O sonho terminou: análise Londrina 2 x 1 Sport

Por: Mateus Schuler

Chega de sofrer. Após sequência colado no G-4, o Sport perdeu para o Londrina por 2 x 1 e encerrou as possibilidades de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (22), o Leão foi derrotado de virada no Estádio do Café, pela 36ª rodada, após sair em vantagem com gol de Vagner Love; Gegê e Caprini fizeram pelo Tubarão.

Para o jogo ante os paranaenses, Claudinei Oliveira decidiu manter a equipe com dois centroavantes, tendo Gustavo Coutinho junto a Vagner Love, mas a novidade foi no meio. Sem o volante Ronaldo, suspenso, o técnico optou pela entrada de Denner em seu lugar e repetiu o 4-2-4 de outrora, porém visando maior ofensividade.

Formação inicial dos rubro-negros diante dos cariocas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Equilibrado. Ainda que precisasse da vitória a todo custo, o Sport começou o jogo sem muita intensidade, ficando mais cauteloso para tentar jogar no erro do Londrina. O primeiro bom momento, porém, foi do Tubarão, que bateu um lateral em velocidade e Douglas Coutinho fez o pivô para Caprini mandar de primeira e Saulo defender seguro.

Apesar do susto no início, o Leão mostrou bastante segurança quando ficou sem a bola, alternando entre 4-4-2 — mais comum — e 4-5-1, buscando ter o meio povoado e contra atacar quando preciso. Ainda assim, sobrou vontade e faltou poder criativo, deixando a partida com pouca emoção e muito passe errado dos dois lados.

Formação de duas linhas de 4 para neutralizar o Tubarão (Imagem: Premiere)

Com a segurança na defesa, coube aos leoninos passarem a atacar e tentar a abertura do placar. E foi inesperadamente que conseguiram. Saulo bateu o tiro de meta, Gustavo Coutinho subiu e ganhou da marcação, fazendo a bola cair no pé de Labandeira; em velocidade, o ponta fez cruzamento na medida para Vagner Love, que completou de carrinho.

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O gol deu novo ânimo aos pernambucanos, pois mantiveram a presença no ataque tentando ampliar a vantagem. Mesmo formando um 4-3-3 quando tiveram a posse, foi por meio da bola parada que quase fizeram o segundo. Juba bateu falta colocada e com força de média distância, entretanto parou na intervenção de Matheus Albino.

Imposição no ataque colheu frutos antes do intervalo (Imagem: Premiere)

Na volta da etapa final, Claudinei Oliveira decidiu não modificar a equipe que iniciou, porém desatento defensivamente. Falho na defesa e pouco operante atacando, o Sport cedeu o empate logo no começo: Matheus Lucas recebeu cruzamento na pequena área e fez o pivô para Gegê, que bateu no cantinho sem dar chances a Saulo.

Para corrigir os erros cometidos no início, o Leão teve as entradas de William Oliveira e Wanderson nos lugares de Denner e Gustavo Coutinho, povoando o meio-campo em maior intensidade. Dessa maneira, passou a formar um 4-1-4-1, tendo os blocos médios para buscar a recuperação da bola já mais à frente.

Compactação defensiva rubro-negra durante o segundo tempo (Imagem: Premiere)

As substituições até ajustaram o poder de marcação, já que o Londrina ficou menos criativo e o ritmo da partida diminuiu drasticamente. O time da Praça da Bandeira não demonstrou força ofensiva e sequer conseguiu voltar a ser perigoso contra a defesa paranaense, fazendo Claudinei promover entradas de Giovanni e Thiago Lopes nas vagas de Juba e Labandeira.

Performando um 4-2-3-1 em fase ofensiva, os pernambucanos quase foram às redes novamente quando Wanderson chutou de fora da área e Matheus Albino afastou para escanteio. No fim, o golpe de misercórdia. Gegê cobrou falta e acertou a trave, mas Caprini surgiu livre de marcação para completar e sacramentar o revés leonino.

Laterais ajudaram na construção já no campo ofensivo (Imagem: Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

Náutico na Série B: como joga taticamente o Grêmio

Por: Mateus Schuler

Férias permanentes. Já rebaixado matematicamente à Série C, o Náutico entra em campo para a reta final da Série B do Campeonato Brasileiro apenas cumprindo tabela. O Timbu reencontra o Grêmio nos Aflitos, pela Segundona, após 17 anos, neste domingo (23), às 16h; confronto finaliza a 36ª rodada.

Separamos tudo sobre o adversário alvirrubro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Imortal.

O TIME

Os gremistas chegam com praticamente o que têm de melhor para encarar o Timba. Renato Gaúcho terá a volta do zagueiro Kannemann, que cumpriu a suspensão automática pelo terceiro amarelo diante do Bahia. Já Biel, por sua vez, sofreu lesão na coxa e será desfalque pelo restante da competição, com Guilherme sendo acionado em seu lugar no 4-3-3 dos gaúchos.

Provável formação dos tricolores contra os pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Efetividade. Com 42 gols e o terceiro melhor ataque, o Grêmio busca manter a consistência para encaminhar o retorno à elite. Foram sete jogos desde a volta de Renato, deixando de balançar as redes em apenas um; Imortal tem ainda o segundo melhor aproveitamento das finalizações, acertando 36,67% dos chutes.

Volantes dão suporte na transição em jogo apoiado (Imagem: Premiere)

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Muito da pontaria estar calibrada se deve à distribuição das peças. A criação é feita ainda antes do círculo central, formando uma saída 4+2, buscando ter maior liberdade dos atletas mais ofensivos. Quando têm a posse do meio em diante, os tricolores mantêm o 4-3-3 explorando mais a cadência por dentro e a velocidade pelos lados.

Manutenção da tática-base dos gremistas em fase ofensiva (Imagem: Premiere)

“Com Roger, o time variou bastante o sistema tático inicial, no entanto o 4-2-3-1 foi o que deu maior estabilidade. Os laterais dão amplitude, tendo liberdade enquanto Villasanti recua ao lado dos zagueiros, deixando os jogadores da beirada ficando responsáveis pela velocidade”

Filipe Duarte, repórter na Rádio Gaúcha

COMO DEFENDE

Se ofensivamente os números são positivos, defensivamente vão na mesma toada. São 28 gols sofridos até agora, que fazem o Imortal possuir a segunda melhor defesa da Série B, atrás apenas do campeão Cruzeiro. Além disso, é o sistema defensivo que menos sofreu finalizações contra sua meta, tendo 108 chutes certos de 386, equivalentes a 27,98%.

Villasanti atuando entrelinhas para tentar o combate (Imagem: Premiere)

A solidez defensiva é destacada pela forte marcação, tendo o 4-1-4-1 como a postura mais comum ao ficarem sem a bola, povoando a entrelinha para impedir a criação. A alternativa, ainda que varie ao 4-4-2 mantendo as duas linhas de 4, é povoar mais o meio-campo formando um 4-5-1, que faz Diego Souza ter menos intensidade.

Tricolor gaúcho neutraliza investidas adversárias por dentro (Imagem: Premiere)

“O Grêmio não consegue fazer uma marcação pressão, já que Diego Souza não tem o mesmo fôlego. Geralmente o time fica em duas linhas de 4, tentando deixar blocos médios para não cansar tanto os jogadores. Desse modo, tenta induzir ao erro e fechar o máximo de espaços”

Filipe Duarte, repórter na Rádio Gaúcha

PARA FICAR DE OLHO

Geromel (ZAG) – Sustentação. Se a defesa tem bons números na Série B, é o zagueiro quem melhor representa o setor. Figurando no top-10 de cortes com 132, o experiente defensor vem sendo o principal pilar defensivo tricolor, tendo ainda 56 interceptações e 36 desarmes. Tem média, inclusive, inferior a uma falta por partida, mostrando bom posicionamento para o combate.

Bitello (MC) – Lá e lô. Um dos principais meio-campistas desta Segundona, o jovem Bitello é uma das peças essenciais ao sistema tático do Imortal. Com 73 desarmes, é o vice-líder da equipe no quesito, demonstrando força sem a bola, mas também se destaca em fase ofensiva. Já marcou seis gols e criou três grandes chances, dando ainda duas assistências.

Diego Souza (ATA) – Goleador. Atuando na referência desde sua passagem pelo Sport, o atacante é o homem-gol do gremista na competição. Segundo jogador tricolor que mais chutou, com 57 finalizações, balançou as redes por 14 vezes até o momento, sendo o vice-artilheiro do certame junto a Lucca, da Ponte Preta.

Créditos da foto principal: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Sport na Série B: como joga taticamente o Londrina

Por: Mateus Schuler

Se ficar o bicho come. Para não virar comida de tubarão, o Sport visita o Londrina ainda sonhando com o acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Leão vai a campo frente aos paranaenses no Estádio do Café, às 16h30 deste sábado (22), em partida válida pela 36ª rodada da Segundona.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do LEC.

O TIME

Para o jogo diante dos leoninos, Adilson Batista tem apenas uma ausência já certa: o lateral-esquerdo Alan Ruschel, que cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo. Em seu lugar, Felipe Vieira foi o escolhido, enquanto uma dúvida faz a escalação ser definida somente momentos antes da bola rolar: Mossoró e Gabriel Santos disputam a vaga no ataque.

Provável formação inicial dos azulinos contra os pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Pouco letal. Ainda que tivesse brigado por acesso recentemente, o Londrina não tem bom desempenho quando ataca, pois marcou 33 gols, tendo média inferior a um por partida. O baixo rendimento também é evidente nos chutes a gol, já que é o quarto que menos finalizou no total — 393 finalizações — e no alvo, sendo 126 acertos.

Laterais e volantes dão suporte à transição londrinense (Imagem: Premiere)

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O início da construção ofensiva se dá numa saída 4+2, apesar de ter tripé de meio-campistas na escalação inicial, com os volantes auxiliando a linha dos defensores. Do meio em diante, a tendência é que mantenham a tática-base e aposta na troca de passes e velocidade pelos lados, utilizando pontas e/ou laterais.

Manutenção da tática-base em fase ofensiva (Imagem: SporTV/Premiere)

“O time jogou o campeonato todo com a mesma base tática e, além disso, no mesmo modelo, utilizando dois pontas e um centroavante. É também uma equipe de transição rápida que usa frequentemente as beiradas, pois os dois laterais apoiam bastante”

Lúcio Flávio, repórter na Rádio Paiquerê

COMO DEFENDE

Estável. Se o ataque não corresponde, o sistema defensivo do Tubarão é seu principal ponto. Com apenas 32 gols sofridos, possui a sexta melhor defesa e muito da solidez se deve ao modelo de jogo usado por Adilson Batista. Não é por acaso, inclusive, que o time é ainda o que menos tem finalizações contra sua meta: 373 no total.

Blocos médio/altos do Tubarão durante os jogos em casa (Imagem: Premiere)

Sem muita compactação, o que faz os adversários acertarem 37,27% dos chutes, os paranaenses têm o segundo pior aproveitamento total, acima apenas do Novorizontino. O mais comum é a formação de um 4-4-2, de blocos médio/altos, quando atuam como mandante, tentando recuperar a posse de imediato, podendo variar à tática-base se preciso.

Mesmo adiantada, defesa dos paranaenses figura entre menos vazadas (Imagem: SporTV/Premiere)

“Quando joga em casa, o time costuma adiantar a marcação e formar duas linhas de 4, buscando ter a recuperação mais rápida da posse. Além de dois volantes que protegem bem os espaços, é uma equipe que os laterais recompõem e evitam a infiltração”

Lúcio Flávio, repórter na Rádio Paiquerê

PARA FICAR DE OLHO

Vilar (ZAG) – Segurança. Se o sistema defensivo tem bom desempenho, é o zagueiro que mais se destaca. Um dos líderes da Segundona em cortes, com 139 no total, consegue ser seguro e pouco comete faltas, tendo média de 0,7 por partida, além de 28 desarmes e 39 interceptações; recebeu somente um cartão amarelo até o momento.

Caprini (PD) – Garçom. Principal passador do time nesta Série B, servindo por cinco oportunidades, é quem faz a bola rodar no ataque, mesmo sem ser um armador de origem. Mostrando velocidade com a posse e driblando quando preciso, criou seis grandes chances, dando ainda 47 passes decisivos; já deu 81 finalizações, o quarto da competição no quesito, e balançou as redes três vezes.

Douglas Coutinho (CA) – Goleador. Mesmo se movimentando bastante, é o jogador que geralmente cai como centroavante, buscando sempre confundir a marcação adversária. Vice-líder do Tubarão em chute a gol, finalizando 54 oportunidades, marcou sete gols e deu três assistências, fazendo pivôs para os companheiros.

Créditos da foto principal: Sheyla Dantas/Londrina EC

Vergonhoso: análise Sport 1 x 1 Vasco

Por: Mateus Schuler

Confusão generalizada. Em partida nervosa dentro e fora de campo, o Sport tropeçou no Vasco e deixou a disputa pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro indefinida. Neste domingo (16), o Leão saiu à frente na Ilha do Retiro com gol de Labandeira no 1 x 1, já Raniel deixou tudo igual pela 35ª rodada.

Para o duelo contra os Cruzmaltinos, Claudinei Oliveira decidiu voltar a jogar com dois centroavantes, já que Gustavo Coutinho voltou da suspensão para formar dupla junto a Vagner Love. Zagueiro Sabino e lateral-esquerdo Sander também estavam suspensos e retornaram à titularidade, colocando o 4-2-4 de outrora.

Formação inicial dos rubro-negros diante dos cariocas (Feito no Tactical Pad)

COMO FOI

Intenso. Foi assim que o Sport começou o confronto direto diante do Vasco e, empurrado pela torcida, teve domínio tanto do ritmo como da partida. Muito pelo fato de estar com um sistema tático formado por quatro atacantes, pois apenas a vitória interessava, enquanto o Vasco apostou numa postura mais cautelosa para criar nos contra-ataques.

A imposição teve manutenção do 4-2-4 de base, tendo apoio dos laterais já no campo ofensivo. A primeira tentativa veio quando Sander chutou forte de fora da área e o Thiago Rodrigues não segurou. Pouco antes, a torcida ficou na reclamação de um pênalti não marcado depois da bola bater na mão de Anderson Conceição dentro da pequena área.

Imposição dos mandantes durante a etapa inicial (Imagem: SporTV/Premiere)

Mantendo a pressão sem dar brechas ao Cruzmaltino, o Leão voltou a cobrar pênalti da arbitragem após Gustavo Coutinho ser deslocado em cruzamento que veio da direita; nada marcado novamente. Ainda assim, o time da Praça da Bandeira assustou quando Eduardo lançou do meio-campo e Sabino deu um cabeceio meio despretensioso, quase surpreendendo o goleiro vascaíno.

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Pouco exigidos defensivamente, os rubro-negros formaram um 4-5-1 de forte compactação e neutralizaram bem as investidas dos cariocas. Seguros sem a posse, tiveram ainda mais uma boa oportunidade para sair em vantagem, no entanto esbarraram no camisa 1 alvinegro, que impediu tentativa de Juba num cruzamento direto para o gol.

Postura dos anfitriões sem a posse (Imagem: SporTV/Premiere)

Na volta para o segundo tempo, Claudinei Oliveira decidiu não mudar a base que iniciou sem promover mudanças. Inicialmente, a equipe pernambucana até tentou seguir intensa ao atacar, porém não mostrou poder criativo como na etapa inicial. Desse modo, os cariocas passaram a ter domínio dentro das quatro linhas, baixando a marcação leonina.

Formando duas linhas de 4 e demonstrando mais fragilidades do que antes, o Sport tomou o primeiro susto quando Alex Teixeira bateu escanteio fechado e Anderson Conceição, na primeira trave, subiu para cabecear no travessão. Para melhorar a produtividade ofensiva e ter o meio mais povoado, Claudinei promoveu a entrada de Wanderson no lugar de Gustavo Coutinho, fazendo o time se postar num 4-2-3-1.

Fragilidades defensivas expostas durante o segundo tempo (Imagem: SporTV/Premiere)

A substituição deu mais ânimo aos rubro-negros, que passaram a atacar em maior volume. Assim, abriram o placar. Fabinho pegou sobra de fora da área e chutou, parando no pé de Vagner Love, que finalizou e Thiago Rodrigues fez um milagre. Labandeira ficou atento para o rebote na direita e mandou para o gol.

Com a vantagem, foram realizadas as quatro substituições restantes, tendo Denner, Chico, Giovanni e William Oliveira acionados, sacando Juba, Sabino, Labandeira e Ronaldo. Passando a formar um 4-2-3-1, o Leão chegou perto do segundo quando Giovanni arrematou rente à trave direita. Do meio para o fim, o panorama mudou e a arbitragem marcou pênalti de Saulo em cima de Alex Teixeira num lance duvidoso; Raniel acertou no canto e iniciou confusão generalizada, tendo invasão por parte da torcida.

Alternância no posicionamento ofensivo (Imagem: SporTV/Premiere)

Créditos da foto principal: Rafael Bandeira/SCR

Sport na Série B: como joga taticamente o Vasco

Por: Mateus Schuler

Mil pontos. Em confronto direto por uma das vagas no G-4, o Sport recebe o Vasco para seguir próximo à zona de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro. Partida do Leão frente ao Cruzmaltino será neste domingo (16), às 16h, pela 35ª rodada da Segundona e tem nova promessa de casa cheia na Ilha do Retiro.

Separamos tudo sobre o adversário rubro-negro: principais posicionamentos táticos, estilo de jogo, números, informações exclusivas de um setorista, jogadores para ficar de olho, e muito mais do Gigante da Colina.

O TIME

Para o embate contra os leoninos, Jorginho tem seus 11 iniciais praticamente definidos antecipadamente. Única certeza será a baixa do lateral-direito Léo Matos, suspenso pelo terceiro amarelo, tendo Matheus Ribeiro ou Miranda na vaga. Já na lateral esquerda, Edimar foi substituído por dores na posterior da coxa direita e Luiz Henrique pode ganhar o espaço no 4-2-3-1 vascaíno.

Provável escalação inicial dos cariocas ante os pernambucanos (Feito no Tactical Pad)

COMO ATACA

Eficiente. Dono de um dos melhores ataques da Série B com 42 gols e média superior a um por jogo, o Vasco vem sendo muito objetivo ao ter a posse. É o terceiro time que mais chuta certo em direção às metas adversárias no total do aproveitamento, sendo 135 finalizações das 376 no alvo, o que representa 35,9%.

Início de transição dos vascaínos ainda no campo defensivo (Imagem: Brasileirão Play)

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Apesar de ter uma linha de 4 na defesa, o Cruzmaltino forma uma saída de 3 para iniciar sua transição, dando liberdade aos laterais para atacarem e um dos volantes — geralmente Andrey — recua. Do meio para frente, geralmente é formado um 4-3-3, buscando ter amplitude dos alas e os extremos ficando próximos a meio-campistas e centroavante.

Jogadas dos cariocas fluem mais por dentro (Imagem: Premiere)

“Geralmente o time ataca da mesma forma, com Nenê tendo liberdade para circular durante a fase ofensiva. Por vezes, ele avança da linha de meias e chega a ficar como um segundo atacante, enquanto o grande nome e o motor da equipe é o volante Andrey”

Henrique Monteiro, analista no Scout Vasco

COMO DEFENDE

Instável. Se o acesso antecipado não veio, muito se deve a tantos problemas defensivos. De 31 gols sofridos, a equipe da Cruz de Malta teve 20 ao longo de todo returno, expondo a fragilidade desde a chegada de Jorginho. A defesa é até sólida, considerando que os adversários acertaram 144 — equivalentes a 32,21% — de 447 finalizações, sendo a oitava melhor no quesito.

Vascaínos com blocos médio/altos buscando recuperação da posse (Imagem: Premiere)

Para fechar os espaços e impedir a criação dos adversários, os alvinegros se postam em duas linhas de 4 num 4-4-2, formando blocos médios para evitar infiltrações. Outra alternativa, povoando o meio, é performar num 4-5-1, com o máximo de compactação para neutralizar a troca de passes e jogadas de velocidade.

Compactação cruzmaltina com meio-campo cheio (Imagem: Brasileirão Play)

“Na fase defensiva, é mais comum a formação de duas linhas de 4, tendo Eguinaldo e Nenê à frente da segunda linha de 4. Fora de casa, é mais comum ver a equipe alternando postura da marcação, ora formando em blocos baixos, ora em blocos médios”

Henrique Monteiro, analista no Scout Vasco

PARA FICAR DE OLHO

Thiago Rodrigues (GOL) – Intervenção. Em meio aos problemas na defesa do Cruzmaltino, o goleiro tem conseguido minimizá-los e vem se destacando na posição. Com 106 defesas até o momento, figura no top-5 do campeonato e é o segundo no número de jogos — 14 — sem ser vazado; defendeu ainda um pênalti.

Andrey (MC) – Lá e cá. Vice-líder com 90 desarmes, ficando atrás apenas de Yuri, o prata da casa é peça essencial ao sistema tático vascaíno, pois ajuda ainda na fase ofensiva. Mesmo sem dar assistências diretas ou criar grandes chances, o meio-campista aparece para balançar as redes, marcando sete gols em 43 finalizações e sendo o vice-artilheiro da equipe na Segundona.

Nenê (MEI) – Experiente. Jogador mais velho do elenco do Vasco, o camisa 10 é quem faz a bola rodar do meio em diante, o principal responsável por fazer a criação. Com sete assistências, lidera a Série B no quesito junto ao lateral-esquerdo Jamerson, do Guarani, tal como é o vice-líder nos passes decisivos, dando 71; além disso, é quem cobra os escanteios, ajudando na bola parada.

Créditos da foto principal: Daniel Ramalho/Vasco