Santa Cruz na Copa do Brasil: como joga taticamente o Cianorte

Por: Felipe Holanda

O jogo do milhão. Em busca de garantir cifras valio$as para os cofres corais, o Santa Cruz encara o Cianorte com um único objetivo: vencer e seguir vivo na Copa do Brasil. Confronto acontece nesta terça-feira (13) às 19h, no Estádio Albino Turbay, em Cianorte, pela segunda fase do torneio nacional. Quem vencer, avança. No caso de empate, o classificado será decidido nos pênaltis.

Após eliminação vexatória no Nordestão, a Cobra Coral mira recuperação imediata e não pode perder tempo. Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais formações táticas, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Leão do Vale.

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Os paranaenses vão para o embate com força máxima. Inclusive, contam com o retorno de seu principal destaque: Wilson Jr, que estava lesionado. Mas o substituo, Henrique Pachu, vem dando conta do recado e colocou uma dúvida para o técnico João Burse definir os titulares. Pachu deve começar jogando. Independente das peças, a alternativa mais utilizada é um 4-3-3 com variações para o 4-2-3-1, sempre bem compactado entrelinhas.

Provável formação inicial do time de Burse (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Para falar do ataque, é importante destacar a marcação alta executada pelo Cianorte. Variando entre um 4-1-3-2 e o 4-2-4 no terço final do campo, o Leão do Vale consegue “engessar” a construção de bola do adversário e tem boas chances de desarmes ou um erro forçado de passe. Foi o que aconteceu logo no início do confronto movimentado com o Londrina, que terminou empatado em 3 x 3.

Marcação paranaense em bloco alto (Imagem: TV LEC)

Tendo a bola, a tendência é explorar um 4-1-3-2 com muita movimentação e amplitude na penúltima linha, mantendo a boa compactação. O ponto mais forte é pela direita, principalmente com Michel, o lateral que mais apoia do time. Por lá, os comandados de Burse iniciam boa parte de suas jogadas, com Calabrês centralizado.

Organização ofensiva do Cianorte (Imagem: TV LEC)

“Volantes também gostam de chegar, tanto que Morelli já marcou gol. O Sávio (reserva), fez o gol da classificação na Copa do Brasil contra o Paraná Clube. Ou seja, vale ficar atento neste ponto também. É um time muito voluntarioso e raçudo. Ótima bola alçada na área. Quase não erra neste quesito” (cruzamentos, escanteios, chuveiradas).

Martins Neto, repórter da Massa FM

Outra possibilidade na transição ofensiva é formar um 4-2-3-1 bem definido, com Calabrês recuando ao lado de Zé Vitor e Everton Morelli fincando mais por dentro, encarregado de criar as jogadas cianortinas e puxar a marcação rival.

Mais uma investida pela direita do Cianorte (Imagem: TV LEC)

COMO DEFENDE

A principal alternativa sem a bola, além de marcar alto, é pressionar o portador para tentar o desarme. Quando isso não acontece, o Leão forma um 4-5-1, tendo apenas Pachu mais à frente e o meio de campo bem povoado para minimizar espaços.

Cianorte fechadinho na defesa (Imagem: TV LEC)

Everton Morelli é, de fato, o motorzinho da equipe. Apesar de fixar como volante, se movimenta bastante e chega a se unir a Pacho, no ataque, em momentos de recomposição, formando um 4-4-2. No caso do 4-3-3, Grafite fica mais recuado fechando o lado esquerdo.

Paranaenses com Grafite dando o primeiro combate (Imagem: TV LEC)

“O time de certo modo tem destaque coletivo. Bem organizado, linhas bem definidas. Defesa bem postada e que já joga junto faz tempo. Só saiu atrás do placar em uma ocasião na temporada. Foi contra o Londrina, mas mostrou reação e virou para 3 x 1. Este jogo, na casa do adversário, terminou 3 x 3. Apesar do vacilo no final, mostrou que não se abala”

Martins Neto, repórter da Massa FM

PARA FICAR DE OLHO

Michel (LD): Uma das principais válvulas de escape do time, Michel tem profundidade e costuma ser incisivo pela direita. Com ele, o Santa Cruz precisa tomar cuidado, já que o lateral-esquerdo Alan Cardoso sobe bastante. Uma opção seria a entrada de Célio Santos para dar mais solidez no setor.

Everton Morelli (MEIA): Como dito acima, é quem dá o gás no Cianorte. Tem bom senso de marcação e sabe se posicionar corretamente entrelinhas, seja com ou sem a posse. Morelli já tem um gol marcado na temporada, que aconteceu na vitória por 2 x 0 sobre o Cascavel pelo Estadual.

Henrique Pachu (ATA): Com quatro gols em três jogos, a tendência é que Pachu seja mantido entre os titulares contra a Cobra Coral. O atacante tem o faro de gol apurado e não costuma perder boas chances. Merece uma atenção mais do que especial dos tricolores.

Créditos da foto principal: Diego Menegon/Cianorte FC

Timbatível: análise Retrô 1 x 4 Náutico

Por: Anderson D’wirvelle

Imparável, imbatível. Outra vez absoluto, o Náutico goleou o Retrô por 4 x 1 neste domingo (11), na Arena de Pernambuco, pela sexta rodada do Campeonato Pernambucano, acumulando mais um placar elástico. Agora, precisa manter o ritmo para coroar a grande fase com a conquista do Estadual.

Na escalação, Guilherme dos Anjos seguiu na toada do pai, Hélio, e foi com força máxima: um 4-2-3-1 incisivo e recheado de movimentações. A novidade foi a estreia de Wagner como titular, formando dupla de zaga com Ronaldo Alves, enquanto Djavan se manteve na cabeça de área ao lado de Rhaldney.

Formação inicial dos alvirrubros na Arena (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Montado no seu mais que habitual 4-2-3-1, o time da Rosa e Silva pressionou muito a saída do Retrô, conseguindo algumas estocadas e pegando o adversário desorganizado. Em uma dessas roubadas, Erick achou Kieza, que só precisou de dois toques para definir e marcar o seu 7º gol na competição.

Pouco tempo depois, Vinícius escapou bem pelo lado esquerdo – onde inclusive teve muito espaço para jogar no primeiro tempo -, rolou a bola para Jean Carlos, que acertou o ângulo de Jean, mais um bonito gol: 2×0.

Mesmo com dois gols de vantagem, Timbu mantém o 4-2-3-1 para sufocar a Fênix (Imagem: Rede Globo)

O Timbu seguiu dono do jogo, volume ofensivo enorme e boa intensidade na marcação, troca de passes e movimentações ofensivas. Todos esses quesitos foram fundamentais no terceiro gol. Vinícius de novo arrancou pela esquerda, dessa vez tocou para Kieza, que devolveu o passe e o camisa 11 definiu bem só tirando do goleiro da Fênix.

Na volta do intervalo, Nilson realizou três alterações que instantaneamente deram resultado e o time de Camaragibe já melhorou no jogo. Mathaus conseguiu marcar melhor a ponta esquerda do Timbu e, também chegou algumas vezes ao ataque. Numa dessas chegadas, o lateral cruzou para Gelson marcar o gol dos mandantes.

Após o gol tomado, parece que o Náutico tomou um choque e o alvirrubro já voltou pro jogo. Tomou conta da partida de novo e sofreu pouco. A reação veio dos pés de Vinícius, um dos melhores em campo, que fez o terceiro gol Timbu.

Em vantagem e com a entrada de Giovanny, o Náutico passou a explorar um 4-3-1-2, com o recém entrado ao lado de Kieza no ataque. Numa das jogadas desta dupla, veio o quarto. Giovanny cruzou, Jean espalmou mal e Bryan só completou para o gol completamente vazio.

Alvirrubro postado antes do quarto gol (Imagem: Rede Globo)

Um sonoro 4×1 em mais mais atuação consistente e o “Timba” passa bem pelos seus dois primeiros desafios mais complicados na temporada. Agora, o líder e 100% enfrenta o Santa Cruz, no próximo domingo (18), nos Aflitos, às 16h.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

O último ato do capitão: análise Santa Cruz 0 x 1 Botafogo-PB

Por: Felipe Holanda

Fim de uma Era. No jogo em que pendurou as chuteiras, Danny Morais atuou por poucos minutos, mas roubou os holofotes. O capitão foi até capaz de ofuscar a fraca atuação o Santa Cruz, que se despediu da Copa do Nordeste em clima de velório após derrota por 1 x 0 para o Botafogo-PB neste sábado (10), no Arruda, pela última rodada da fase de grupos.

Na escalação, Danny tinha cadeira cativa. Com ele, o técnico João Brigatti exploprou um 4-2-3-1, dando chances a Péricles e Vinícius Balotelli na penúltima linha, ao lado de Madson. Pipico foi poupado, com Léo Gaúcho sendo a referência de ataque, além de Derley e Elicarlos na cabeça de área.

Formação inicial do Santa, com Danny (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

Quando a bola rolou, a despedida foi curta, com menos de dez minutos. Enquanto esteve em campo, Danny atuou como zagueiro central pela direita, que é como vinha jogando nos últimos dias como jogador. Nessa posição, era fundamental utilizando uma saída de 3, ao lado de Elicarlos, que recuava, e Célio Santos, mais à esquerda.

Danny, com a bola, participando da construção coral (Imagem: Nordeste FC)

Wiliam Alves foi o sucessor do ídolo, tanto na posição como na faixa de capitão. Se a defesa estava sob comando, o ataque ainda era pouco produtivo. O Santa rondava a área do Botafogo, mas não conseguia levar perigo de fato, exceto por uma finalização de Derley, que saiu acima da meta paraibana.

O Belo respondeu pouco depois, mas Eli travou o chute de Clayton e conseguiu o desarme. Mais tarde, foi a vez de Jordan voar bonito e salvar a Cobra defendendo a cobrança de falta de Marcos Aurélio, deixando um sinal de alerta para os corais.

Mas foi daí a pior. Na etapa final, o Botafogo dominou as ações, encurralando a equipe de Brigatti na defesa. Enquanto o Mais Querido se defendia no 4-4-2, o adversário fazia seu jogo pelos lados e construía jogadas verticais.

Equipe de Brigatti de defendendo com duas linhas espaçadas de quatro (Imagem: Nordeste FC)

O gol, que parecia questão de tempo, aconteceu. Após bola levantada na área, Lucas Gabriel ficou com a sobra e fuzilou Jordan de perna esquerda: Belo 1 x 0. As entradas de Marcel e Karl, nas vagas de Léo Gaúcho e Eli, na sequência, não surtiram efeito.

Esboçando uma reação, Chiquinho, que havia entrado no intervalo, passou a se movimentar mais. Numa dessas investidas, cruzou na área para Léo Gaúcho, mas o goleiro Felipe interveio. Jordan ainda fez milagre para evitar o segundo gol.

Créditos da foto principal: Rafael Melo/Santa Cruz

Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima: Ceará 3 x 0 Salgueiro

Por: Felipe Holanda

Mesmo eliminado, o Salgueiro tem motivos para deixar a torcida sertaneja orgulhosa. Chegando vivo até a última rodada da Copa do Nordeste, o Carcará foi derrotado por 3×0 para o Ceará neste sábado (10), no Castelão, em Fortaleza, mas caiu de pé, como o pernambucano mais bem colocado na Lampions.

A desclassificação faz o Tricolor terminar o regional na 6ª posição do Grupo B e somando oito pontos. O próximo compromisso agora será no Campeonato Pernambucano e já nesta quarta-feira (14), diante do Vera Cruz, em partida atrasada da 4ª rodada, às 15h na Arena de Pernambuco.

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Para o confronto, Daniel Neri optou por não alterar o aspecto tático de praxe, mantendo o 4-3-3 já habitual. Dessa vez, porém, voltou com Leozão e Ranieri na zaga, enquanto Aruá foi escolhido para ocupar o espaço de Moreilândia e Emanuel o de Alison, ambos vetados pelo departamento médico.

Salgueirenses foram mantidos no 4-3-3 para enfrentar os alvinegros (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Nos primeiros minutos, o Carcará não se intimidou com o bom time do Ceará e tentou impor seu ritmo de jogo. Faltava, porém mais profundidade e toques rápidos para colocar o atacante Ciel, na referência, em boas condições para o arremate. Dessa forma, o alvinegro respondia à altura, começando a construir superioridade em campo.

Vendo o ímpeto rival, Daniel Neri resolveu explorar uma linha de 5 para segurar as investidas da equipe de Guto. A estratégia funcionava e forçava o Vozão a fazer suas jogadas pelos lado, abusando das bolas aéreas. Mas foi justamente pelo alto que veio o primeiro gol. Vina cobrou escanteio, Lucas falhou, e Gabriel Silva completou de cabeça para abrir o placar no Castelão.

A resposta veio com Ciel que, mesmo bem marcado, conseguiu dar assistência para Emanuel finalizar com perigo no fim do primeiro tempo. Richard se esticou todo e fez grande defesa, evitando o empate sertanejo. Serviu, ao menos, para mostrar que o Salgueiro ainda estava vivo na partida.

Tricolor do Sertão se fechou com linha de 5 para segurar alvinegros (Imagem: Nordeste FC)

No segundo tempo, Neri optou por não voltar com mudanças, mas seguiu no ataque. A primeira boa chance foi quando a bola ficou viva na pequena área e Ciel não conseguiu completar para finalizar; a sobra caiu no pé de Leozão e o artilheiro salgueirense chutou mascado, vendo Richard sair bem da meta e intervir.

Para tentar permanecer presente ao setor ofensivo e de fôlego renovado, já que vinha tomando alguns sustos, o comandante dos tricolores promoveu a entrada de Cássio Ortega no lugar de Emanuel. Apesar de estar compactado na defesa, porém, acabou dando espaço e Felipe Vizeu – que acabara de ir a campo – bateu de fora da área e ampliou a vantagem.

Com a marcação cansada e sem criatividade ao atacar, o Carcará foi vendo o Vozão valorizar o resultado e jogar no seu erro. Héricles e Juan Kelsen ainda foram acionados nas vagas de Tarcísio e Bruno Sena, respectivamente, mas o sistema defensivo voltou a falhar pelo alto: Vina cobrou escanteio no meio da área e, livre, Luiz Otávio completou com cabeceio.

Defesa pernambucana ficou mais frágil com o resultado negativo (Imagem: Nordeste FC)

Créditos da foto principal: Pedro Chaves/FCF

Morreu, mas levou um: análise Treze 2×2 Sport

Por: Mateus Schuler

Morreram abraçados. Se o Sport não conseguiu voltar a vencer, ao menos conseguiu eliminar o Treze, adversário deste sábado (10), em Campina Grande, pela 8ª e última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. O Leão abriu dois gols no primeiro tempo, enquanto o Galo reagiu e chegou ao empate, mas não foi capaz de avançar ao mata-mata.

O resultado faz o time leonino encerrar sofrendo a primeira eliminação ainda na primeira fase em toda história, ficando na vice-lanterna do Grupo B com seis pontos. A próxima partida já é nesta quarta-feira (14), às 21h30, diante do Vitória na Ilha do Retiro, válida pela 6ª roada do Campeonato Pernambucano.

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Novamente sob o comando de César Lucena, interinamente, os rubro-negros foram a campo com uma equipe considerada reserva. Mesmo assim, seguiu no 4-2-3-1 utilizado nos últimos jogos, mas dessa vez com mais criatividade e maior presença ofensiva, tendo apoio dos laterais e blocos altos povoando a defesa alvinegra.

Time da Praça da Bandeira manteve postura tática dos últimos duelos (Feito no TacticalPad)

COMO FOI

Diferente dos últimos jogos, o modelo de jogo implementado pelo Leão teve maior destaque do ataque e, não por acaso, resultou em gol antes mesmo dos primeiros dez minutos. Júnior Tavares avançou bem pela esquerda e viu a movimentação de Mikael na pequena área, fazendo o cruzamento preciso na cabeça do centroavante, que testou no fundo do barbante.

Seguindo intenso e no 4-2-3-1, com os dois laterais sendo muito presentes à zona ofensiva, o Sport ampliou a vantagem no placar logo em sequência. Em boa triangulação, Júnior Tavares achou Gustavo pelo meio, que dominou e já serviu Ewerthon; com liberdade, o lateral-direito entrou na marcação e tocou na saída de Jeferson.

Com o resultado dando mais tranquilidade, os leoninos continuaram no erro do Treze e chegaram perto do terceiro tento com Maxwell, porém o chute foi para fora. No lance seguinte, Júlio Ferrari fez boa jogada pela direita e cruzou na área; Ewerthon afastou mal e a bola caiu no pé de Kleiton Domingues, que explorou desatenção e emendou belo chute para diminuir, mas sem chegar ao empate.

Leoninos foram intensos ofensivamente durante primeira etapa (Imagem: Nordeste FC)

Para o segundo tempo, César voltou sem mudanças, mantendo a postura da etapa inicial. Já Marcelinho, por sua vez, promoveu alterações no time, o que deu novo ânimo, contudo inicialmente não mostrou efetividade. Com solidez na marcação, o Sport povoou o meio-campo e fechou espaços para que os paraibanos não infiltrassem.

Com duas linhas bem definidas, os rubro-negros iam segurando o ritmo dos alvinegros e a aposta para atacar foi o contra-ataque. Dessa maneira, teve a oportunidade de balançar a rede trezeana em dois momentos; no primeiro, o goleiro Jeferson parou belo chute de Maxwell e o rebote, em impedimento, de Thiago Lopes.

Para tentar renovar o fôlego da equipe pernambucana, o treinador interino fez três substituições: saíram Mikael, Gustavo e Ewerthon para as entradas de Dalberto, Mateusinho e Márcio Araújo, respectivamente. No primeiro descuido da defesa, entretanto, João Leonardo completou cruzamento na área e fez o placar ficar igual. Na reta final, Chico tentou em cabeceio e parou no camisa 1 do Galo, enquanto Thiago Lopes acertou a trave, mantendo o empate até o fim.

Rubro-negros se defenderam com duas linhas e blocos médio-baixos (Imagem: Nordeste FC)

Crédito da foto principal: Jefinho Cariri/Treze FC