Repatriado: o que esperar de João Erick no Santa Cruz

Por: Ivan Mota

Revelado na base do Sport, João Erick volta a sua terra natal para defender o Santa Cruz. Meio-campista de 23 anos estava no futebol croata e é a 17ª contratação coral para a temporada 2020. João, inclusive, já participou de trabalhos no CT Ninho das Cobras; contrato com o Mais Querido tem duração até o final da temporada.

O Pernambutático destrincha o que esperar do novo reforço tricolor, com principais características, números, um Raio-X da carreira, e como Erick pode se encaixar no esquema de Leston Júnior

O QUE ESPERAR TATICAMENTE

João Erick pode ser considerado originalmente um volante mais defensivo. Ele tem papel importante na recomposição, ajudando quando sua equipe sofre investidas dos adversários. Geralmente atuando pelo lado direito, procura fechar espaços para evitar infiltrações e passes. Nesse caso, ele aparece formando uma linha de quatro com outros homens de meio campo, num 5-4-1.

João Erick ajudando na recomposição no 5-4-1 (Imagem: Arena Sport)

No Arruda, João Erick chega para assumir a titularidade na cabeça de área, mas não tem presença garantida. A priori, o pernambucano brigaria por uma posição com Rodrigo Yuri para atuar ao lado de Gilberto no círculo central; Caetano e Matheus Lira também são opções para o setor.

Provável escalação com João Erick entre os 11 (Feito no Tactical Pad)

Apesar da qualidade com os pés, João também acumula bons números nos desarmes, quesito que pôde ser visto no Croatia Zmijavci, seu último clube. Costuma ser peça chave das transições nos times que defendeu na carreira.

Duelos defensivos de João Erick

Outro ponto positivo do atleta é seu papel na saída de bola. Neste cenário, João pode se juntar aos zagueiros, formando uma linha de três, tendo a função de iniciar as jogadas da equipe. Muitas vezes, como nesse caso, com lançamentos longos fazendo uma ligação direta da defesa para o ataque.

Participação na saída de bola infiltrado entre os zagueiros (Imagem: HNTV)

Além das funções mais recuadas, o jogador também pode atuar, dependendo da situação da partida, de forma mais ofensiva, surgindo como elemento surpresa, atuando praticamente como um ponta na linha de três atacantes. Multifacetado, tem capacidade para fazer mais de uma função no meio.

João Erick aparecendo como opção ofensiva (Imagem: Arena Sport)

João Erick também também pode assumir o posto de homem das bolas paradas no Santa Cruz. Atuando no futebol croata, em algumas ocasiões, o volante era o responsável por cobrar escanteios e faltas diretas para o gol; chutes de longa distância também fazem parte do repertório do novo contratado coral.

Passes, finalizações e dribles de João Erick

QUEM É JOÃO ERICK

Natural de Jaboatão dos Guararapes, João Erick retorna ao futebol pernambucano após algumas temporadas na Croácia. O jogador de 23 anos foi revelado pela base do Sport, onde atuou entre 2016 e 2018, chegando a disputar três edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior, além do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil na categoria sub-20. Pelo profissional, atuou apenas em uma oportunidade, no Pernambucano.

Após se destacar na Copinha de 2018, onde marcou dois gols, o volante se transferiu para a base do Santos. Mas a sua passagem no alvinegro praiano durou apenas três meses. Por lá, atuou pelo time sub-23, disputando o Brasileiro de Aspirantes e a Copa Paulista, antes de ser contratado pelo NK Rudeš, da Croácia. Em sua primeira temporada na Europa, disputou 26 jogos pela primeira divisão local, mas viu seu time ser rebaixado na lanterna da competição.

Na segunda divisão croata, ainda pelo NK, acabou disputando apenas 13 partidas na temporada 2019/2020, até de se transferir para outro time da Série B do país, o Croatia Zmijavci, onde atuou por mais dois anos, somando um total de 30 jogos como titular. Curiosamente, João Erick passou por um período de testes no Sub-23 do Tricolor do Arruda em 2020, mas acabou retornando para a Europa. Agora, chega em definitivo para defender o Mais Querido em 2022.

Arte: MVN Designers

Seguindo em frente: análise Linense 0 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Classificado. Soberano do início ao apito final, o Sport seguiu em frente na Copa São Paulo de Futebol Júnior após vencer – convencendo – o Linense por 2×0 nesta quarta-feira (12), no estádio Gilbertão, em Lins. Os gols que deram a classificação ao Leão foram assinalados por Paulinho e Cícero, ambos no segundo tempo; adversário na terceira fase volta a ser o Mirassol, que despachou o Atlético-MG.

Para o confronto com o Elefante, o técnico rubro-negro teve duas ausências: lateral-esquerdo Diego Ferreira e meio-campista Ronald, baixas por dores no joelho. No meio-campo, Ajul fez a cabeça de área junto a Fábio, tendo David como opção entre os reservas, mantendo as peças da última partida do 4-2-3-1 leonino.

Pernambucanos tiveram manutenção tática ante os alvirrubros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bastante intensa, com os dois times se estudando, mas o Sport demonstrou leve superioridade em campo. Não por acaso, conseguiu a primeira boa chance: Paulinho bateu firme pela direita perigosamente e deu susto à meta adversária; em seguida, ele mesmo chutou rasteiro e Henrique se esticou todo para colocar a escanteio.

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Postado no 4-3-3 quando tinha a bola, o Leão se impôs no setor ofensivo e o Linense ficou mais acuado no seu próprio campo, buscando fechar espaços. Isso não diminuiu os ímpetos leoninos, pois Paulinho inverteu para Francisco, que dominou, avançou e finalizou em cima de Henrique, mas o goleiro fez a defesa em lance parado por impedimento.

Já próximo da reta final, os pernambucanos continuaram atacando e quase marcaram o primeiro gol. Fábio levantou na área para Francisco arrematar de primeira e parar no camisa 1 do Elefante. Os donos da casa reagiram nos últimos minutos com Igor, que completou cruzamento de Luan após contra-ataque veloz e parou em Adriano.

Meio-campo leonino jogou distante do ataque, mas foi criativo (Imagem: Eleven Sports)

O bom rendimento durante a etapa inicial fez o treinador Sued Lima manter o time titular, além da constante presença no ataque. Logo no início, seguiu em calma e conseguiu tirar o zero do placar: Paulinho foi lançado com liberdade e teve o chute bloqueado pela marcação, porém a bola encobriu Henrique e morreu no fundo do gol.

Pouco depois, os rubro-negros tiveram a oportunidade de ampliar, contudo a pontaria falhou. Francisco fez bom lance individual pela esquerda e tocou na medida para Welberty que, debaixo da barra, mandou pela linha de fundo. O técnico leonino, aprovando a boa atuação, promoveu as entradas de Cícero e Leoni nas vagas de Diego e Paulinho, respectivamente.

Formando duas linhas de 4 sem a bola, demonstrando muita compactação, a equipe da Praça da Bandeira neutralizou as investidas alvirrubras, já que o poder criativo era mínimo. No final, a classificação foi consolidada com uma pintura: Cícero recebeu no último terço pela direita, deu o drible da vaca num adversário e encheu o pé sem dar chances a Henrique.

Bastante compacto na defesa, Leão neutralizou investidas do Elefante (Imagem: Eleven Sports)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport

Cruzando as linhas inimigas: análise Grêmio 2 x 0 Santa Cruz

Por: Felipe Holanda

Nas trincheiras. O Santa Cruz não foi páreo para o Grêmio e perdeu por 2 x 0 nesta quarta-feira (12), no Estádio Zezinho Magalhães, em Jaú, dando adeus a Copa São Paulo de Futebol Júnior na segunda fase. Kevin e Kauan Kelvin fizeram os gols da vitória gremista, que encara o Novorizontino no próximo mata-mata.

A escalação coral manteve o que houve de melhor na primeira fase, com Eddy assumindo a titularidade após dois gols marcados. Apesar da novidade, a equipe manteve o 4-3-3 como tática-base, buscando as jogadas por dentro, tendo ainda a ausência do zagueiro Kayke, suspenso por dois amarelos.

Escalação inicial do Mais Querido em jogo que resultou na eliminação (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Ao contrário dos últimos jogos, o Santa Cruz iniciou a partida bastante nervoso e ansioso, dando espaço para o Grêmio atacar. Não por acaso, a primeira chance criada saiu antes mesmo do minuto inicial, quando Rubens ficou com a sobra e chutou próximo à trave direita; em seguida, ele mesmo completou lateral na área e acertou o travessão.

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A pressão gremista persistiu e logo o placar foi inaugurado. Após saída errada coral, Kauan Kelvin serviu Kevin, que dominou já tirando da marcação e bateu no cantinho, sem dar possibilidade de defesa.

Postada no 4-4-2 – e constantes flertes ao 4-1-4-1 – sem a bola, a Cobra Coral buscou a reação para evitar uma derrota maior, ainda que tivesse mais em seu campo. Depois de uma cobrança de lateral de Jadson na pequena área, Eddy mostrou bom posicionamento e soltou o pé ao lado da trave, dando um susto à meta do Imortal.

Sem criatividade, Cobra Coral tentou se fechar em duas linhas de 4 (Imagem: SporTV)

Pouco criativo, o Mais Querido perdeu Marcelinho, um dos nomes mais importantes do ataque, por lesão; Felipinho entrou em seu lugar. E foi justamente o camisa 11 que criou a melhor oportunidade dos pernambucanos: Thales cruzou para Felipinho, que fez o pivô para Carlos emendar – de primeira – sobre o gol adversário.

A etapa final serviu para o Santa tentar se organizar. Os minutos iniciais, porém, foram iguais aos do primeiro tempo e o duro golpe veio de imediato: Rubens recebeu de Kevin, fez jogada individual e acertou a trave; logo depois, o mesmo Rubens ficou com a bola após troca de passes no ataque e levantou na para Kauan Kelvin, que aproveitou escorregão de Lamarka – entrou na vaga de Anthony – e cabeceou sem dificuldades.

Pernambucanos buscaram nova alternativa na criação de jogadas (Imagem: SporTV)

Se indo ao setor ofensivo nada dava certo, coube a Felipe Alves realizar outras duas mexidas. Sapo e Dayvid foram acionados nos lugares de Cristiano e Felipinho, o que fez ter construção ainda na defesa numa saída 3+4 com Sapo ora sendo volante, ora recuando entre os zagueiros, formando um 4+3. O passe melhorou, mas o último passe vinha sendo o “calo” coral na conclusão dos lances.

O poderio ofensivo, entretanto, era nulo e a defesa dos gaúchos pouco foi exigida. A única boa oportunidade veio quando a zaga gremista afastou errado um cruzamento e Dayvid, da entrada da pequena área, mandou de primeira e a bola saiu à direita. Hugo e João Pedro ainda entraram para as saídas de Carlos Eddy, porém o placar não sofreu novas alterações e o Tricolor do Arruda deu adeus.

Crédito da foto principal: Fernando Vieira Sá/BHFOTO

Balde de água fria: análise Ibrachina 2 x 0 Náutico

Por: Felipe Holanda

Esfriando pretensões. Já classificado na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Náutico recebeu um balde de água fria ao perder do Ibrachina por 2 x 0 nesta terça-feira (11), no interior paulista, e chega pressionado à fase de mata mata; adversário alvirrubro deve ser o Flamengo.

Na escalação inicial, o técnico Adriano Souza esboçou um esquema com três zagueiros na tentativa de explorar as subidas do alas. Assim, a estratégia principal do Timbu – com e sem a bola – foi formar um 3-4-3, tendo Tagarela como válvula de escape pelos lados.

Formação inicial dos alvirrubros (Feito no Tctical Pad)

COMO FOI

Quando a bola rolou, apesar de jogar fora de casa, foi o Náutico que tentou ditar o ritmo da posse inicial. O Timbu valorizava a construção lá de trás, utilizando uma saída de 3 com a trinca de zagueiros para liberar as subidas dos laterais. Em especial, Tagarela pela direita, que vinha infernizando a marcação paulista.

Organização alvirrubra atrás do meio campo (Imagem: Eleven Sports)

Mas foi o Ibrachina que balançou a rede. Após bola levantada na área, a marcação pernambucana tentou fazer o corte, mas Samuel aproveitou a sobra de bola e, de voleio, venceu Bruno para fazer 1 x 0 a favor dos donos da casa. Eis o primeiro balde de água fria para os alvirrubros.

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Precisando reagir, Adriano tentou dar mais profundidade e amplitude ao time, mas o gramado encharcado dificultava as bolas longas. Assim, o Ibrachina ainda ampliou, com Ruan, de perna direita; antes do 2 x 0, Timbu tentava se fechar no 5-3-2, mas pecava na recomposição.

Náutico se fechando na defesa (Imagem: Eleven Sports)

Rodrigo Leal, um dos poucos destaques, tentou diminuir. O camisa 19, já negociado com o Atlético-MG, até conseguiu finalizar bem, mas parou na boa atuação do arqueiro adversário, numa das últimas emoções da primeira etapa.

No segundo tempo, o roteiro seguiu inalterado. O Náutico tentou concentrar a maioria de suas jogadas por dentro, principalmente após a entrada de Kauan na vaga de Klefferson. Até conseguiu criar mais chances, mas não teve êxito nas finalizações. Mais um balde de água fria.

Movimentação na etapa final (Imagem: Eleven Sports)

Aos poucos, as oportunidades iam crescendo. O próprio Kauan, de cabeça, arrematou com perigo, ficando no quase. Foi o suficiente para Adriano mexer outra vez no time, colocando Café na vaga de Cauê, em busca de mais imposição ofensiva e controle do jogo.

O problema é que a posse Timbu era improdutiva. Rondava a área anfitriã, mas não tinha a precisão para diminuir. No fim, a equipe mandante se fechou ainda mais na defesa e conseguiu o queria: garantir a liderança da chave com vitória. Aos alvirrubros, surge um sinal de alerta.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco

Digno de aplausos: análise Palmas 0 x 3 Retrô

Por: Mateus Schuler

Retrô de parabéns. A Fênix teve boa atuação, fez sua parte ao vencer o Palmas nesta terça-feira (11) por 3×0 e garantiu vaga na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Os gols do confronto, pela 3ª e última rodada do Grupo 20 e disputado no Francisco Vieira, em Itapira, foram de Ruan, Elves e Charles.

Para a partida, Jamesson Andrade até manteve o 4-3-3 dos últimos duelos, mas teve duas baixas importantes. Cumprindo suspensão, os volantes Igor e Alencar foram substituídos por Murilo e Anderson, que voltou a figurar como titular. Elves, Carrapeta e Jhonnatan, que tiveram bom desempenho, tiveram nova oportunidade entre os 11 nos azulinos.

Retroenses tiveram novidades na escalação diante dos tocantinenses (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

A partida começou com leve superioridade do Retrô, que se impôs no início e se fechou fazendo linhas altas para pressionar a saída do Palmas. Apesar de pouco criativa, a Fênix mostrou eficiência na finalização e saiu em vantagem: Ruan recebeu em profundidade pela direita, teve calma para driblar Nadson e chutou na saída de João.

Postada no 4-3-3 quando tinha a bola, a equipe pernambucana demonstrou intensidade ao atacar, no entanto não teve criatividade suficiente para levar perigo à meta da Arara-azul. Mesmo com maior posse, quase viu o placar se igualar em um descuido; o goleiro Lucas se atrapalhou na reposição e tocou no pé de Gio, que carregou e finalizou, mas o camisa 1 se redimiu e defendeu.

Desenho da Fênix quando teve a bola (Imagem: Eleven Sports)

A solidez defensiva dos retroenses muito se deveu à solidez defensiva, já que teve duas linhas de 4, tendo constantes variações entre 4-1-4-1 – com maior frequência – e 4-4-2. A proposta se repetiu também ao longo da etapa final, neutralizando bem as investidas dos tocantinenses, reduzindo assim o poder ofensivo.

Para o segundo tempo, Carrapeta foi sacado para a entrada de Charles, que fez Jhonnatan ficar mais recuado e fazendo a criação das jogadas. Por meio da bola parada, contudo, os azulinos conseguiram ampliar a vantagem dos 45 minutos iniciais: Anderson cobrou falta na área, Luan deu carrinho e parou na trave; o arqueiro palmense não conseguiu afastar e Elves completou para o gol.

Pernambucanos mostraram solidez defensiva e saíram sem ser vazados (imagem: Eleven Sports)

Logo em seguida, aproveitando a fragilidade do Palmas, o Retrô liquidou bem a fatura. Mikinha se enrolou ao receber após reinício da partida e mandou no pé de Jhonnatan, que antecipou e inverteu a bola na medida para Charles; o camisa 17 avançou e bateu cruzado, tirando do alcance e não deu chance de defesa a João.

Mantendo o 4-3-3 no setor ofensivo, a Fênix teve novas mudanças para ter o fôlego renovado: Túlio, Elano e Flávio foram substituídos por Ruan, Jhonnatan e Luan, respectivamente. A Arara podia ter diminuído com Zé Elias, que teve a oportunidade em pênalti sofrido por Luiz Fernando, contudo Lucas defendeu. No último lance, Túlio completou cruzamento de Flávio e cabeceou na trave, sem alterar o marcador.

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC