Náutico na Série B: como joga taticamente o Sampaio Corrêa

Por: Mateus Schuler

Com possibilidade de deixar a temida zona de rebaixamento, o Náutico tem o Sampaio Corrêa como seu próximo obstáculo. Na tarde deste sábado (19), às 16h30, o Timbu encontra nos Aflitos um adversário que busca entrar no G-4 e tentar se consolidar de vez na briga pelo acesso na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro.

Vindo motivado por estar três jogos invicto, o alvirrubro de Rosa e Silva tem a árdua missão contra a degola. Separamos para a torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário: provável formação, táticas, jogadores para ficar de olho, pontos fortes e fracos e muito mais da Bolívia Querida.

Desfalques do Paio: zagueiro Joécio, lateral-esquerdo Marlon, volantes André Luís e Ferreira, e atacantes Pimentinha e Diego Tavares (DM); zagueiro Paulo Sérgio e lateral-direito Luís Gustavo (suspensão)

Sampaio vai a campo com manutenção do 4-2-1-3 (Feito no TacticalPad)

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COMO ATACA

Apesar de ter o segundo melhor ataque da Segundona, o Paio tem passado por situações um tanto complicadas nos últimos jogos. Desde que venceu os pernambucanos, em partida atrasada, foram realizados oito compromissos e apenas duas vitórias; por outro lado, marcou oito gols, mantendo a média positiva da equipe na competição.

O maior pecado ofensivo, entretanto, é no distanciamento entre as peças do setor. Jogando com somente um homem na armação, poucas jogadas são criadas, já que os jogadores de ataque ficam mais isolados e não mostram tanta mobilidade entre si. O ponto forte, contudo, é com as bolas infiltradas na entrelinha, pois o centroavante ajuda com pivôs aos pontas.

Não por acaso, o artilheiro do campeonato é da Bolívia Querida: Caio Dantas, atacante de área. Caio é quem se movimenta mais e é a referência, dando a liberdade para que os extremos possam chegar tanto dentro da área, como vindo mais abertos com amplitude, o que de certa forma faz a marcação ter um pouco menos de dificuldade, se posicionando no 4-2-1-3.

Responsável pela armação de jogadas ofensivas do Paio é o meia Marcinho (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

O Tubarão, no último encontro diante dos alvirrubros, tinha a quarta melhor defesa, o que mantém para agora, mas divide a marca de 29 gols sofridos junto a Figueirense, Cuiabá, CSA, Juventude e Botafogo-SP. Nos oito duelos de intervalo, o Paio foi vazado por dez oportunidades, expondo a fragilidade ao se defender.

Teoricamente, são duas linhas de 4, com os atletas da beirada recompondo ao lado dos volantes, enquanto o meia forma o ataque com o centroavante. Em contrapartida, as linhas de marcação são muito falhas ao se postarem, com a primeira ficando mal alinhada e a segunda deixando espaços pelas transições defensivas serem lentas.

Com essa lentidão da recomposição, o Timbu pode tentar tirar proveito das jogadas criadas nas entrelinhas. Há um espaçamento dado pelos laterais e zagueiros aos meio-campistas, permitindo a infiltração com frequência dos adversários, seja em bolas aéreas ou rasteiras, a depender de como o time se posicione.

Recomposição defensiva é o principal calo dos maranhenses na Segundona (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Marcinho (MEI) – Responsável pela criação, o meio-campista é o principal nome do setor. Contribuiu em oito dos 42 gols que o Paio marcou ao longo da Segundona, sendo quatro assistências e outros quatro tentos marcados. Além disso, tem ajudado seus companheiros de ataque nas jogadas, seja o centroavante ou os pontas.

Caio Dantas (ATA) – Artilheiro da competição, com 17 gols marcados, Caio é o atleta mais importante dentre os comandados por Léo Condé. Titular em todos os 29 jogos, tem mostrado bom posicionamento e boa movimentação dentro das quatro linhas, o que pode gerar muita preocupação à defesa do Timbu.

Créditos da foto principal: Lucas Almeida/Sampaio Corrêa

Timbu segura líder da Série B: análise Chapecoense 0x0 Náutico

Por: Mateus Schuler

Já dando sinais de uma reação na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico segurou empate sem gols diante da Chapecoense na noite desta quarta-feira (16), na Arena Condá, pela 29ª rodada. O Timbu somou um ponto importante contra o líder, mas ainda tem um longo caminho pela frente para sair do grupo da degola.

Com o empate sem gols, os alvirrubros continuam no Z-4 e na 18ª colocação, no entanto chegam a 29 pontos, dois abaixo do Figueirense, primeiro fora da zona de rebaixamento. O próximo obstáculo é já neste sábado (19), frente ao Sampaio Corrêa – que vem mal na Segundona, nos Aflitos, às 16h30, pela 30ª rodada.

Timbu foi escalado por Hélio dos Anjos diante da líder Chape no 4-3-2-1 (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

O primeiro tempo só não foi tão dos sonhos ao torcedor alvirrubro pelo fato de não ter tido gols. Emoções, porém, não faltaram, pois a equipe criou boas oportunidades e se portou bem defensivamente; nos primeiros 10 minutos de jogo, conseguiu criar boa chance com Jean Carlos, mas parou em defesa de João Ricardo.

Como nas últimas partidas, o Timbu ficou no 4-2-3-1, com Jhonnatan pela direita, Jean Carlos centralizado na armação e Dadá Belmonte na esquerda; a postura manteve o poder criativo, mas faltou efetividade na finalização. Em um dos lances ofensivos de mais perigo, Hereda cruzou com muita perfeição e Dadá cabeceou firme para milagre do camisa 1 alviverde.

O maior pecado dos pernambucanos na etapa inicial, no entanto, foi ao se defender. Apesar de ficarem no 4-4-1-1, com as duas linhas próximas para evitar infiltrações da Chape, deram espaços na entrelinha; foram sucessivas falhas na compactação, mesmo que a transição defensiva fosse bem suave e ordenada.

Timbu se defendeu solidamente no 4-4-1-1 durante primeira etapa (Imagem: SporTV/Premiere)

Para a etapa final, o Timbu manteve o posicionamento do ataque com uma trinca envolvendo os pontas e Paiva, isolado na referência. Nem assim criou boas oportunidades, fazendo Hélio dos Anjos tentar jogar mais infiltrado na marcação e na entrelinha dos catarinenses, único espaço cedido para que o Náutico jogasse.

Ciente dessa brecha, o comandante alvirrubro promoveu a entrada de Erick na vaga de Jhonnatan, abdicando um pouco do poder defensivo. Apesar da liberdade, a equipe da Rosa e Silva não mostrou criatividade para se lançar e não foi efetivo nas conclusões dos lances, errando com frequência no último terço.

Se ofensivamente não obteve sucesso, o Timba optou por se fechar visando o contra-ataque como arma fatal. As linhas de defesa, que durante a etapa inicial eram médias, ficaram mais baixas, com os volantes afundando mais e atuando próximos aos zagueiros; nos minutos finais, Hélio sacou Rhaldney e Dadá para acionar, respectivamente, Renan Foguinho e Jorge Henrique, que seguraram o placar zerado.

Melhor jogada dos alvirrubros foi na bola aérea, mesmo com trinca ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Márcio Cunha/ACF

Leandro Costa e Central: o fim de uma era

Por: Guilherme Batista

Chega ao fim a era Leandro Costa no Central. Após a eliminação na Série D, a diretoria até tentou convencer o atacante a ficar, mas Leandro optou por não renovar o seu contrato. Entre 2017 e este ano, foram 58 jogos disputados com a camisa alvinegra e 29 gols.

Nesta análise especial, o Pernambutático disseca todos os tentos assinalados pelo atacante, destacando uma visão tática da passagem exitosa de Leandro pela Patativa.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Habilidoso e inteligente, Leandro sempre foi muito perspicaz e soube se posicionar no lugar certo para colocar a bola no alvo. Além disso, o artilheiro fez história no clube caruaruense após marcar o gol que classificou o alvinegro para a sua primeira final do Estadual, o que justifica toda idolatria e identificação que os centralinos sentem por ele.

Ao longo das últimas temporadas, colocou a bola nas redes adversárias por 29 oportunidades, das quais dez foram de direita, oito de esquerda, três de cabeça e outras oito de pênalti.

GOLS 1, 2 E 3 – Coruripe 2×3 Central 18/06/17

O primeiro gol mostra muito da sua capacidade em se posicionar corretamente. O Central acelerou com um passe longo pelo lado esquerdo de ataque e, enquanto a defesa do Coruripe só olhava a bola, Leandro Costa atacava as costas da zaga alagoana para receber o cruzamento de Almir e completar para as redes.

O primeiro tento assinalado pela Patativa (Imagem: GE)

Outro ponto forte do atacante é a facilidade com que tem em sair das pontas e cortar pro meio da zaga. E é exatamente isso o que acontece no segundo gol patativa. Uma triangulação que envolveu a defesa do Hulk foi suficiente para Leandro aparecer como opção de passe, antes de dominar de direita e finalizar de esquerda.

Apesar de não ter estatura de centroavante, fez a função algumas vezes. E o seu terceiro gol mostra que na falta de altura, o atacante compensa com inteligência. Novamente, ao perceber a desatenção da defesa adversária, ele se posiciona nas costas dos zaga para receber o passe e completar para o fundo das redes.

GOL 4 – Afogados 1×1 Central 17/01/18

Em um duelo extremamente disputado e complicado, coube ao camisa 11 do Central recolocar a Patativa no jogo cobrando pênalti. Batida segura, sem chance pro goleiro, que deu números finais ao duelo e evitou uma derrota centralina pelo Pernambucano.

GOL 5 – Central 1×1 Sport 03/02/18

Devido a sua estatura, gols de cabeça não são muito comuns para Leandro. Mas contra o Sport, ele se posicionou perfeitamente nas costas de Fabrício para aproveitar o cruzamento de Junior Lemos e cabecear sem chances para Magrão.

Leandro estufa as redes do Leão (Imagem: Rede Globo)

GOL 6 – Central 2×0 Belo Jardim 18/02/18

Mais um lance que mostra a esperteza e a colocação do camisa 11.  Quando toda defesa do Belo Jardim estava fechando um lado, Leandro abriu como opção no outro e recebeu um passe açucarado de Douglas Carioca. O atacante dominou, chapou de direita e contou com contribuição do goleiro para marcar.

Costa aproveita o cochilo defensivo do Calango do Agreste (Imagem: TVC)

GOLS 7 e 8 – Central 2×1 Salgueiro 07/03/18

Novamente cobrando pênalti, Leandro marcou mais um gol pelo Central. Minutos depois o Salgueiro empatou a peleja. Eis que o ídolo alvinegro, mais uma vez, entra em ação para resolver uma partida difícil.

Em bom contra-ataque, Issa acionou o artilheiro, que ficou no mano a mano com o zagueiro do Carcará e não titubeou frente ao rival. Pedalou, deu um corte seco com a perna direita e finalizou de esquerda. Criou espaço onde não tinha e deu os três pontos que garantiram a Patativa na 2ª colocação daquela primeira fase do estadual.

GOL 9 – Central 1×0 Sport 21/03/18

Prepare o coração, torcedor centralino. O nono gol de Leandro Costa pelo Central foi, sem sombra de dúvidas, o mais importante que ele fez com a camisa alvinegra: pela semifinal do Pernambucano diante do Sport.

Junior Lemos levantou a bola na área e, mais uma vez nas costas da zaga, Leandro disputou no corpo a corpo com Ronaldo Alves, a bola sobrou para Itacaré, que se esticou e cruzou para o atacante completar de coxa enquanto a zaga rubro-negra pedia impedimento.

O tento mais emblemático do goleador pela Patativa (Imagem: Rede Globo)

GOL 10 – Náutico 2×1 Central  08/04/18

Mas nem só de boas recordações vive o torcedor centralino. O décimo gol marcado pelo artilheiro foi num jogo que machuca o coração patativa até hoje. De pênalti, o camisa 11 diminuiu a desvantagem diante do Náutico pelo jogo de volta da final do Pernambucano 2018. O Central até tentou o empate, mas o Timbu ficou com a taça.

GOL 11 – ASA 3×3 Central 06/05/18

Contradizendo alguns torcedores que diziam que Leandro não sabia bater pênalti, mas um gol do camisa 11 que saiu da marca da cal. Dessa vez em Arapiraca. Cobrança segura, deslocando o goleiro e fazendo o terceiro do Central naquela partida. O detalhe é que a vantagem de 3×1 que os centralinos conseguiram foi diluída nos acréscimos e o jogo terminou com um empate amargo.

GOLS 12 e 13 – Central 3×0 Jacuipense 27/05/18

O time vice-campeão estadual de 2018 chegou na última rodada da fase de grupos da Série D já eliminado. Uma grande decepção, sem dúvidas. Mas isso não impediu o artilheiro de marcar mais duas vezes. O primeiro, mais uma vez, de pênalti.

Já no segundo gol, Leandro mostrou a explosão que lhe foi característica nos últimos três anos e também sua força física. Enquanto o zagueiro da Jacuipense olhava pra bola, o atacante alvinegro deslocou ele no corpo a corpo e finalizou de voleio para marcar um belo gol.

GOL 14 – Central 2×1 Náutico 19/01/19

Após terminar o ano de 2018 como artilheiro da equipe, Leandro começou 2019 do mesmo jeito que terminou o ano anterior. Novamente o camisa 11 se aproveitou da desatenção da defesa adversária, se projetou onde havia um grande espaço e, após belo passe de Giovani Rosa, tirou do goleiro alvirrubro.

Costa vai às redes diante do. NáImagem: TV Jornal)

GOL 15 – Central 3×2 Salgueiro 23/01/19

Tal qual o seu segundo gol contra a Jacuipense, novamente o atacante se aproveitou do zagueiro olhando pra bola. Desta vez, no entanto, Leandro Costa se antecipou ao defensor, desviou de cabeça e disparou sozinho para tirar do goleiro e marcar mais um tento pelo Central.

Goleador vence a defesa do Carcará e marca (Imagem: TV Jornal)

GOL 16 – Central 1×1 Afogados 10/02/19

Jogo truncado, difícil e com o Central com dificuldades para marcar? Chama LC11. A Patativa perdia por 1 a 0 quando o atacante mais uma vez atacou o espaço vazio deixado pela defesa rival e sofreu pênalti. Ele mesmo bateu e empatou a partida para o Central. Visão, posicionamento e personalidade Fica fácil entender porque Leandro virou ídolo da torcida.

GOL 17 – América 1×2 Central 28/02/19

Leandro Costa começou essa partida no banco por conta de uma lesão. Na realidade, chegou-se a cogitar que o atleta não teria nem condições de ser relacionado. O Central perdia a partida por 1 a 0 e a torcida alvinegra que estava no Ademir Cunha pedia a entrada do ídolo. E ele entrou.

Mais uma vez Leandro mostrou sua eficiência em se posicionar corretamente. Entre três defensores do Mequinha, recebeu um belo cruzamento, matou de direita e fuzilou de esquerda. Empatando o jogo para o Central que, minutos depois, conseguiria a virada.

GOL 18 – Central 3×0 Maranhão 12/05/19

Antes mesmo de Paulinho Mossoró cruzar a bola, Leandro Costa já se posicionou corretamente entre os dois zagueiros maranhenses, se projetando pra frente e facilitando o passe do companheiro. O posicionamento do camisa 11, além de ser fatal, ajuda bastante a vida dos companheiros.

GOL 19 – Altos 2×1 Central 26/05/19

Apesar de ser um atacante habilidoso, uma das características de Leandro Costa é a rápida tomada de decisão. Não é um atleta que fique muito tempo com a bola no pé. E foi assim contra o Altos. Paulinho Mossoró tocou para o camisa 11 que estava entre 4 defensores adversários.

De costas para o gol, Leandro dominou, deu uma pedalada, fintou um zagueiro com o corpo e conseguiu arrumar espaço para girar e finalizar de esquerda, sem chances para o goleiro. Rápido no gatilho.

GOL 20 – Central 1×0 Atlético-CE 09/06/19

Artilheiro que é artilheiro também precisa contar com a sorte de vez em quando, não é mesmo? Na última rodada da fase de grupos da Série D 2019, o Central precisava vencer o Atlético-CE.

Após cruzamento, a zaga cearense afastou mal, a bola sobrou para Paulinho Mossoró que chutou sem deixar ela cair no chão. Leandro Costa estava no meio no trajeto da bola, viu ela desviar na sua perna direita e entrar na rede. Gol sem querer também é gol.

GOL 21 – Jacuipense 3×1 Central 20/06/19

Outro jogo que vai machucar bastante o torcedor patativa. A dolorosa eliminação para a Jacuipense começou com gol de Leandro Costa. Após finalização de Joelson, o goleiro da equipe baiana espalmou e o camisa 11 só teve o trabalho de colocar o pé pro fundo da rede. O Central abriu 3 a 0 no agregado, mas tomou três gols e caiu nos pênaltis.

GOL 22 – Salgueiro 1×1 Central 25/01/20

Mais uma vez Leandro mostra seu faro de gol e a inteligência para se posicionar. Ao entender a jogada, o atacante centralino se projeta entre o zagueiro e o lateral-esquerdo do Carcará e aproveita o cruzamento de Evandro para empatar a partida no Cornélio de Barros.

Outro vez Leandro balança as redes salgueirenses (Imagem: TVC)

GOL 23 – Petrolina 1×1 Central 29/02/20

Jogar no Sertão nunca é fácil, mas Leandro Costa facilitou a vida alvinegra quando abriu o marcador cobrando pênalti e marcou o seu vigésimo terceiro gol com a camisa patativa.

GOLS 24 e 25 – Decisão 0x5 Central 19/07/20

Pela última rodada do Pernambucano, Leandro Costa não teve dó do Decisão. Dois gols de puro oportunismo. No primeiro, após cobrança de escanteio, o camisa 11 se desvencilhou da marcação, se antecipou ao zagueiro e desviou de cabeça.

No segundo, foi o clássico faro de gol. No lugar certo e na hora certa, Leandro Costa aproveitou o rebote do goleiro do Decisão e escorou de cabeça para o gol aberto.

GOL 26 – Jacyobá 2×2 Central 19/09/20

Parte da torcida do Central pegou no pé do artilheiro em 2020 por conta das suas cobranças de pênalti. Contra o Jacyobá, no final do primeiro tempo, ele chegou a perder um pênalti. Na segunda etapa, nos minutos iniciais, outro pênalti assinalado e, desta vez, o camisa 11 não titubeou. Os números não mentem: Leandro Costa é um batedor eficiente.

GOL 27 – Central 2×2 Itabaiana 27/09/20

Como dito acima, apesar de habilidoso, Leandro precisa de poucos toques na bola para ser letal. E estar bem posicionado é o seu maior aliado para isto. Contra o Itabaiana, o atacante encontrou um espaço entre quatro defensores rivais, girou o corpo e finalizou pro fundo da rede. Um toque na bola, o chute, foi suficiente.

Costa não se intimida com a marcação apertada e marca (Imagem: TVC)

GOL 28 – Central 4×0 Coruripe 18/10/20

Novamente atacando os espaços entre os defensores, Leandro Costa se posicionou no centro da área e só esperou o cruzamento de Wendel Neri para estufar as redes alagoanas. E mais uma vez com apenas um toque na bola.

GOL 29 – Central 3×0 Jacyobá 27/11/20

Demonstrando toda sua capacidade de explosão e força física, mais uma vez Leandro Costa lê rapidamente a jogada, ganha do zagueiro no corpo a corpo e toca na saída do goleiro alagoano para fazer o seu último gol com a camisa centralina.

Não restam dúvidas de que Leandro Costa é um dos maiores ídolos da história do Central. Por tudo que fez em campo, o camisa 11 estará eternamente marcado no coração dos torcedores caruaruenses. E se um dia voltar, poderá aumentar ainda mais a sua lista de gols no Lacerdão.

Arte: João Rodrigues

Náutico na Série B: como joga taticamente a Chapecoense

Por: Mateus Schuler

Com possibilidade de deixar o Z-4 provisoriamente, o Náutico tem uma árdua missão na noite desta quarta-feira (16). Desfalcado do ataque titular, o Timbu vai até Chapecó enfrentar a Chapecoense, nada mais, nada menos que a líder da Série B do Campeonato Brasileiro; a partida, válida pela 29ª rodada, será disputada às 19h15 na Arena Condá.

Separamos para a torcida alvirrubra tudo sobre o próximo adversário: provável formação, táticas, jogadores para ficar de olho, pontos fortes e fracos e muito mais do Verdão do Oeste.

Para o duelo, Umberto Louzer contará com voltas de Alan Ruschel e Paulinho Moccelin, que cumpriram suspensão na vitória ante o CRB. Em contrapartida, o treinador alviverde permanece com as ausências de Alan Santos, Anderson Leite, Ezequiel, Felipe Garcia, Luiz Otávio, Tharlis, Thiago Ribeiro e Tiepo, todos no departamento médico.

Alviverdes vão a campo com dois retornos aos titulares contra o Timbu (Feito no TacticalPad)

COMO ATACA

Com 32 gols marcados na Segundona, a Chape tem o oitavo melhor ataque, no entanto a letalidade é uma das armas. Postado no 4-1-4-1, ataca com os blocos ofensivos muito bem definidos, ainda que não possua um armador de origem para fazer a criação, mas a movimentação do centroavante Anselmo Ramon permite infiltração dos meio-campistas.

Os laterais também chegam para ajudar na armação das jogadas, apesar de não terem participação tão efetiva nas vezes que o time balançou a rede adversária. Os principais destaques nas assistências são, curiosamente, os dois pontas – Paulinho Moccelin e Aylon – da equipe, com um total de nove passes para os companheiros.

Ocorre ainda uma dinâmica das peças do setor, com os extremos alterando o lado frequentemente para tentar confundir a marcação. Os jogadores da beirada do campo não dão uma amplitude tão grande, fazendo assim com que os homens da transição cheguem agudos pelo meio e mostrando bom posicionamento para entrar na zaga.

Letal ofensivamente, o Verdão se posta em um 4-1-4-1 bem definido com apoio dos laterais (Imagem: Premiere)

COMO DEFENDE

Defensivamente, a Chape é praticamente perfeita. A equipe alviverde sofreu apenas 12 gols nos 28 jogos disputados até o momento, o que dá uma média de 0,43. Atuando como mandante, os números são ainda melhores, já que foi vazada em quatro oportunidades, se destacando muito pela compactação imposta por Umberto Louzer.

O comandante faz o Verdão do Oeste se defender com duas linhas de 4 bem definidas, além da postura supracitada, o que fecha bem os espaços para as investidas dos adversários. Com a “casinha fechada”, os alviverdes não dão brechas para infiltrações nas costas da marcação, ainda que às vezes haja o descuido.

Geralmente essa quebra ocorre na segunda linha, como foi no duelo diante do Guarani e está exemplificado na imagem abaixo. Os blocos performam baixos-médios, sem muita pressão na saída de bola, porém o destaque do setor é a justificativa daquela máxima de que “todo time começa com um grande goleiro”; João Ricardo fez 92 defesas, o segundo nesse quesito, atrás apenas de Rafael Martins, do Brasil-RS, com 93.

Mesmo dona da melhor defesa, Chape ainda peca em detalhes na compactação (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

João Ricardo (GOL) – Responsável pelo time ser o menos vazado, o goleiro é um dos principais nomes também da competição. Por conta das 92 defesas e não ter sofrido gols em 19 das 28 partidas, é o terceiro jogador com melhor média de avaliação no site SofaScore, com 7.41, atrás apenas de Mota – do Sampaio Corrêa e foi a campo em três jogos – e Carleto, que já não defende mais o Vitória.

Paulinho Moccelin (ATA) – Com participação em 31% dos gols da equipe, se mostra incansável e preenche praticamente todos os setores em campo. O atleta é meio-campista de origem, mas tem jogado mais adiantado com a camisa alviverde, marcando quatro tentos e dando assistência para outros seis; é o terceiro com mais desarmes – 70 – e fica atrás somente de Paulo Henrique – do Paraná e Guilherme Rend, do Vitória, jogadores de marcação.

Anselmo Ramon (CA) – Artilheiro da Chape na Segundona com oito gols, o experiente atacante é uma arma importante ao time de Umberto Louzer. O goleador tem boa movimentação ofensiva e ajuda também com os pivôs, ajudando com assistências – três no total – e permitindo as infiltrações das demais peças, seja pelos lados com os pontas ou pelo meio com os meio-campistas.

Créditos da foto principal: Márcio Cunha/Chapecoense

Empate insosso: análise Brusque 0x0 Santa Cruz

Por: Anderson Santana

O Santa Cruz estreou timidamente na segunda fase da Série C. Teve altos e baixos e fez jogo morno, ficando no empate sem gols diante do Brusque neste domingo (13), no Augusto Bauer, em Santa Catarina, pelo Grupo C do quadrangular de acesso à Segundona.

Inicialmente, Marcelo Martelotte postou o time no tradicional 4-2-3-1, que variava de acordo com a função, chegando a alternar ao 4-3-2-1, sem a posse, e um 4-4-2 em bloco baixo com a bola.

Tática base dos corais diante dos catarinenses (Feito no Tacitacl Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, o Santa impôs seu ritmo de jogo e chegou a criar algumas chances. Na maioria das vezes, atacou pelo lado direito, o setor mais forte da equipe, mas não obteve êxito na conclusão da jogada.

O ritmo, contudo, acabou baixando, e o Brusque teve mais posse, enquanto a Cobra Coral se defendeu bem, ficando no 4-4-2. Assim, preencheu os espaços e não deixou o adversário criar oportunidades de perigo.

Postura defensiva do Tricolor (Imagem: DAZN)

Já no segundo tempo, Martelotte tentou renovar o fôlego do meio para frente com duas mudanças: saíram Paulinho e Tinga para entradas de André e Leonan. Em vez de corrigir os erros, os corais caíram de rendimento e passaram a ser dominados.

O Quadricolor, tendo maior ritmo no ataque, era mais criativo com a bola no pé, segurando os contra-ataques dos tricolores. Apesar do empate ter sido positivo pelas circunstâncias, o Mais Querido buscou atacar no 4-2-3-1 e até 4-3-3, porém voltou a falhar e o placar não foi alterado.

Como o Santa se defendeu na etapa final (Imagem: DAZN)

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz