Resgate, deslanchada e declínio: análises dos primeiros 11 jogos de Jair Ventura no Sport

Jair Ventura passou por altos e baixos nos 11 jogos que comandou o Sport na Série A do Campeonato Brasileiro. No início de sua passagem, o treinador conseguiu resgatar o brio leonino. Depois, deslanchou e acabou levando o time às primeiras posições do Brasileirão. Num recorte recente, porém, o rubro-negro já apresenta um declínio tático e organizacional.

Nesta análise, o Pernambutático disseca este primeiro periódo de Jair Ventura no time da Ilha do Retiro, apontando alguns pontos positivos e negativos, além de destacar como o Sport pode evoluir e reencontrar o bom futebol de outrora.

O RESGATE

Em pouco mais de um mês e meio no Sport, Jair Ventura acumula cinco vitórias, um empate e cinco derrotas, com um aproveitamento de 48%. Sua estreia foi diante do Coritiba, no Couto Pereira, pela sexta rodada da Série A. Na ocasião, o Leão acabou derrotado por 1 x 0, mas conseguiu demonstrar um bom futebol e renovar as esperanças da torcida.

Diante do Coritiba, o Sport entrou em campo num 4-3-3 defensivo, buscando ser reativo, mas sem valorizar muito a posse. Pelas pontas, Jonathan Gómez e Marquinhos revezavam bastante de lado e o time às vezes se formava num 4-4-2, com Élton por dentro.

Escalação do Sport diante do Coritiba (Feito no Tactical Pad)

Quando o Coxa tinha a bola, o Sport de Jair se postava numa espécie de 4-4-1-1, com Marquinhos e Elton mais à frente, posicionados para um possível contra-ataque. Dessa forma, o Leão marcava por zona e preenchia bem os espaços pelos lados do campo, travando os paranaenses.

Sport postado em campo (Imagens: Premiere FC)

Ofensivamente, Jonathan Gómez era o principal encarregado da armação de jogadas no meio de campo. Além disso, o Sport contava com Ricardinho aparecendo como elemento surpresa na direita, com Marquinhos dando opção no lado oposto. Ricardinho quase marcou na sequência do lance. Wilson defendeu.

No ataque, Sport conseguia levar perigo ao Coxa (Imagens: Premiere)

O Sport teve a grande chance de marcar graças ao talento de Lucas Mugni. O argentino aproveitou que o Coritiba marcou por zona e deu lindo passe para Élton, que acabou desperdiçando grande chance. No fim, custou caro, com o Coxa marcando o único gol do jogo após pênalti infantil de Mailson.

Sport tem grande chance, mas Élton desperdiça (Imagens: GE)

A primeira grande atuação do Sport de Jair Ventura foi diante do Grêmio, na vitória por 2 x 1 em Porto Alegre. Na ocasião, o rubro-negro se postou no 4-3-2-1, utilizando muito as subidas dos laterais, principalmente Patric pela direita.

Dispostição tática do Sport contra o Grêmio (Feito no Tactical Pad)

Foi justamente numa investida de Patric que o Sport furou o bloqueio do Grêmio e abriu o placar. Betinho deu lindo passe, quebrando linhas, e o capitão leonino chegou para marcar um belíssimo gol na Arena.

Lance do primeiro gol do Sport na Era Jair Ventura (Imagens: Premiere)

Atuando no 4-3-2-1, o Sport costuma deu poucos espaços para os homens mais perigosos do ataque do Grêmio. Em especial, Diego Souza. O ex-camisa 87 do Leão teve atuação apagada, com Adryelson sendo absoluto na marcação, enquanto Maidana se aproximava mais de Thiago Neves.

Sport bem postado diante dos gremistas (Imagens: Premiere)

Bem defensivamente, o Sport chegou ao segundo gol no jogo. Marcando alto e pressionando a saída de bola gremista, Barcia foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti, que Maidana converteu. Antes do apito final, o Grêmio ainda diminuiu com Pepê.

Leão pressiona a saída e conseguiria um pênalti (Imagens: Premiere)

Contra o Goiás, na Ilha, Ventura repetiu a mesma escalação e variou entre o 4-3-2-1 e o 4-3-3, continuando com muita amplitude dos laterais. Dessa vez, foi Juba quem apareceu bem no ataque: lançou para Marquinhos em profundidade e o gol por pouco não saiu.

Postura tático do Sport ante o Goiás (Feito no Tactical Pad)

Vendo o espaço para quebrar as linhas do Esmeraldino pela esquerda, Juba fez grande jogada e deu sua primeira assistência para gol no Brasileirão. Driblou o marcador, cortou para a perna de direta, e Barcia, mesmo sem ângulo, marcou um belo gol para inaugurar o placar.

Lance do gol de Barcia (Imgens: Premiere)

O gol de empate veio numa falha de quem menos se espera: o centroavante, que tem o ofício de marcar gols a favor. Na ocasião, marcou contra, mesmo com os jogadores do Goiás distantes, com nove homens do Sport contra cinco do Esmeraldino na grande área.

Momento do gol contra de Élton (Imagens: Premiere)

A vitória veio após mais uma boa participação de Barcia, que iniciou a jogada do 2 x 1. O uruguaio recebeu de Ricardinho e, mesmo com a marcação dobrada, acionou Patric, que cruzou para o gol de Marquinhos. Mais uma subida expressiva dos laterais, a síntese dos primeiros jogos de Jair Ventura no Sport.

A derrota para o Fortaleza custou pontos, mas serviu para dar um alento ao Sport. O Leão não se postou bem defensivamente, atuando no mesmo esqueleto tático (4-3-2-1), mas com Barcia no lugar de Gómez pela direita do ataque.

Escalação do Leão contra o Fortaleza (Feito no Tactial Pad)

Defensivamente, o Sport chegou a formar praticamente uma linha de cinco inicial, com Betinho recuando. Frequentemente bem postado, o Leão só foi vazado com um gol de pênalti, que selou o resultado.

Sport com uma primeira linha de cinco (Imagens: FCF TV)

  A DESLANCHADA

O Venturismo começou a ganhar corpo no Sport após a boa atuação diante do Palmeiras, no empate em 2 x 2.  Em campo, com Mugni no meio, o Leão chegou a se postar no 4-5-1 para minimizar as investidas do alviverde.

Disposição tática do Leão contra o Palmeiras (Feito no Tactical Pad)

O Leão abriu o placar numa aula de amplitude com os laterais. Sander avançou pela esquerda e Patric acabou derrubado na grande área: pênalti. Maidana cobrou e fez.

Laterais dando apoio no Sport (Imagens: Premiere)

Após duas falhas defensivas do Sport, o Palmeiras virou a peleja, com Willian e Zé Rafael. Mesmo assim, o time de Jair Ventura chegou ao empate e deu indícios de uma reação que estava por vir.

Jair chegou ao seu primeiro jogo sem sofrer gol pelo Sport na vitória pelo placar mínimo ante o Fluminense, na Ilha. Na ocasião, o time atuou num 4-3-3 em bloco baixo, com pontas jogando por fora.

Escalação do Sport diante do Flu (Feito no Tactical Pad)

Maidana abriu o placar em cobrança de pênalti e mesmo assim o Sport continuou pressionando a posse de bola do Flu no campo de ataque. Hernane apertou e por pouco o Leão não fez o segundo gol no jogo.

Sport pressionando a saída de bola carioca (Imagens: Premiere)

À frente no placar, o Leão de Jair Ventura se fechou com todos os jogadores no campo de defesa, marcando por zona e utilizando triangulações para minimizar as investidas do tricolor carioca.  

Sport marcando por zona, com triangulações (Imagens: Premiere)

No confronto com o Corinthians, o Sport contou com a estreia de seu principal reforço para a temporada: Thiago Neves. Com o camisa 30, a equipe de Ventura se postou no 4-2-3-1 como base, tendo Neves e Hernane por dentro, Gómez e Mugni por fora e Marcão e Ricardinho como volantes.

Disposição tático do Leão diante co Corinthians (Feito no Tactical Pad)

Nas pontas do Leão, Mugni e Gómez revezavam bastante de lado no momento da recomposição defensiva, tentando diminuir os espaços e minimizar as subidas dos laterais do Corinthians.

Mugni auxiliando na recomposição (Imagens: Rede Globo)

A primeira chance de Thiago Neves veio em boa jogada pela direita, com Patric. O camisa 30 recebeu em boas condições para o arremate, mas foi bloqueado pela defesa do Timão. No lance seguinte, o árbitro marcou pênalti e Maidana cobrou mais uma vez com categoria para abrir o placar na Ilha.

Chance de gol de Thiago Neves (Imagens: Rede Globo)

Com a vantagem, o Sport se fechou ainda mais no segundo tempo, se postando no 4-5-1 defensivamente, com o meio de campo bastante povoado. Dessa forma, o Leão chegou aos três pontos.

Sport postado no 4-5-1 (Imagens: Rede Globo)

Após duas atuações seguras e sem sofrer gols, o Sport chegou em alta para o embate com o rival Bahia. No campo, o Leão se postou no mesmo 4-2-3-1 de base, tendo Mugni auxiliando Thiago Neves na criação de jogadas e Marquinhos, por vezes, fazendo a função de segundo atacante.

Postura tático do Leão diante do Bahia (Feito no Tactical Pad)

O Sport abriu o placar em mais uma boa investida de Patric pela direita. O lateral-direito ficou com o rebote, entrou na grande área e sofreu pênalti. Na cobrança, Hernane bateu no canto esquerdo de Douglas e fez 1 x 0.

Patric investe pela direita e conseguiria um pênalti (Imagens: Premiere)

Melhor em campo, a equipe de Jair Ventura ampliou com a primeira assistência de Thiago Neves pelo Leão. O camisa 30 cobrou falta na área, Marcão conseguiu vencer a marcação e testou para o gol.

Lance do gol de Marcão (Imagens: Premiere)

Com a dianteira no placar, o Sport voltou a marcar por zona, utilizando triangulações como aconteceu contra o Fluminense. O Bahia respondeu e conseguiu diminuir, mas a reação não passou daí.

O DECLÍNIO. INEVITÁVEL?

Quando o Sport vivia sua melhor fase no Brasileirão, aparecendo na quinta colocação, o aperreio começou para a torcida leonina no confronto com o Flamengo. Diante do rival de 1987, o time de Jair repetiu a escalação e o mesmo 4-2-3-1.

Disposição tática do Leão contra o Fla (Feito no Tactical Pad)

Nas quatro linhas, o Leão não viveu noite inspirada taticamente. Deu muito espaços pelas laterais e foi justamente por lá que o rubro-negro carioca começou a construir os caminhos da vitória.

Sport dando espaços nas costas de Patric (Imagens: GE)

O primeiro gol do Fla nasceu de uma jogada de Isla pela direita. A defesa leonina se posicionou mal, Bruno Henrique escorou e Pedro bateu firme para vencer Luan Polli e abrir o placar no Maracanã.

Momento no primeiro gol do Flamengo (Imagens: GE)

A equipe da casa ampliou com Gustavo Henrique, de cabeça, e frustrou um esboço de reação do Sport. O golpe final veio em mais uma falha defensiva leonina. Pedro aproveitou o espaço dado pela marcação e deixou mais um, selando o 3 x 0.

Pedro fecha a contagem no Maraca (Imagens: GE)

Tentando se recuperar da derrota para o Fla, o Sport recebeu o Botafogo na Ilha postado no mesmo 4-2-3-1. A novidade na escalação de Jair Ventura foi o retorno de Barcia entre os titulares, com Thiago Neves mais uma vez de falso 9.

Escalação do Leão contra o Bota (Feito no Tactical Pad)

Com TN30 atrás de Hernane, o Leão chegou a se postar no 4-4-1-1, com duas linhas de quatro que tentavam frear o ímpeto do Botafogo no meio de campo. Por outro lado, o time tinha uma transição ofensiva muito lenta e não conseguia levar perigo à meta de Cavalieri.

Sport posicionando 4-4-1-1 (Imagens: Premiere)

O Bota conseguiu abrir o placar numa falha medonha do goleiro Luan Polli. O camisa 27 tentou sair jogando com os pés, mas deu um presente para Honda. Frio e calculista, o japonês finalizou com categoria de canhota e estufou as redes leoninas.

Lance do gol de Honda (Imagens: Premiere)

O Sport continuou dando espaços na marcação e quase os cariocas fizeram o segundo. Honda aproveitou a falha na marcação leonina, recebeu bela enfiada de bola e por pouco o gol não saiu.

Mais um vacilo defensivo do Sport (Imagens: Premiere)

Ofensivamente, o Leão era pouco produtivo. Numa das poucas chances que teve, Marquinhos recebeu belo passe de Thiago Neves na esquerda e bateu cruzado, mas a zaga do Bota fez o corte.

Boa jogada do Sport, que quase marcou (Imagens: Premiere)

O balde de água fria para o Leão veio em mais um vacilo defensivo. Caio Alexandre foi acionado, pisou na grande área e bateu na saída de Polli para fazer 2 x 0. Ainda houve tempo para Thiago Neves marcar seu primeiro gol com a camisa do Sport, mas de nada adiantou.

Segundo gol do Bota no jogo (Imagens: Premiere)

A atuação mais preocupante do Sport de Jair Ventura foi na última rodada, quando o time foi derrotado impiedosamente pelo Internacional por 5 x 3. Diante do Colorado, o Leão voltou a se postar no 4-2-3-1.

Postura tático do Sport ante o Inter (Feito no Tactical Pad)

O Sport voltou a apresentar linhas tortas na defesa e não demorou para o Inter chegar ao primeiro gol. Patrick, ex-Leão, avançou pela esquerda, fez grande jogada e fuzilou para a meta leonina para fazer 1 x 0.

Momento do gol de Patrick (Imagens: GE)

A equipe gaúcha ampliou em mais um cochilo da zaga rubro-negra. Abel Hernández aproveitou a desorganização da marcação do Sport na grande área após cruzamento da direita e fez o segundo do Inter.

Inter chega ao segundo com Hernández (Imagens: GE)

Na sequência, Marquinhos e Rodrigo Moledo fizeram de cabeça, marcando o primeiro do Sport e o terceiro do Inter, respectivamente.

O Leão conseguiu fazer uma boa triangulação ofensiva para chegar ao segundo gol no jogo. Após troca de passes entre Marquinhos e Mugni, Barcia bateu firme no ângulo de Marcelo Lomba e diminuiu.

Em boa jogada, Leão diminui (Imagens: GE)

Com o gol, o Sport cresceu ofensivamente e quase chegou ao empate. Defensivamente, porém, a noite era desastrosa e Patrick guardou mais um após assistência de Thiago Galhardo, que havia saído do banco de reservas.

Patrick deixa mais um (Imagens: GE)

No fim, Yuri Alberto ampliou e o atacante Mikael, da base leonina, descontou para os pernambucanos, fechando a contagem e 5 x 3 para o Colorado.

Neste domingo (18), o Sport de Jair terá mais um duelo duro na Série A, contra o Bragantino, no Nabi Abi Chedid, pela 17ª rodada do Brasileirão. Atualmente, o Leão é 10º colocado com 20 pontos ganhos.

Por: Felipe Holanda

32 vezes Pipico: Análise dos gols do artilheiro do Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Pipico vem a cada jogo escrevendo seu nome na história do Santa Cruz. Principal esperança de gols do Tricolor na Série C, o atacante já é o terceiro maior artilheiro da Cobra Coral na década, atrás apenas de Dênis Marques (41) e Grafite (34) – Pipico está ao lado de Léo Gamalho, com 32 bolas nas redes adversárias entre 2011 e os dias de hoje.

Nesta análise, o Pernambutático disseca todos os gols de Pipico com a camisa do Santa Cruz, mostrando algumas das qualidades que o colocam como um dos grandes atacantes que já passaram pelo Arruda nos últimos dez anos.

Pipico é um matador nato que sabe ir às redes adversárias como poucos, tendo um leque de possibilidades para marcar. Desses 32 gols, ele anotou a maioria de perna direita, 14, além de sete de pênalti, sete em cabeçadas, um em cobrança de falta e um gol contra dado a seu favor.

Como Pipico chegou aos 32 gols pelo Santa (Arte: João Rodrigues)

Gols 1 e 2 – ABC 0x3 Santa Cruz 1/7/2018

Os pontos mais fortes de Pipico são o posicionamento e a frieza para tomar decisões dentro da grande área. Contra o ABC, recebeu lindo passe de Robinho e só precisou de dois toques na grande área para chegar ao primeiro gol com camisa do Santa Cruz: dominou com o peito, tirando do zagueiro, antes de bater rasteiro no canto direito.

Além do posicionamento, Pipico é um oportunista, sempre aproveitando falhas da defesa rival. O camisa 9 aproveitou o rebote do goleiro e finalizou mesmo de longe para ampliar a vantagem coral ante o ABC no Frasqueirão.

Oportunista, Pipico marca o segundo no jogo (Imagens: Esporte Interativo)

Gol 3 – Santa Cruz 2×0 Remo 8/7/2018

Sempre se posicionando bem, Pipico costuma aproveitar muito bem os cruzamentos, seja por cima ou por baixo. Dominante na pequena área desde sua chegada ao Arruda, ele se movimentou bem para receber o cruzamento preciso de Robinho e, de peixinho, mandar para o gol do Remo.

O primeiro gol de cabeça de Pipico pelo Santa (Imagens: TV Coral)

Gol 4 – Santa Cruz 1×1 Globo 14/7/2018

Pipico mostrou mais uma vez o ótimo posicionamento no gol contra o Globo-RN. Se desvencilhou dos marcadores e cabeceou para o fundo das redes após bom cruzamento de Allan Vieira.

Pipico aproveita cruzamento de Allan Vieira e marca (Imagens: TV Coral)

Gols 5 e 6 – Santa Cruz 4×0 Confiança 28/7/2018

Mesmo próximo aos defensores rivais, Pipico é dificilmente bem marcado e sabe aproveitar cruzamentos na área, marcando outra vez de cabeça contra o Confiança, no Arruda. O camisa 9 também foi às redes cobrando pênalti no mesmo confronto, fechando 2018 pelo Santa com nove jogos e seis gols – um a cada 76 minutos em campo.

Pipico vence a marcação a cabeceia para o gol (Imagens: TV Coral)

Gols 7 e 8 – Náutico 2×2 Santa Cruz 9/2/2019

Pipico voltou a se destacar logo no início de 2019, quando marcou duas vezes no Clássico das Emoções, realizado nos Aflitos. No primeiro gol, o artilheiro aproveitou a brecha deixada pela defesa do Náutico, ajeitou e arrematou para vencer Bruno.

Em seu segundo tento no jogo, Pipico contou com grande jogada de Elias pela esquerda do ataque, que teve amplitude e habilidade para puxar a marcação Timbu. Na sequência, Elias bateu cruzado e o camisa 9 completou para o gol alvirrubro.

Pipico recebe na grande área fuzila de esquerda para o gol (Imgens: Live FC)

Gol 9 – Sinop 1×2 Santa Cruz 14/2/2019

Decisivo, Pipico marcou de pênalti na vitória em cima do Sinop-MT pela Copa do Brasil daquele ano. O camisa 9 decidiu o triunfo depois de Elias abrir o placar para os corais, com Igor descontando para os mato-grossenses já nos últimos minutos de jogo.

Gol 10 – Santa Cruz 1×0 Náutico 20/2/2019

Pipico tem um jeito peculiar de bater em gol. Não precisa de muito espaço e finaliza mesmo “desengonçado”. Após erro da defesa, ele contou com o desvio para marcar mais uma vez em clássicos contra o Náutico.

A marcação do Náutico falha e Pipico aproveita como de costume (Imagens: Rede Globo)

Gol 11 – Moto Club 0x1 Santa Cruz 2/3/2019

Mais uma vez bem posicionado e letal para as defesas adversárias, Pipico marcou cabeça no confronto com o Moto Club-MA, em São Luís. Na ocasião, a Cobra Coral venceu por 1 x 0 com gol dele.

Oportunista, Pipico marca mais um de cabeça (Imagens: Copa do Nordeste)

Gol 12 – Santa Cruz 1×1 CSA 10/3/2019

Finalizador e dominante na grande área, Pipico também já foi às redes em cobrança de falta. Não lembra? O atacante marcou um dos gols no empate em 1 x 1 com o CSA, pelo Nordestão de 2019, no Arruda.

Gols 13 e 14 – Santa Cruz 3×0 ABC 10/4/2019

Em cobranças de escanteios, Pipico tem um ótimo aproveitamento para botar a bola nas redes, como aconteceu diante do ABC, pela Copa do Brasil, no Arruda. Na ocasião, ele levou vantagem mesmo sendo mais baixo que os defensores e mandou de cabeça para o gol. Também diante dos potiguares, o camisa 9 marcou de pênalti na vitória por 3 x 0 do Santa Cruz.

Mesmo mais baixo que os defensores, Pipico acha espaço e cabeceia para o gol (Imagens: Rede Globo)

Gol 15 – Santa Cruz 2×0 Fluminense 25/4/2019

Além de finalizar em gol mesmo bem marcado, Pipico sabe aproveitar o vacilo das defesas para ir às redes. Na vitória heroica em cima do Fluminense, também pela Copa do Brasil, ele aproveitou o rebote do goleiro Rodolfo e marcou o gol que levou a decisão da vaga para os pênaltis.

No rebote, Pipico marca o gol que levou a decisão para os pênaltis (Imagens: TV Coral)

Gols 16 e 17 – Botafogo-PB 1×1 Santa Cruz (13/5/2019) e Santa Cruz 2×1 ABC (25/5/2019)

Pipico marcou mais dois gols de pênalti que ajudaram na Série C de 2019. Primeiro, no empate em 1 x 1 com o Botafogo-PB, em João Pessoa. Na sequência, foi às redes na vitória por 2 x 1 em cima do ABC, no Arruda.

Gols 18 e 19 – Santa Cruz 3×1 Confiança 9/6/2019

Reiterando o ótimo posicionamento na grande área, Pipico recebeu grande passe de Misael e mandou para o fundo das redes sem tomar conhecimento da defesa do Confiança.

Pipico recebe na grande área e marca (Imagens: DAZN)

Já nos minutos finais, o atacante tricolor pressionou a saída de bola dos sergipanos, conseguiu o desarme e foi às redes para selar a vitória coral por 3 x 1.

Esperto, Pipico pressiona a marcação, rouba a bola e chegaria ao gol (Imagens: DAZN)

Gols 20 e 21 – Globo 3×3 Santa Cruz 17/6/2019

Pipico chegou ao seu vigésimo gol com a camisa do Santa Cruz de maneira bem inusitada. Ele dominou na grande área e, antes que conseguisse o arremate, o marcador do Globo se antecipou e mandou para as redes. Na súmula, porém, o árbitro Philip Georg Bennett deu o tento para o atacante do Mais Querido.

Após diminuir, Pipico ainda marcou mais um no apagar das luzes em Ceará-Mirim, mais precisamente aos 48. Com muita frieza, o camisa 9 dominou de costas para o gol, girou e bateu firme de perna direita para selar o placar em 3 x 3.

O gol de Pipico contra o Globo (Imagens: DAZN)

Gol 22 – Santa Cruz 1×0 Náutico 22/6/2019

Pipico mostrou mais uma vez seu faro de artilheiro apurado em clássicos na vitória em cima do Náutico pelo placar mínimo. Ele aproveitou o erro grosseiro do zagueiro Lombardi, se antecipou à marcação e tocou na saída do goleiro Jefferson para anotar o único gol do jogo.

Pipico aproveita a falha de Lombardi e chegaria ao gol (Imagens: DAZN)

Gols 23 e 24 – Santa Cruz 3×0 Petrolina 18/1/2020

Pipico voltou a deixar sua marca logo no primeiro jogo da temporada 2020. O atacante marcou duas vezes de perna direita na vitória por 3 x 0 em cima do Petrolina, no Arruda, pelo Pernambucano. Na primeira, se posicionou muito bem na cobrança de escanteio e mandou para o fundo do barbante.

Na Outra, Pipico recebeu ótimo passe de Paulinho e, com a marcação da Fera Sertaneja espaçada, teve o tempo de dominar próximo a marca da cal e bater no canto do goleiro Tigre para assegurar o triunfo do Santa Cruz.

Zaga cochila e Pipico manda para as redes (Imagens: TV Coral)

Gols 25, 26 e 27 – Santa Cruz 1×0 Vitória (2/2/2020), Santa Cruz 2×1 Salgueiro (11/2/2020) e Santa Cruz 3×0 Botafogo-PB (12/3/2020)

Pipico voltou a marcar de pênalti nos confronto com Vitória-PE e Botafogo-PB, ambos no Arruda, chegando a sete gols de pênalti pelo Santa. Já o gol diante do Salgueiro foi um verdadeiro golaço. O artilheiro teve habilidade para se livrar do marcador e mandou uma bomba de fora da área, no ângulo direito de Tanaka.

Gols 28 e 29 – Sport 1×2 Santa Cruz 19/7/2020

Ainda sem ter marcado em clássicos contra o Sport, Pipico balançou as redes duas vezes na vitória emblemática dos corais por 2 x 1 em plena Ilha do Retiro. No primeiro, observou bem a movimentação dos companheiros de equipe e da marcação adversária, recebeu passe antológico de Didira e venceu Luan Polli para abrir o placar.

O segundo gol veio para lavar a alma dos tricolores. Quase aos 50 minutos de jogo, no último lance, Pipico recebeu cruzamento de Célio Silva e cabeceou no contrapé do arqueiro leonino para selar a vitória coral, chegando ao sexto tento em clássicos em seis partidas disputadas. Dessa forma, se tornou o maior artilheiro do Santa Cruz em confrontos com Sport e Náutico na década, ao lado de Léo Gamalho, que tem números idênticos. (6/6).

Célio Santos cruza e Pipico cabeceia no contrapé de Polli (Imagens: TV Globo)

Gol 30  – Ferroviário 1×3 Santa Cruz 4/10/2020

O 30º gol de Pipico pelo Santa Cruz foi fruto de uma parceria de sucesso com Toty. O lateral-direito observou a movimentação do camisa 9 e cruzou no ponto futuro, com o artilheiro chegando para ir às redes na vitória por 3 x 1 em cima do Ferroviário, em Horizonte-CE.

Pipico aproveita passe de Toty e fuzila para o gol (Imagens: DAZN)

Gols 31 e 32  – Santa Cruz 2 x 1 Paysandu 11/10/2020

Pipico recebeu mais uma boa assistência de Toty no último final de semana, na vitória por 2 x 1 em cima do Paysandu, no Arruda. Aproveitou o bom cruzamento e mandou de cabeça para dentro da meta de Gabriel Leite.

Pipico marca em mais um passe de Toty (Imagens: DAZN)

No segundo gol diante dos paraenses, Pipico mostrou que o posicionamento é mais importante que a altura ao marcar mais um de cabeça após cobrança de escanteio de Leonan, que deu sua primeira assistência com a camisa do Santa.

Pipico se infiltra entre os marcadores e faz seu 32º gol pelo Santa (Imagens: DAZN)

Neste sábado (17), Pipico tem a chance de ampliar sua marca e ultrapassar Léo Gamalho, se tornando o terceiro maior artilheiro do Santa Cruz na década. A Cobra Coral enfrenta o Treze, em Campina Grande, pela 11ª rodada da Série C.

*Com informações do analista Anderson Santana

O que esperar taticamente de Júnior Tavares no Sport?

Júnior Tavares chega ao Sport para suprir uma lacuna deixada pelas atuações irregulares de Sander e Juba. Lateral-esquerdo de origem mas versátil, ele pode atuar também no meio-campo, como no Portimonense-POR, seu último clube. Com Tavares, o time de Portimão costumava se postar no 4-3-3.

Portimonense no 4-3-3 com Tavares de ponta (Feito no Tactical Pad)

Atuando no meio de campo do Portimonense, Tavares marcou seu primeiro e único gol como profissional, no duelo com o Benfica, pelo Campeonato Português. Ele aproveitou o rebote da defesa dos Encarnados e acertou um lindo chute para estufar as redes do goleiro Vlachodimos.

Se jogar no meio de campo no Sport de Jair Ventura, Tavares pode protagonizar uma dobradinha com Sander ou Juba pelo lado esquerdo, auxiliando na circulação de bola e na criação de jogadas.

Sport com Tavares de Ponta (Feito No Tacitcal Pad)

Júnior Tavares tem um bom aproveitamento nos passes, chegando a deixar os companheiros na cara do gol em algumas ocasiões. Contra o Sporting, ele deu belo lançamento para o colombiano Jackson Martínez, que só não marcou por conta de uma ótima defesa do goleiro.

Pela Primeira Liga 2019/2020, Tavares deu 546 passes, com 449 completos (82%). Defensivamente, tentou 32 desarmes e conseguiu 22 (69%). Por outro lado, ele não conseguiu nenhuma assistência, o que é ruim para um lateral.

Números de Júnior Tavares na temporada 2019/2020 (Por João)

Antes do Portimonense, Tavares teve uma rápida passagem pela Itália. Na Sampdoria-ITA, ele atuou como lateral-esquerdo no 4-4-2 adotado pelo treinador Marco Giampaolo. Porém, não foi muito aproveitado no time de Gênova, disputando apenas três jogos.

O 4-4-2 da Sampdoria com Júnior Tavares de lateral (Feito no Tactical Pad)

Pela Sampdoria, em 2019, Júnior Tavares jogou ao lado de um dos grandes nomes do futebol italiano: Fabio Quaglierella, hoje com 37 anos. Tavares chegou a dar bom passe para o craque contra o Chievo, mas o gol não saiu.

Passe de Tavares para Quagliarella (Feito no Klipdraw)

Júnior Tavares viveu seus melhores dias no futebol vestindo a camisa do São Paulo. Entre 2016 e 2018, ele deu três assistências e era peça importante no no 4-3-2-1 ou 4-4-2 adotado por Rogério Ceni – também trabalhou com André Jardine durante este recorte.

Tavares no São Paulo de Rogério Ceni (Feito no Tactical Pad)

Quando o São Paulo se defendia no 4-4-2, Tavares demonstrou obediência tática para recompor na primeira linha de defesa. Se repetir isso no Sport, pode ser bem útil ao estilo de jogo imposto por Jair Ventura.

Júnior Tavares recompondo na primeira linha (Feito no Klipdraw)

Tendo a bola, Tavares também se destacou no São Paulo, onde deu assistências e alguns passes decisivos. Contra o Grêmio, em 2017, ele voltou para armar o jogo e acertou um lindo lançamento para o companheiro e o gol por pouco não saiu.

No ataque, Júnior Tavares também tinha sua importância tática e técnica. Atuando aberto pela esquerda, ele deu boas opções de passe no São Paulo, sempre com muita intensidade para quebras as linhas defensivas do adversário.

Tavares dá opção de passe pela esquerda (Feito no Klipdraw)

Como todo bom lateral que se preze, Júnior Tavares tem um bom aproveitamento em cruzamentos na área. Diante do Botafogo-SP pelo Campeonato Paulista, ele colocou a bola na cabeça de Gilberto, que completou para o fundo das redes.

Júnior Tavares cruza na cabeça de Gilberto (Feito no Klipdraw)

Além dos passes por cima, Tavares já deu ótimos passes pelo chão no São Paulo. No frame abaixo, fez grande jogada pela esquerda e deixou Marcinho na boa para marcar contra o Atlético-MG pelo Brasileirão.

Tavares dá ótimo passe para Marquinhos (Feito no Klipdraw)

Júnior Tavares pode ser uma boa opção para o Sport, também, em cobranças de falta ou escanteio, caso Thiago Neves não esteja apto. Ele era um dos principais encarregados na bola parada no São Paulo e foi assim que acionou Gilberto, contra o Corinthians, em 2017.

Tavares cobra falta com precisão na grande área (Feito no Klipdraw)

Em 2016, antes do São Paulo, Júnior Tavares teve rápida passagem no Joinville, clube onde disputou oito jogos. Sua primeira aparição no futebol foi pelo Grêmio, em 2015, subindo para o time profissional a chamado de Luiz Felipe Scolari para atuar no Gauchão.

Disposição tática do Grêmio de Scolari com Tavares (Feito no Tactical Pad)

Ainda muito jovem, Tavares não conseguiu ter bons números no ataque por ter mais obrigações defensivas com Felipão. Mesmo assim, também falhou na defesa, levando algumas bolas nas costas, como contra o Avenida.

Tavares vacila e leva bola nas costas (Feito no Klipdraw)

Texto e análise: Felipe Holanda

Fontes: Transfermarket e Infogol