Santa classificação: análise União Iacanga 0 x 1 Santa Cruz

Por: Mateus Schuler

Sem volta para casa. O Santa Cruz está classificado à segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior após vitória contra o União Iacanga por 1 x 0 neste domingo (9) no José Antônio Rossi, em Iacanga, garantindo a vice-liderança no Grupo 9; gol solitário dos corais foi marcado pelo atacante Eddy, agora artilheiro da equipe.

O Mais Querido foi a campo com novidades na escalação, sendo uma delas forçada: suspenso, o zagueiro Cristiano abriu espaço para Willyam. Jadson foi acionado como lateral-direito, já João Pedro e Marcelinho entraram nas vagas de Vinny e Lamarka no meio; no ataque, Eddy ganhou o lugar de Hugo, mas o 4-2-3-1 foi mantido nos tricolores.

Cobra Coral entrou modificada para última rodada da fase de grupos (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

A partida teve um início pouco movimentado, com as duas equipes sem ir ao ataque e focando mais na marcação. Ainda assim, o Santa Cruz foi quem se arriscou primeiro, mesmo próximo da metade da etapa inicial; Eddy recebeu bom passe na entrada da área e soltou o pé, parando em grande defesa de Matheus.

Por ficar retraído em seu próprio campo e apostar no contra-ataque como a solução, o Mais Querido viu o União Iacanga crescer, apesar do 4-4-2 fechar o máximo de espaços para infiltrações. Em um dos lances, Harison fez tabela com Rondinely e arrematou em cima de Thiago, que saiu muito bem do gol. Pouco depois, Esdras chutou de fora da área e o goleiro coral não segurou; a sobra ficou nos pés de Rondinely, que aproveitou a brecha para completar a finalização, mas Willyam tirou o perigo em cima da linha.

A chance mais clara talvez tenha sido da Cobra Coral. Depois de boa troca de passes, Jadson ficou com a bola e cruzou na pequena área para Felipinho cabecear, porém deslocou muito e mandou rente à trave direita, assustando a meta adversária. Pouco intensos, os corais não mostraram boa pontaria e foram ao intervalo zerados.

Pernambucanos neutralizaram bem investidas dos paulistas (Imagem: Eleven Sports)

No segundo tempo, o treinador Felipe Alves voltou com a entrada de Sapo no lugar de Felipinho, já amarelado, buscando manter a proposta do primeiro. O resultado foi alcançado antes mesmo do relógio chegar a 10 minutos: depois de boa jogada coletiva, Jadson cruzou na área e Eddy mostrou oportunismo para desviar e deixar o time em vantagem.

Postado no 4-2-3-1 quando tinha a posse, o Santa tentou ampliar o placar e ficar menos preocupado dentro de campo. Desse modo, alternou a criação das jogadas entre meio e beiradas, tendo uma boa oportunidade usando o lado: Felipe Tenório recebeu pela esquerda, puxou para o meio e chutou forte, mas Matheus afastou com a ponta dos dedos.

Do meio para o fim, tendo o resultado favorável, o comandante coral realizou novas substituições com o intuito de renovar o fôlego e se manter intenso no setor ofensivo. Marcelinho, Carlos e Felipe Tenório foram sacados, enquanto Dayvid, Lamarka e Anthony entraram nas respectivas vagas; apesar disso, os pernambucanos não demonstraram criatividade, contudo somou um triunfo ao apito final.

Crédito da foto principal: Israel Lima/União Iacanga

Lamento sertanejo: análise Aparecidense 3 x 2 Petrolina

Por: Mateus Schuler

Ponto final. Em sua segunda participação na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Petrolina ficou próximo de garantir vaga na segunda fase, mas sofreu uma virada inacreditável neste domingo (9) da Aparecidense por 3×2, no Joaquinzão, em Taubaté. Cristhian e Kinho marcaram pelos sertanejos, já o Camaleão virou com hat-trick de Diogo; duelo foi válido pela 3ª rodada do Grupo 14.

Embalada pela vitória sobre o Botafogo, a Fera entrou em campo repetindo a escalação que iniciou a última rodada, apesar da volta de Laécio, ausente do confronto por lesão. Assim, o técnico Assis Monteiro optou pela manutenção do 4-2-3-1 com a presença de Cristhian entre os 11 iniciais, tendo Alan junto a Paulo Jayke na cabeça de área novamente.

Escalação da Ferinha se repetiu por dois jogos seguidos (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou bem estudada, com o Petrolina decidindo ficar mais em seu próprio campo para jogar no erro da Aparecidense. Não por acaso, foi o Camaleão que teve a primeira chance, explorando uma falha no 4-4-2 dos sertanejos: Yan arriscou de fora da área, mas a bola subiu demais sem levar perigo.

Mesmo tendo pouco a bola, a Fera criou o primeiro grande momento: Torinho finalizou de fora da área e quase pegou Ramon de surpresa, que cortou para escanteio. Na cobrança, a alegria tomou conta quando João Carlos levantou para Paulo Jayke, porém o goleiro espalmou; na sobra, Cristhian deu carrinho e mandou para o gol.

Fera se defendeu bem com duas linhas de quatro (Imagem: SporTV)

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O gol sofrido fez os goianos se atirarem ao ataque, entretanto não tiveram a pontaria calibrada e pouco levaram perigo. Os pernambucanos, por sua vez, se postaram no 4-2-3-1 com boas investidas pelo lado direito, apoiadas pelo lateral João Carlos; em uma dessas, Popó recebeu de frente para o arqueiro adversário, contudo bateu em cima dele.

Para o segundo tempo, a equipe voltou sem mudanças, mas seguiu intensa no setor ofensivo. Kinho bateu firme na entrada da pequena área e parou em defesa do goleiro. Logo na sequência, João Carlos cobrou escanteio fechado, o camisa 9 apareceu bem no meio da marcação e cabeceou com precisão, tirando de Ramon e se redimindo.

Apesar de bem postado, Petrolina criou pouco na etapa inicial (Imagem: SporTV)

Para renovar o gás do time, Assis promoveu as entradas de Kennety e Laécio, sacando Kinho e Popó. Desse modo, a equipe passou a variar ao 4-2-3-1 sem a posse, apesar dos constantes flertes ao 4-4-2 utilizado na etapa inicial. Já os goianos, em desvantagem, passaram a buscar o resultado e diminuíram numa falha defensiva: Guilherme cruzou na área e Diogo testou vindo pelas costas de Marcelo.

Sem criatividade ao atacar, a Fera voltou a errar na defesa e viu o que era praticamente impossível acontecer. Após lançamento pela direita, Guilherme levantou na medida para Diogo, de peixinho, deixar tudo igual no placar. No último lance, Alex tocou na pequena área e, livre de marcação, o artilheiro do dia deu números finais ao confronto.

Sertanejos mudaram sistema de marcação e ficaram mais frágeis (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Bruno Castilho/EC Taubaté

Por água abaixo: análise Retrô 0 x 2 Cruzeiro

Por: Mateus Schuler

Planos frustrados. A tentativa de segurar o Cruzeiro pela Copa São Paulo de Futebol Júnior não deu certo e, diante do gramado castigado pela chuva no Francisco Vieira, em Itapira, o Retrô foi derrotado neste sábado (8) por 2×0. Com gols de Victor Diniz, ambos durante o segundo tempo, a Raposa deixou a Fênix em situação complicada por vaga inédita na segunda fase.

Para o confronto, o técnico Jamesson Andrade colocou seu time em campo com três mudanças em relação à estreia contra a Itapirense. A primeira foi já no sistema defensivo, tendo Elves como lateral-esquerdo no lugar de Kaique, Carrapeta na vaga de Anderson e Jhonnatan substituindo Cauã, mas dando continuidade ao 4-3-3.

Elves fez ainda papel de terceiro zagueiro no time azulino (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida começou um pouco intensa, mas bastante estudada por conta das incontáveis poças d’água no gramado. Mesmo assim, o Retrô decidiu contra-atacar em vez de propor o jogo, tentando assim explorar um erro do Cruzeiro para levar perigo; de início, contudo, o feitiço virou contra o feiticeiro quando Ageu chutou forte de fora da área e Lucas afastou.

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Mais retraída, a Fênix chamou a Raposa para seu campo em um 5-3-2 que, apesar das linhas próximas, não conseguiu neutralizar as investidas. Logo no lance seguinte, Daniel recebeu entre a marcação e encontrou Breno livre; de primeira, o camisa 11 chegou batendo firme e parou numa nova intervenção do arqueiro azulino.

Demorou, mas a reação da equipe de Camaragibe veio ainda durante os 45 minutos iniciais, sendo a única grande chance criada. Ruan foi lançado em profundidade e teve o arremate bloqueado pela defesa; no rebote, ele viu a chegada de Jhonnatan pela esquerda e rolou ao companheiro de ataque, que finalizou sobre o travessão perigosamente.

Time de Jamesson Andrade focou na fase defensiva na etapa inicial (Imagem: SporTV)

No segundo tempo, o panorama se manteve e os retroenses pouco ficaram com a bola, seguindo em amplo domínio dos celestes. Para tentar ser mais incisivo, o comandante promoveu a entrada de Charles e sacou Carrapeta, entretanto o castigo veio na sequência. Após cobrança de lateral na área, o zagueiro Luan não afastou e a pelota bateu no seu braço; Victor Diniz cobrou desviando no goleiro, mas abriu o placar.

Conforme o relógio ia acelerando, menos os pernambucanos conseguiam se encontrar em campo e, assim, pouco assustaram a meta cruzeirense. Então o técnico optou por colocar Murilo e Anderson Brito nos lugares de Alencar e Ruan. E novamente o time sofreu um duro golpe: depois de troca de passes, o artilheiro da tarde – Victor Diniz – completou cruzamento de Breno e ampliou.

Formando um 3-5-2 com constantes flertes ao 3-4-3, o Retrô tentou ainda as últimas investidas, todavia pouco foi criativo. Já nos acréscimos, até chegou perto de balançar as redes quando Charles disparou em velocidade, porém parou em intervenção do goleiro dos mineiros, que fez uma defesa incrível e impediu o gol.

Fênix tentou se atirar ao ataque no fim, mas sem sucesso (Imagem: SporTV)

Créditos da foto principal: Marcelo Trajano/Retrô FC

Virada à Alvirrubra: análise Inter de Limeira 1 x 2 Náutico

Por: Ivan Mota

No apagar das luzes. Em partida dramática neste sábado (8) na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Náutico derrotou a Inter de Limeira pelo placar de 2 x 1 em jogo válido pelo Grupo 30. Os garotos do Timbu foram buscar uma virada. Os gols foram marcados por Júlio, em cobrança de pênalti, e Rodrigo Leal, nos últimos minutos do jogo disputado na Ibrachina Arena; resultado deixou a equipe próxima da classificação à próxima fase.

Para o segundo jogo na Copinha, o técnico Adriano Souza optou por manter os mesmos jogadores que iniciaram a estreia, quando empatou por 1×1 com o Serranense. O sistema tático também foi mantido, atuando num tradicional 4-2-3-1, tendo dois pontas auxiliando o armador e apenas um centroavante; artilheiro Rodrigo Leal novamente saiu do banco.

Escalação inicial do Timbu para o duelo teve base mantida (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Os primeiros momentos da partida foram dominados pelo Náutico, que teve mais posse de bola e conseguiu chegar algumas vezes com perigo próximo da área adversária, sofrendo faltas em regiões perigosas. Após os 15 minutos iniciais, a situação começou a se igualar, porém, foram poucas as chances criadas de ambos os lados.

A Inter de Limeira se aproveitou bem de espaços deixados no lado direito da defesa pernambucana para chegar perigosamente, sempre com o atacante Willian. O camisa 20 teve três oportunidades de cabeça, sendo que em duas vezes a bola parou com facilidade nas mãos do goleiro Bruno, enquanto que a última tirou tinta da trave.

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Com o jogo bastante truncado, os alvirrubros encontraram muita dificuldade para sair jogando, o que obrigou a ter auxílio do arqueiro, avançando até ao meio de campo para ajudar a dupla de zaga e um dos volantes no primeiro passe. A linha de três inclusive favoreceu o avanço dos laterais, mas apesar de chegarem bastante no terceiro terço de campo, não conseguiram efetuar boas jogadas.

Náutico saindo para o ataque com participação do goleiro (Imagem: Eleven Sports)

A segunda etapa começou muito parecida com a primeira. Apesar da posse alvirrubra, as principais chegadas eram do clube do interior de São Paulo, já que seguiu apostando em jogadas laterais usando cruzamentos para a área e a fórmula dessa vez funcionou. Fernandes avançou livre e fez o cruzamento rasteiro para Anderson que, de primeira, mandou para o fundo das redes.

Mesmo em vantagem no placar, o Leão permaneceu criando mais chances, se aproveitando dos espaços deixados pelos contra-ataques do Timbu, que continuavam sem muita eficiência. Pressionado, o time chegou a se postar com três zagueiros em algumas situações para poder neutralizar os ataques adversários e evitar um resultado ainda pior.

Timba se defende de contra-ataque com linha de três zagueiros (Imagem: Eleven Sports)

O que parecia quase impossível aconteceu nos minutos finais. Após chute de fora da área, a bola acabou batendo na mão de um defensor paulista e, com isso, o pênalti foi assinalado. Júlio bateu com muita categoria e deixou tudo igual. Pouco tempo depois, já aos 50 minutos e praticamente no último lance da partida, Luiz Felipe acertou bom passe para Rodrigo Leal. O atacante, que entrou no segundo tempo, invadiu a área pela diagonal e bateu cruzado sem dar possibilidade de defesa, garantindo uma virada incrível.

Créditos da foto principal: Beatriz Castello Branco/Especial para o Náutico

Sinal de alerta: análise Mirassol 3 x 2 Sport

Por: Mateus Schuler

Alerta redobrado. Mesmo após garantir classificação à segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Sport tomou um susto ao ser derrotado pelo Mirassol – de virada – por 3×2 neste sábado (8), em partida que fechou o Grupo 3 no Manuel Francisco Ferreira, em Bálsamo. Paulinho e Charles fizeram os gols rubro-negros, já Ítallo, Danilo e Du Fernandes foram os autores dos tentos paulistas.

Com a vaga garantida, o treinador Sued Lima optou por poupar alguns dos ditos titulares. Diego tomou a vaga de Cícero na lateral direita e Caíque a de Nasson na esquerda, enquanto Charles e Francisco entraram nos lugares de Marcelo e Leoni, respectivamente; ainda assim, foi mantido o 4-2-3-1 usado nas duas vitórias.

Escalação inicial do Leão teve alterações pontuais nos titulares (Feito no Tactical Pad)

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COMO FOI

O confronto começou bastante intenso, com o Sport indo ao ataque e sendo bem sucedido. David lançou para Paulinho, que dominou tirando do zagueiro e chutou na marcação; o rebote ficou no pé direito do próprio camisa 11, que emendou belo chute de primeira e deslocou o goleiro Vinícius, estufando as redes antes dos cinco minutos.

Postado no 4-3-3 quando teve a bola, o Leão alternou entre meio e lados ao criar as jogadas, o que deixou a defesa do Mirassol confusa. Essa variação foi eficiente mais uma vez e o placar sofreu alteração: Ivison se enrolou sozinho e, ao tentar iniciar a transição, bateu em cima de Paulinho; o craque rubro-negro na competição deu bom passe para Charles chutar tranquilo na saída do arqueiro adversário.

Meio-campistas e atacantes jogaram próximos (Imagem: YouTube/Copinha)

A pressão continuou mesmo com a vantagem e os pernambucanos ficaram no quase quando tentaram o terceiro. Caíque fez bom lance pela esquerda e tocou na entrada da pequena área para Welberty, que acertou o travessão. Os paulistas, então, foram em busca da reação e aproveitaram um descuido no 4-1-4-1 aparentemente sólido: Gabriel Tota finalizou, Baraka se atrapalhou ao dar carrinho errado e a bola sobrou nos pés de Itallo, que teve somente o trabalho de completar.

Na etapa final, o técnico Sued Lima decidiu não realizar substituições, o que fez o Leão da Alta vir ainda mais focado pelo empate. Explorando novo erro dos defensores rubro-negros, em jogada pela esquerda, Danilo recebeu e – de biquinho – tirou do alcance de Adriano, deixando tudo igual e nervoso no segundo tempo.

Sistema de marcação apresentou falhas de compactação (Imagem: YouTube/Copinha)

A igualdade no marcador não era favorável para terminar como líder, então o Sport tentou voltar a ficar à frente. Welberty arrematou firme depois de ser servido na pequena área, porém parou no camisa 1 do Mira. O comandante optou por realizar quatro mudanças em dois momentos, mas seguindo com a proposta do 4-3-1-2 sem a posse: saíram Diego, Fábio, Welberty e Paulinho para as entradas de Cícero, Marcelo, Porto e Leoni.

A tentativa de recuperar o fôlego no setor ofensivo até foi válida, pois o duelo ficou bastante equilibrado e truncado. Nos últimos instantes, porém, o susto: Matheus Vieira recebeu pela direita e levantou na pequena área; a bola ficou viva e Negueba arrematou, mas Adriano espalmou nos pés de Du Fernandes, que tocou para o gol e deu números finais ao confronto, impondo a derrota à equipe da Praça da Bandeira.

Pernambucanos mudaram postura defensiva, no entanto sem sucesso (Imagem: YouTube/Copinha)

Créditos da foto principal: Igor Cysneiros/Sport