensivas; no geral, foram 16 tentos saindo de um atacante, representando 61,5%.

Postado sempre com uma trinca, composta pelos pontas e o centroavante, o setor não é efetivo na criação e pouco agride. Por outro lado, guardam bem as respectivas posições, falhando na comunicação entre si e sem conseguir levar perigo ao adversário; no meio-campo, porém, há uma variação entre o 4-1-2-3 e o 4-2-1-3, a depender do encaixe defensivo rival.

Frequentemente há também uma alternância no posicionamento das peças de frente, pois as das beiradas e a da referência são velozes. O ponto fraco, no entanto, é o baixo número de arremates a gol, com média de 8,7 chutes, atrás apenas de Figueirense e Brasil, com 7,8 e 7,6, respectivamente.

Apesar da trinca ofensiva ser bem postada, o rubro-negro finaliza pouco (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Isolado com a defesa mais vazada da Série B, com 55 gols sofridos, o Rubrão deixou a desejar, mas tem atletas com bom desempenho defensivo. O maior destaque, incrivelmente, é o goleiro Caíque França, pois foi quem mais entrou em campo – 23 jogos – ao lado de Luiz e tem menor média de tentos por jogo dentre os testados no setor, com 1,21.

Recentemente, o comandante rubro-negro tem apostado em se defender de investidas dos adversários com uma linha de 5, porém não tem obtido tanto êxito. Com blocos médios-baixos, o principal jogador da zona defensiva é o volante Yuri, com 3,3 desarmes por partida, porém não vai estar presente por cumprir suspensão e seu espaço pode ser explorado.

Mesmo com linha de 5, defesa do Rubrão tem falhas de compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Caíque França (GOL) – Mesmo liderando a pior defesa da Série B, o goleiro formado na base do Corinthians é o jogador de mais destaque no setor. Nos 23 confrontos disputados com a camisa do Oeste durante toda Segundona, foram 87 defesas realizadas, o que o faz ser o quinto melhor goleiro nesse quesito.

Fábio (CA) – O centroavante do Rubrão, vice-artilheiro da competição em 2019, é o atleta mais importante da equipe. Dos 26 gols marcados pelo time paulista, marcou cinco – divide artilharia com Pedrinho – e foi garçom duas vezes, o que representa 27% de participação; com muita mobilidade, pode dar trabalho à marcação alvirrubra.

Pedrinho (PE) – Com muita velocidade e movimentação em todo o setor, o ponta dos paulistas é uma das armas no ataque. Mesmo sem servir seus companheiros, mostra boa postura na linha ofensiva e tem bom poder de finalização. Não por acaso, deu apenas 28 finalizações e fez cinco gols, que o faz ter média de um tento a aproxidamente cinco chutes.

Créditos da foto principal: Guilherme Drovas/Oeste FC

“Marasmo da fazenda” é referência à música “Faroeste Caboclo”, de Renato Russo.