Açucaradas: análise Sport 1 x 0 Doce Mel

Por: Mateus Schuler

“Adocica, BB, adocica”. O Sport venceu o Doce Mel, neste domingo (3), com gol em cobrança de falta açucarada de Débora BB e largou na frente pela classificação às quartas de final da Série A-3 do Brasileiro Feminino. Jogo de volta, no qual as leoninas jogam pelo empate, acontece no próximo sábado (9), às 15h, no Waldomiro Borges em Jequié.

A equipe entrou em campo sem novidades na escalação. Por conta da boa atuação na vitória sobre o Náutico, que assegurou a classificação, as rubro-negras foram com as mesmas jogadoras, buscando manutenção e dar mais sequência ao time. Dessa maneira, o 4-2-3-1 de flertes constantes ao 4-3-3 foi mantido.

Formação das pernambucanas frente ao time de Jequié (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Assim como no clássico frente às alvirrubras, a partida começou tendo muita intensidade do Sport, que conseguiu levar perigo logo no início. Layza chutou colocado de fora da área e Paloma defendeu sem sustos, dando indícios de como seria o decorrer da partida. A pressão persistiu durante boa parte dos primeiros 45 minutos, mas faltou criatividade no meio para poder chegar ao ataque.

Formando um 4-3-3 quando tiveram a bola, as Leoas continuaram insistindo e só voltaram a assustar a meta das baianas nos minutos finais do primeiro tempo. Após boa troca de passes no ataque, Débora BB tabelou com Layza e invadiu a pequena área, finalizando para um verdadeiro milagre da goleira, que evitou a abertura do placar.

Imposição rubro-negra não surtiu efeito no primeiro tempo (Imagem: Eleven Sports)

Apesar de precisar corrigir erros durante a etapa final, a treinadora Regiane Santos não fez nenhuma mudança, o que fez o Doce Mel ficar mais afoito e passar a buscar o resultado fora de casa. Assim, chegou muito perto de ir às redes quando a experiente zagueira Tânia Maranhão completou cobrança de escanteio e parou num milagre de Jana.

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Se fechando com duas linhas de 4, assim como na primeira metade do jogo, as leoninas passaram a fechar melhor os espaços e neutralizar as investidas rivais. E o falso domínio das visitantes gerou as primeiras mudanças: saíram Ísis e Gessica para as entradas de Vanessinha e Íris, dando maior mobilidade ao setor ofensivo.

Compactação das pernambucanas em fase defensiva (Imagem: Eleven Sports)

Se faltou poder criativo ao ter a posse, a bola parada surgiu como opção. E a alternativa foi exitosa. Da intermediária, Débora BB bateu falta com perfeição e fez um golaço, dando novo ânimo à torcida presente à Ilha do Retiro. Assim se manteve, já que Vanessinha finalizou forte e parou numa intervenção de dois tempos.

Tentando permanecer intensa para sacramentar logo a vitória, o time rubro-negro passou a performar um 4-2-4, tendo a meia mais armadora junto às extremas e a centroavante. Ainda assim, quem ficou próximo de balançar a rede foram as adversárias quando Tainá desarmou Jana Micka, que cochilou na defesa, driblou a goleira Jana e mandou para fora, perdendo gol incrível e garantindo o triunfo leonino.

Leoas ainda buscaram ampliar, mas sem êxito (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Sandy James/Sport

Santa Cruz na Série D: como joga taticamente o Juazeirense

Por: Ivan Mota

Fogo cruzado. Embrasado, o Santa Cruz encara o Juazeirense em jogo de seis pontos para se manter na zona de classificação do Grupo A4 da Série D do Campeonato Brasileiro. Confronto entre nordestinos acontece neste domingo (3) às 16h, no Arruda, pela antepenúltima rodada da primeira fase.

Separamos tudo sobre o próximo adversário tricolor: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, jogadores para ficar de olho e muito mais do Cancão de Fogo.

O TIME

Três novidades. Tendo duas baixas e um retorno, os baianos chegam para a quarta escalação diferente na quarta partida com Agnaldo Liz no comando. Sem as presenças do volante Patrik, ainda lesionado, e Clébson, suspenso, o Juá tem a volta de Nildo Petrolina após cumprir suspensão justamente como o armador no 4-2-3-1.

Provável formação inicial do Juazeirense diante do Mais Querido (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com apenas sete gols em 11 rodadas, a Juazeirense possui o pior ataque do Grupo A4. A falta de organização das suas jogadas ofensivas pode explicar o baixo número, com muitos jogadores atuando fora da posição de origem. O time costuma iniciar suas jogadas numa saída 4+1 com alternância entre os volantes ao se aproximarem da primeira linha.

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Saída de jogo 4+1 dos baianos para iniciar suas ações ofensivas (Imagem: InStat TV)

Outra opção é formar o 4-2-3-1 de base apoiado dos laterais, principalmente Dadinha pelo lado direito. O camisa 21 sempre avança nos lances ofensivos do Cancão de Fogo, auxiliando tanto os extremos, como o centroavante. Um dos volantes também pode atuar mais adiantado, tendo ainda a presença de Waguinho na contenção.

Juazeirense atacando na manutenção do sistema-base (Imagem: InStat TV)

COMO DEFENDE

Os números defensivos são consideravelmente melhores que os ofensivos. O time de Juazeiro tem média de um gol sofrido por jogo, sendo seis desses 11 quando atuou fora de seus domínios. Em certas situações pode se defender no seu 4-3-3 original, com o trio mais avançado não participando da ação, mas deixando o meia de ligação, nesse caso Clébson, recuar para atuar ao lado dos volantes.

Cancão de Fogo se defende no 4-3-3 (Imagem: InStat TV)

Em outros momentos, o time canconero também pode defender no 4-2-3-1 de base, deixando apenas o centroavante sem tarefas defensivas. Os pontas retornam para formar a linha de três ao lado do meia, atuando na frente da dupla de volantes de forma compacta, buscando povoar bastante o meio e fechar os espaços.

Equipe de Juazeiro fechada na tática-base (Imagem: InStat TV)

PARA FICAR DE OLHO

Dadinha (LD) – Velho algoz. Campeão Pernambucano pelo Salgueiro contra o Santa Cruz, Dadinha é uma das principais peças da equipe. Com um gol e uma assistência na Série D, o lateral-direito também se destaca pelo poder ofensivo, sempre chegando no campo de ataque em velocidade e, muitas vezes, atuando mais centralizado no meio-campo.

Escuro (VOL) – Elemento surpresa. Escuro é mais um que tem passagem pelo futebol de Pernambuco. O volante de 28 anos iniciou a carreira no Vitória das Tabocas e atuou por Vera Cruz, Sete de Setembro, Afogados e Retrô antes de chegar aos baianos. Com facilidade para chegar ao ataque, tem um gol na competição e pode ser uma das armas de Agnaldo Liz.

Deysinho (PD) – Velocidade pela ponta. O baixinho de 30 anos é outro nome importante no esquema do Cancão de Fogo, podendo atuar pelos dois lados do campo e também mais centralizado quando preciso. Com dois gols em 10 jogos, é o jogador que mais balançou as redes pela Juazeirense nesta Série D.

Créditos da foto principal: Bruno Lopes/Juazeirense

Desentalando o grito: análise Náutico 3 x 1 Novorizontino

Por: Mateus Schuler

Fim de seca. Após mais de dois meses sem vencer como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro, o Náutico voltou a fazer a alegria da torcida nos Aflitos. Neste sábado (2) diante do Novorizontino, pela 16ª rodada, o Timbu venceu por 3 x 1, com dois gols marcados por Richard Franco e outro por Pedro Vitor; Cléo Silva descontou.

Novidade. Sem João Paulo, suspenso, o técnico Roberto Fernandes modificou o sistema tático da última rodada, montando o Timba com uma linha de 4 na defesa. Tendo ainda Jean Carlos e Richard Franco revezando na armação, o esqueleto tático foi o 4-3-3, além dos retornos de Lucas Perri ao gol e Victor Ferraz ao meio-campo.

Escalação inicial dos alvirrubros diante dos paulistas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Avassalador. O Náutico começou o jogo a mil por hora, demonstrando estar disposto a encerrar a sequência negativa. Antes mesmo do relógio chegar a cinco minutos, Pedro Vitor cruzou rasteiro na pequena área e Geuvânio parou em boa defesa de Frigeri. Na sobra, porém, Franco teve bom posicionamento e só completou para o gol livre.

Impondo-se num 2-5-3, que alternou ao 3-4-3 conforme a posição de João Lucas, o Timbu não deu trégua ao Novorizontino e ampliou a vantagem logo em sequência. Thássio fez tabela com Jean Carlos e cruzou na pequena área tentando encontrar alguém, mas parou em Pedro Vitor, que dominou, puxou para a perna direita e bateu no ângulo, tirando do alcance do goleiro.

Imposição alvirrubra no início da partida (Imagem: SporTV/Premiere)

A vantagem segura deu tranquilidade tanto a Roberto Fernandes, como seus comandados, que passaram a valorizar mais a posse e apostar nos erros do Tigre para ampliar. Quando tudo pareceu estar em paz, Ralph saiu lesionado sentindo dores na coxa, tendo Djavan em seu lugar. Mas foi apenas um susto. Pouco depois, Geuvânio recebeu de Franco pela direita e finalizou próximo ao poste direito adversário.

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Fechando as possibilidades de investida dos paulistas num 5-3-2 com flertes ao 5-4-1, o Timba conseguiu controlar bem o ritmo e fechou a porta na cara, bloqueando bem os espaços. Ofensivamente, voltou a chegar apresentando intensidade e quase fez mais um: Jean Carlos foi servido por Franco no lado direito e finalizou forte para boa intervenção do arqueiro aurinegro. Depois, o chute obteve êxito; João Lucas avançou pela esquerda e finalizou mascado, contudo Franco pegou sobra na pequena área e emendou semi-voleio para o fundo do barbante.

Compactação pernambucana sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Para o segundo tempo, Geuvânio acabou sacado por dores nas costas e foi sacado do time; Niltinho entrou em seu lugar. E o primeiro bom lance veio do substituto. Franco lançou em profundidade para Niltinho, que se enrolou com a bola inicialmente, mas ganhou da marcação e bateu sem força. Frigeri não segurou e viu a bola morrer dentro de sua meta, entretanto a arbitragem deu impedimento do camisa 23.

Saindo num jogo apoiado, tendo os volantes ajudando o trio de zaga, o time pernambucano formou um 3+2 para dar liberdade aos alas de adiantarem e propor maior ritmo. Assim, Roberto Fernandes promoveu também a entrada de Rhaldney no lugar de Franco, fazendo Jean Carlos focar mais na criação e ter segurança no meio-campo.

Organização do Timbu para construção ainda no campo de defesa (Imagem: SporTV/Premiere)

A partida foi ficando sem muita emoção, principalmente pela vantagem que o Timba construiu ao longo do duelo. Apesar disso, o Tigre passou a ir para o ataque tentando ao menos esboçar reação pelo gol de honra. E conseguiu. A marcação alvirrubra ficou desatenta em lateral levantado na pequena área, Quirino fez bom pivô e Cléo Silva bateu colocada no canto esquerdo.

Variando entre 4-4-2 e 5-3-2 ao ficar sem a bola, a equipe de Rosa e Silva foi mais cautelosa depois do susto. Fechou melhor os espaços, inclusive com as saídas de João Lucas e Victor Ferraz, cansados, por Diego e Júnior Tavares, o que manteve a proposta defensiva até o fim, garantindo a quebra do jejum de vitórias.

Compactação defensiva durante o segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Classificado: análise Globo 1 x 2 Retrô

Por: Mateus Schuler

Com autoridade. Dependendo de suas forças, o Retrô fez nova vítima na Série D do Campeonato Brasileiro e avançou antecipadamente ao mata-mata. Líder do Grupo A3, a Fênix bateu o Globo por 2 x 1 no Barrettão, neste sábado (2), em Ceará-Mirim pela 12ª rodada. Os gols foram marcados por Matheus Serafim e Mascote, enquanto Gustavinho descontou.

Para a partida, os pernambucanos tiveram apenas uma mudança do duelo frente ao América-RN na Arena de Pernambuco na última rodada. A lateral direita, antes ocupada por Yuri Bigode, agora teve a presença de Felipinho, contratado junto ao Campinense, mantendo o 4-3-3 já tradicional na equipe azulina.

Escalação inicial retroense contra os potiguares (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

O confronto começou bastante movimentado dos dois lados, mas ambos se estudando, já que não conseguiram ser criativos o suficiente para chegar ao ataque com perigo. Ainda assim, as primeiras boas chances foram do Retrô, mesmo fora de casa. Numa delas, Charles bateu escanteio na segunda trave e Gustavo Ermel encostou para Mascote completar de bicicleta para defesa segura de Mizael.

Pouco depois, o melhor momento da Fênix veio quando Mascote recebeu na pequena área e deixou de calcanhar para Gelson, que chegou batendo com muito perigo. Depois, não teve jeito. Apoiado numa saída 3+1, Gustavo Ermel foi servido por Mayk pela esquerda, dominou e cruzou na pequena área para Matheus Serafim; de frente para o goleiro adversário, o camisa 7 mandou de primeira e fuzilou, sem possibilidade de intervenção no último lance da etapa inicial.

Início da transição ofensiva retroense contra os tricolores (Imagem: InStat TV)

Para o segundo tempo, o Globo voltou mais disposto, já os azulinos optaram por jogar no erro, tentando assim sacramentar o resultado o quanto antes. O primeiro bom momento, com isso, foi criado pela Águia, quando Wilker soltou o pé de fora da área e obrigou Jean a fazer defesaça. A evolução rival dentro de campo gerou entradas de Diego Cardoso, Renato e Yuri Bigode nas vagas de Gustavo Ermel, Radsley e Renan Dutra, respectivamente.

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Usando um 4-4-2 de blocos médios/altos para pressionar a saída potiguar e variando ao 4-1-4-1 ao recuar suas linhas, repetindo postura dos primeiros 45 minutos, os pernambucanos foram obrigados a substituir mais uma vez logo em seguida. Com apenas três minutos em campo, Renato foi sacado para a entrada de Rondinelly, sem mexer na estrutura tática. Gustavinho, que nada tinha a ver, cobrou falta que quicou na pequena área e enganou Jean: 1×1.

Marcação mais adiantada dos pernambucanos segurou Águia na etapa inicial (Imagem: InStat TV)

Para tentar se reorganizar nas quatro linhas, os retroenses passaram a ficar no 4-3-3 de base quando atacaram, tendo apenas a dupla de zaga atrás do meio-campo. Apesar da intensidade, faltou criatividade para assustar o gol tricolor, que foi mostrando satisfação pelo empate, pois já não possuía mais como avançar de fase.

Assim, Dico Wooley renovou o setor ofensivo quase por completo ao colocar Giva no lugar de Matheus Serafim, mantendo apenas Mascote. E foi dos pés do artilheiro que saiu mais uma vitória na competição. Mayk fez tabela com Diego Cardoso pela esquerda e levantou na pequena área para o camisa 9, que chegou completando de primeira e garantiu mais três pontos.

Imposição azulina no setor ofensivo (Imagem: InStat TV)

Créditos da foto principal: Felipe Silva/Retrô FC Brasil

Sport na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Mateus Schuler

Palavras cruzadas. Na estreia de Lisca, o Sport cruza o caminho do Vasco para pôr água no chope da festa adversária e se reaproximar do G-4 na Série B do Campeonato Brasileiro. Confronto diante do Cruzmaltino será realizado neste domingo (3) no Maracanã, às 16h, válido pela 16ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais dos alvinegros.

O TIME

Depois de perder a invencibilidade, a última de todas as divisões nacionais, a equipe carioca tem uma modificação já certa e outra por opção do treinador Maurício Souza, ambas na defesa. O zagueiro Anderson Conceição recebeu o cartão vermelho na derrota frente ao Novorizontino e terá Danilo Boza como substituto, enquanto Weverton pode ceder lugar para Gabriel Dias no 4-2-3-1.

Possível escalação dos vascaínos frente aos leoninos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Com modelo de jogo semelhante ao de Zé Ricardo, o time tem Nenê como o responsável por conduzir a maior parte das jogadas ofensivas, sendo quase uma “Nenedependência”. Dos 16 gols marcados pelo Vasco até o momento, o meia-atacante participou diretamente de nove, totalizando assim marca de 56,2%.

Laterais participam e ajudam durante a fase ofensiva (Imagem: Premiere)

Apesar do 4-2-3-1 de base, tendência é a formação do 4-3-3 na construção no ataque, com os laterais auxiliando para dar mais opções de passe, pois o jogo apoiado é a principal característica. Outra alternativa, quando tenta ter mais a posse e quando precisa do resultado, o Cruzmaltino se posta num 4-2-4, tendo amplitude dos extremos.

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Construção do Cruzmaltino geralmente flui pelas beiradas (Imagem: Premiere)

“A equipe é extremamente dependente de jogadas individuais, geralmente dos pés de Andrey, Figueiredo e, principalmente, Nenê. Do ponto de vista coletivo, a organização é muito pobre, deixando muito a desejar. Faltam mais movimentações bem coordenadas, jogo associativo, tabelas e triangulações”

Henrique Monteiro, analista no Scout Vasco

COMO DEFENDE

Donos da terceira melhor defesa, os alvinegros estão no G-4 pela postura ao ficar sem bola. Não por acaso, é a quinta equipe que menos cedeu chutes na direção de sua meta, sendo 60 de 183, equivalentes a cerca de 28%. A mexida no comando técnico resultou em apenas dois gols nos dois jogos disputados, ambos frente ao Novorizontino.

Compactação defensiva em blocos médio/altos (Imagem: Premiere)

“A pior partida nesta Série B foi exatamente a última. O time perdeu o ponto mais forte, justamente a coesão na marcação. Portanto, o torcedor espera que Maurício Souza retorne com a formação ‘tradicional’, já que a solidez defensiva se sobressai ao ataque”

Henrique Monteiro, analista no Scout Vasco

O desenho mais frequente do Vasco, ao ficar sem a posse, é o 4-1-4-1 com os blocos médio/altos, tentando recuperar a posse rapidamente e pressionar os adversários já próximo ao meio-campo. Quando desce mais as linhas, forma um 4-5-1, deixando uma compactação maior para neutralizar tanto troca de passes, como infiltrações entrelinhas

Até o atacante de referência tem obrigações de defender (Imagem: Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Thiago Rodrigues (GOL) – Paredão. Titular em 14 dos jogos do Vasco na Série B, Thiago é um dos principais responsáveis pela solidez defensiva. Sem sofrer gols em nove jogos, o arqueiro só perde para Rafael, do Cruzeiro, no quesito, o que reforça a importância no sistema defensivo. Contratado após atuação de destaque no CSA, em 2021, o goleiro já fez 47 defesas, sendo 21 dentro da área.

Yuri (VOL) – Combativo. Líder da competição em desarmes ao lado de Neto Moura, também do Cruzeiro, o cabeça de área do Cruzmaltino vem sendo o principal jogador com essa característica nos últimos anos da Segundona. Divide ainda o topo de interceptações da equipe junto a Edimar e Anderson Conceição, todos tendo 21 no total.

Nenê (MEI) – O faz-tudo. Prestes a completar 41 anos, Nenê é a referência dos alvinegros na competição, já que tem responsabilidade de criar e, por vezes, concluir as jogadas. Não por acaso, já deu 16 finalizações, marcando quatro gols, dando ainda cinco assistências, sendo o maior garçom do campeonato até agora; já criou também três grandes chances e tem 42 passes decisivos.

Créditos da foto principal: Daniel Ramalho/CRVG