Náutico na Série B: como joga taticamente o Novorizontino

Por: Felipe Holanda

Timboscada. Precisando vencer, o Náutico tem confronto diante do Novorizontino para domar o Tigre e encerrar jejum de vitórias como mandante na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida acontece neste sábado (2) às 18h30, nos Aflitos, sendo válida pela 16ª rodada.

Separamos tudo sobre o próximo adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de uma setorista, jogadores para ficar de olho e muito mais do Aurinegro.

O TIME

Sem muitas surpresas. Vindo embalado pelas vitórias sobre Bahia e Vasco, fora e dentro de casa respectivamente, o time de Rafael Guanaes tem apenas uma mudança da última partida, visando manutenção dos titulares. Lateral-esquerdo Romário, que cumpriu suspensão na última rodada, retorna à titularidade no lugar de Paulinho, repetindo as demais peças.

Provável formação inicial do Aurinegro (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Bolas longas de intensidade. Vindo de atuação quase impecável na vitória sobre o Vasco, no meio de semana, o ataque do Novorizontino tende a ser objetivo, fluindo entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3 na hora em que tenta ameaçar a defesa rival. Em 15 partidas, foram 14 gols marcados, média de quase um a cada 90 minutos, acumulando saldo negativo de dois.

Tentativa de imposição no ataque em vitória sobre o Vasco (Imagem: Premiere)

“Com a chegada de Guanaes, o Novorizontino acabou se tornando uma incógnita aos adversários. O próprio treinador busca novas alternativas dependendo do confronto. O time tem buscado povoar o campo ofensivo, formando o meio-campo com apenas um volante”

Júlia Vieira, repórter na Rádio Amizade FM

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Outra opção para os comandados de Rafael Guanaes é concentrar a maioria de suas jogadas por dentro, contando com o apoio dos laterais na construção. Dessa forma, consegue encontrar espaços na marcação adversária, tendo um trio de atacantes à espera do passe para arrematar em gol, geralmente bem municiado.

Apoio dos laterais no último terço (Imagem: SporTV/Premiere)

COMO DEFENDE

Se o sistema ofensivo dá conta do recado, a defesa é uma das piores de toda a Segundona. Ao todo, o Novorizontino sofreu 16 gols, sendo o quinto mais vazado, à frente apenas de CRB e Londrina, com 17, e Náutico e Guarani, que possuem 18 tentos contra suas metas. A principal estratégia sem a bola é explorar duas linhas de 4 no 4-4-2.

Posicionamento na defesa em blocos médios (Imagem: Premiere)

“Defensivamente, a equipe forma majoritarimente duas linhas de 4, propondo assim uma marcação mais intensa. Dessa maneira, tenta evitar que o adversário consiga criar jogadas perigosas, fechando ao máximo os espaços”

Júlia Vieira, repórter na Rádio Amizade FM

Quando tenta proteger melhor o meio, a equipe paulista pode flertar entre o 4-5-1 e o 4-1-4-1, tendo um cabeça de área à frente da primeira linha e o centroavante marcando a saída de bola rival. Tal modelo é visto com maior frequência em jogos fora de casa, nos momentos que o adversário tenta ser agressivo por dentro.

Compactação aurinegra como visitante (Imagem: SporTV/Premiere)

PARA FICAR DE OLHO

Romário (LE) – Nome de craque. Ironicamente, Romário é quem tenta dar mais solidez ao sistema defensivo do Tigre, sendo o líder do time em média de interceptações por jogo, duas, além de 2.2 carrinhos a cada 90 minutos. Tem a marcação como um dos seus principais trunfos.

Diego Torres (MEIA) – Cerebral. O argentino é quem comanda a maioria das ações do Novorizontino no último terço, seja tentando o arremate ou servindo algum companheiro. Diego Torres tem a perna esquerda calibrada e acumula um gol e uma assistência nesta Segundona, fazendo a função de um típico camisa 10.

Douglas Baggio (PD/PE/ATA) – Goleador. Outro que tem nome de gênio, o pernambucano é a grande arma ofensiva dos aurinegros na competição. Ao todo, são três bolas nas redes. Uma delas no triunfo em cima do Vasco, selando o 2 x 0. Pode fazer lado de campo ou centralizar, sendo um perigo constante às defesas rivais.

Créditos da foto principal: Ozzair Jr/Novorizontino

Poucas aspirações: análise Náutico 0 x 2 Fluminense

Sem inspiração, o Náutico foi derrotado pelo Fluminense em seus domínios e estreou com o pé esquerdo no Campeonato Brasileiro de Aspirantes. John Kennedy e Samuel fizeram os gols cariocas, em duelo realizado nesta quinta-feira (30), nos Aflitos, pela primeira rodada do Grupo C.

Ao contrário do time principal, que vem atuando num sistema formado por três zagueiros, o Sub-23 do Timbu entrou em campo com uma linha de 4 na defesa. Nomes que já figuram entre os profissionais, como Carpina, Ewandro e Robinho, foram acionados entre os titulares no 4-2-3-1 de Dudu Capixaba na estreia da competição nacional.

Formação inicial dos pernambucanos frente ao Tricolor (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Diferente do confronto com o Criciúma, na Série B do profissional, o gramado estava seco, o que fez a bola rolar mais tranquilamente. Desse modo, os dois times iniciaram mostrando bastante equilíbrio e se estudando em busca dos espaços para poder sair em vantagem. A primeira boa chance foi dos donos da casa, quando Carpina recebeu passe de Júlio na entrada da área e bateu próximo à trave direita.

Alternando entre 4-2-3-1 e 4-3-3 quando teve a posse, o Náutico pressionou mais o Fluminense, que tentou jogar no erro pelo primeiro gol do confronto. A imposição do Timbu prosseguiu e quase obteve êxito ao Carpina cobrar falta lateral, mas o goleiro Pedro Rangel afastou mal; a sobra ficou na defesa dos tricolores, que se enrolou e Diego chutou, parando novamente no arqueiro.

Timba teve mais volume ofensivo, mesmo saindo em desvantagem (Imagem: TV FPF)

Pela baixa efetividade alvirrubra no ataque, o Flu saiu mais ao setor ofensivo e foi levando perigo. John Kennedy recebeu lançamento em profundidade na esquerda, ganhou de Café na marcação e chutou cruzado, parando em boa intervenção de Bruno Lopes. Na sequência, não deu para o camisa 1. Depois de Robinho ser desarmado por João Pedro, o rebote ficou sob posse de John Kennedy, que avançou e acertou belo chute da intermediária.

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Para a etapa final, Dudu Capixaba voltou com duas mudanças e manteve o sistema tático: Kauan Maranhão e Jhon Kennedy foram acionados nas vagas de Ewandro e Júlio, respectivamente. De imediato, contudo, as modificações não surtiram efeito, já que os visitantes ampliaram vantagem logo no minuto inicial. Johnny recebeu pela direita e levantou na primeira trave para Samuel, que cabeceou forte e o arqueiro do Timba não conseguiu afastar.

Posicionamento sem a bola durante primeira metade do duelo (Imagem: TV FPF)

Para controlar mais o ritmo do Fluzão e recuperar o fôlego ofensivo, Dudu fez as últimas três substituições que tinha direito em dois momentos. De início, o comandante promoveu Léo e Felipe Simplício nas vagas de Luan e Carpina, o que gerou a formação de um 4-5-1 alternado ao 4-4-1-1 sem a bola. Depois, Kayon ganhou o espaço de Robinho, aumentando a velocidade e o ritmo do meio para frente.

Faltou, entretanto, tranquilidade ao deter a bola e pressionar o adversário em seu próprio campo, com apenas uma boa chance criada durante o segundo tempo. Jhon Kennedy finalizou sem muita força, de longe, e Pedro Rangel fez defesa em segurança. Cipriano ainda foi expulso nos minutos finais, fazendo o Náutico ter superioridade numérica, mas insuficiente para ir às redes.

Compactação alvirrubra que neutralizou melhor investidas do Flu (Imagem: TV FPF)

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Pouca munição: análise Botafogo 4 x 2 Sport

Por: Ivan Mota

Sem bala na agulha. Mesmo positivo no ataque, o Sport não aguentou a força do Botafogo e sucumbiu à derrota fora de casa, ficando na 3ª posição do Grupo C do Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Paulo Miranda (contra) e Adryan marcaram para o Leão, já Juninho, Ênio, Bruno e Marcelinho fizeram os gols do Fogão, selando o 4 x 2 nesta quinta-feira (30), no Luso-Brasileiro.

Sued Lima escalou o Sport com muitos garotos da base, a grande maioria do Sub-20, tendo apenas o goleiro Saulo, de 27 anos, como integrante do elenco principal. Postado no 4-2-3-1, tal como a equipe profissional costuma atuar, o Leão teve Adryan no comando de ataque, além de Cristiano, Juan Xavier e Paulinho responsáveis por municiar o camisa 9.

Time Sub-23 teve manutenção tática do profissional (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Começo promissor. Os donos da casa iniciaram a partida com maior posse, mas não levaram perigo ao gol de Saulo. Enquanto isso, o Leão conseguiu ir bem ao ataque, algumas vezes, após roubadas de bola no próprio campo de defesa e se utilizando de contragolpes rápidos para poder assustar a meta rival, passando a gostar do jogo.

Os garotos do Sport partiram para cima postados no seu 4-2-3-1 inicial, com Paulinho e Cristiano dando bastante trabalho pelas beiradas. Aos 18 minutos, saiu o primeiro gol pernambucano. Marcelo Ajul recebeu bom lançamento na ponta direita, driblou o marcador e cruzou para a área; o zagueiro Paulo Miranda desviou ante o próprio patrimônio e marcou contra.

Leão atacou postado com manutenção tática (Imagem: Botafogo TV)

Mesmo em vantagem no placar, os leoninos continuaram bem postados em fase defensiva formando um 4-4-2 e conseguiram ter boas chances durante os contra-ataques, quando aos 32 minutos ampliaram o resultado. Cristiano foi muito bem para desarmar o adversário já próximo da grande área e fez o cruzamento para Paulinho, que desviou de cabeça com consciência e serviu Adryan; o camisa 9 dominou e finalizou, tendo desvio na defesa e matando o goleiro dos cariocas.

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Mas antes do fim do primeiro tempo uma grande falha defensiva resultou no gol do Botafogo. Os rubro-negros tentaram sair jogando na defesa com bola nos pés e Ítalo foi desarmado na entrada da área. Sobra ficou para Juninho, que de frente para Saulo, bateu mostrando categoria para poder diminuir a desvantagem.

Compactação defensiva em duas linhas de 4 (Imagem: Botafogo TV)

O Sport até começou bem a segunda etapa. Mantendo a intensidade, seguiu se aproveitando de erros do Botafogo e quase ampliou em algumas chances perigosas. Aos 17 minutos, porém, o Glorioso chegou ao empate: Enio recebeu de Juninho depois de tabelar, invadiu a área com tranquilidade e arrematou sem chances para o camisa 1 leonino.

Pouco depois, a situação ficou ainda mais complicada. Injustamente, Ítalo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um a menos, o time passou a se fechar em um 5-3-1, alternando ao 5-4, tendo Paulinho atuando mais adiantado. E a virada veio, mesmo na tentativa de fechar espaços para as infiltrações botafoguenses. Juninho, grande nome da partida por fazer um gol e dar duas assistências, encontrou Bruno na grande área; atleta apenas desviou de cabeça. Ainda deu tempo para Marcelinho marcar o quarto e dar números finais à derrota pernambucana, aproveitando rebote de Saulo em cobrança de falta.

Rubro-negros se fecharam após expulsão com linha de 5, contudo sem êxito (Imagem: Botafogo TV)

Créditos da foto principal: Satiro Sodré/BFR

Jogo de xadrez: análise Náutico 1 x 1 Criciúma

Por: Felipe Holanda

Impasse. Em jogo truncado, Náutico ficou no empate com o Criciúma e respira fora do Z-4 após três jogos sem derrota na Série B do Campeonato Brasileiro. Zagueiro Bruno Bispo marcou para o Timbu, enquanto Léo Costa havia aberto o placar, mais cedo, que selou o 1 x 1 nesta quarta-feira (29), nos Aflitos, pela 15ª rodada.

Manutenção. Mesmo com a volta de Carlão, que estava suspenso, Roberto Fernandes optou pela entrada de Wellington, mas a saída ainda no início do jogo por lesão fez o defensor voltar. Renan, Nascimento e Geuvânio, fazendo a estreia na equipe, foram acionados substituindo Lucas Perri, Victor Ferraz e Jean Carlos, todos cumprindo suspensão automática.

Formação inicial dos alvirrubros frente aos mineiros (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Lado a lado. O Náutico iniciou a peleja tentando fugir dos locais encharcados e construir as jogadas por fora. Em uma delas, Thássio apareceu pela direita dando profundidade e cruzou para o outro ala, Pedro Vitor, finalizar levando perigo. Foi a deixa que os alvirrubros precisaram para utilizar as bolas longas no jogo, muito por conta do gramado castigado pela chuva.

Taticamente, o 3-5-2 foi mantido na tentativa de ganhar o meio de campo, mas logo cedo Roberto Fernandes precisou mexer no time: saiu Wellington, lesionado, para a entrada de Carlão, dando manutenção ao sistema de três zagueiros, à medida em que os extremos ganharam mais liberdade, pisando constantemente na área do Criciúma.

Início da transição dos pernambucanos (Imagem: SporTV/Premiere)

Faltou um pouco mais de capricho. Em transição, o Timba utilizou uma saída 3+4 para pegar a marcação do Tigre desprevenida e ter boas chances para finalizar, deixando Franco, Geuvânio e Amarildo no trio de ataque; estratégia de Roberto era dar fluidez seja no 3-4-3 ou 3-5-2. Nas poucas investidas dos catarinenses, os donos da casa se seguraram em uma linha de 5, alternando entre 5-4-1 e 5-3-2, ficando apenas Amarildo marcando saída de bola rival.

A chance visitante veio após um cruzamento na área, quando Lucas Xavier finalizou e por muito pouco não foi às redes de Renan. Pouco depois, Felipe Mateus levantou falta para gol de Léo Costa, abrindo contagem nos Aflitos. A intensidade do Timbu, entretanto, aumentou conforme a chuva. Passou a ser mais criativo, chegando à área tricolor por duas vezes seguidas.

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Na primeira, Amarildo recebeu e parou em milagre do goleiro Gustavo. Já na sequência, em arremate de fora da área de Geuvânio, não teve jeito: a bola desviou na marcação e Bruno Bispo dominou, girou e soltou a pancada sem dar possibilidade de intervenção; Pedro Vitor ainda teve chance de ampliar, no fim, mas foi infeliz numa cobrança de pênalti.

Compactação defensiva do Timba sem a bola (Imagem: SporTV/Premiere)

Dando um novo gás na etapa final, Roberto promoveu a entrada de Júlio no posto de Amarildo, deixando o jovem como referência ofensiva. Dessa forma, continuou apostando num 3-4-3 buscando transições rápidas e tendo apoio constante dos alas, quase que simultaneamente, e assim freando as subidas dos laterais do Tigre.

Júnior Tavares e Juninho Carpina também foram acionados e substituíram Nascimento e Geuvânio, respectivamente, mas antes que houvesse resposta, João Paulo cometeu falta dura, dando cotovelada no adversário e recebeu o vermelho direto. A inferioridade numérica do Timbu fez o Criciúma crescer, ao menos em volume.

Organização do Timba antes da expulsão (Imagem: SporTV/Premiere)

Os alvirrubros buscaram se superar. Marcaram bem as entrelinhas, tentando sair nos contra-ataques. Até conseguiram assustar em rara troca de passes, finalizada por Carpina de fora da área, porém Gustavo defendeu sem muitas dificuldades. O ímpeto parou por aí e o empate, apesar dos pesares, até soou como positivo.

Créditos da foto principal: Tiago Caldas/CNC

Gaiato no navio: análise Cruzeiro 2 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

Entrando pelo cano. O Sport até teve início mais astucioso, mas acabou perdendo para o Cruzeiro no Mineirão nesta terça-feira (28), de virada, por 2 x 1. A derrota, em confronto da 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, teve gol de Kayke abrindo vantagem, enquanto Sabino — contra — e Daniel Júnior fecharam o placar.

Para a partida contra os mineiros, o técnico interino César Lucena manteve o 4-2-3-1 em meio a desfalques e retornos. Sem Giovanni, suspenso, e tendo a volta de Thyere, o comandante optou pela manutenção do sistema tático de Gilmar Dal Pozzo, acionando Thiago Lopes como extremo na direita e Alan na armação.

Escalação inicial dos leoninos diante dos Celestes (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

A partida iniciou movimentada, mas totalmente favorável ao Cruzeiro, que saiu mais intensamente ao ataque, deixando o Sport bastante recuado. Com pouca criatividade para sair da defesa, o Leão viu a Raposa ser amplamente superior, criando a primeira boa oportunidade: Brock levantou pela esquerda e Edu cabeceou para intervenção segura de Maílson.

Formando um 4-4-2 alternado ao 4-5-1 quando ficou sem a bola, ocorrendo durante a maior parte da primeira metade da etapa inicial, os rubro-negros deram certa liberdade à equipe mineira para criação de jogadas. Apesar dos cruzeirenses terem a ligação direta de principal arma, não conseguiram dar muitos sustos.

Leoninos tiveram solidez durante boa parte do primeiro tempo (Imagem: Premiere)

Jogando de maneira reativa, os pernambucanos passaram a tentar explorar o erro dos Celestes no contra-ataque, formando um 4-3-3 quando esteve na transição. O primeiro lance mais eficiente foi fatal. Após desarmar no círculo central, Juba abriu para Kayke pela esquerda; o centroavante limpou para o meio e acertou belo chute, abrindo o placar.

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Nem mesmo o gol sofrido abalou os donos da casa, que seguiram abafando o sistema defensivo leonino. Assim, chegaram ao empate numa infelicidade: Geovane cruzou na pequena área e Sabino cabeceou contra a própria meta, tirando de Maílson. Kayke ainda tentou em novo chute de fora da área, mas o goleiro adversário espalmou. Em sequência, Willian pegou um rebote livre da intermediária, a bola desviou e o camisa 1 fez o milagre. Depois, Daniel Júnior finalizou com toque em Ewerthon e a pelota morreu no fundo do barbante.

Proposta com a bola foram os contragolpes (Imagem: Premiere)

Para o segundo tempo, Alan acabou sendo sacado para a entrada de Blas, o que gerou uma modificação na formatação do time, deixando Fabinho como terceiro zagueiro. Dessa maneira, o jogo passou a ficar mais equilibrado, com o Sport sendo mais astucioso para buscar o empate, enquanto o Cruzeiro foi cauteloso e jogou no erro para sacramentar a vitória.

Ainda que aparecesse pouco no setor ofensivo, o Leão formou um 5-3-2 sem a posse e manteve os contra-ataques como arma para poder levar perigo. E foi dessa forma que, por duas vezes, quase igualou o placar. A primeira gerou mais susto, pois Juba achou bom passe para Thiago Lopes na pequena área, contudo o camisa 19 parou na intervenção de Rafael. Depois, Ewerthon deu o cruzamento na cabeça do armador, que testou mal e não aproveitou.

Rubro-negros formaram linha de 5 para controlar as investidas (Imagem: Premiere)

Os dois lances foram a gota d’água para César, que sacou Thiago e colocou Bill, mantendo a proposta. Inicialmente, a equipe pernambucana até teve a bola em seu domínio, entretanto faltou criatividade, tanto para a transição ofensiva, como na criação. Assim, o interino promoveu Ray Vanegas na vaga de Sander, deixando Juba como ala esquerdo, tentando assim o suspiro pelo empate.

Com novidades do meio para frente, o time da Praça da Bandeira passou a se postar no 3-4-3, tendo apenas os três defensores atrás do círculo central. Dessa maneira, tentou povoar ao máximo o setor ofensivo, inclusive quando Ewerthon foi sacado para Búfalo nos últimos minutos. Nem assim melhorou o poder criativo e a derrota se confirmou.

Leoninos tentaram inovar na fase ofensiva, mas sem sucesso (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Staff Images/Cruzeiro